Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do Couto

jviana@openlink.com.br

 

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(O Globo, Boa Chance, CLICK!, Leo Correa, 15/01/12, pág. 8)

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Diz o jornal que os colaboradores, amigos e designers Leo Correa, Daniel Barros e Mauro Rego lançaram, no início do ano, a plataforma de crowdlearning (=“aprendizagem colaborativa”) chamada NÓS.VOCÊ (http://nos.vc/beta/), em que amadores se cadastram para trocar conhecimento.

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O QUE É

Este é um modelo recente de aprendizado baseado em chamado aberto, no qual a iniciativa das ações de ensino e aprendizagem partem de um público (crowd, em inglês), em vez de uma instituição, como se dá o ensino tradicional.

A plataforma dá espaço para pessoas proporem encontros de aprendizagem coletiva, incentivo para apaixonados pelo tema contribuírem e, eventualmente, apoio na organização de eventos. A agência de pesquisa Box1824 publicou ano passado estudo que apontou que 84% dos jovens sentem falta de locais onde possam aprender, além das escolas e universidades. “Acreditamos que exista uma enorme sede de aprendizagem no Brasil e que as instituições de ensino não conseguem supri-la”, diz o articulista. Quem propõe um encontro, pode ganhar dinheiro e visibilidade, compartilhar sua paixão com iguais e aprender com a troca.

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A Figura abaixo compõe um dos dez slides do PowerPoint que apresentei ao CREA-RJ em janeiro de 2011, com o intuito de dinamizar a Engenharia, Arquitetura e Agronomia no Estado, e tem a ver com o tema (aprendizagem), só que do lado profissional e não do leigo, como o “Nós.Você”.

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O título “Cartilha de Meio Ambiente”, que encabeça a ilustração, foi a sugestão que dei, caso o CREA-RJ tivesse aceito a minha idéia de linka-la à sua página, com o conteúdo dos meus textos publicados semanalmente no Orkut, nas comunidades de meio ambiente, com o nome de PROBLEMAS AMBIENTAIS. 

Eu tive a ideia, depois que o CREA-RJ resolveu publicar na sua página, uma Cartilha da Construção Civil, para orientar o pessoal de baixa renda a erguer os seus barracos de alvenaria. Quanto à ilustração, é de uma planilha para dimensionar Aterros Sanitários em Valas, elaborada por mim e que faz parte de um dos posts que publiquei naquele site de relacionamento.

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UM GOOGLE DE CAIXINHA

(O Globo, Segundo Caderno, Tran_s Cultura, 13/01/12, pág. 4)

Esta foi outra idéia criativa para disseminar conhecimentos entre a população. Diz a nota que para democratizar a informação em certos lugares do mundo, como áreas rurais da Índia e Uganda (sem acesso à internet, computadores, e mesmo à escolaridade), p.ex., a empresária americana Rose Schuman, criou o projeto Question Box (Caixa de Perguntas).

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Trata-se de um sistema de baixa tecnologia e sem fins lucrativos, usado para levar informações a pessoas que não possuem acesso à internet ou serviço de telefonia. O aparelho é formado por uma caixa com um botão que funciona mais ou menos como um interfone. No outro extremo (da linha, como se fora o porteiro de um edifício), um operador treinado, residente em uma cidade próxima e com acesso à internet, busca as respostas, para em seguida as retransmitirem a quem fez a pergunta. As perguntas mais comuns envolvem questões cotidianas, como: saúde, agricultura, educação, negócios e entretenimento.

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O projeto deu super certo e hoje está presente em aldeias no Haiti, Índia, África do Sul, Malawi, Quênia e Serra Leoa, e só tende a crescer. E por que não nas favelas do Brasil ? 

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 janeiro 2012 às 17:28

Olá Ângela.

Eu também acho que os moradores das favelas têm um potencial enorme. Faltam é oportunidades. E quem lhes mostre os caminhos da emancipação econômica e social, já que, os letrados, não frequentam as Lan-Houses porque não querem (pelos baixos preços). Aliás, por falar em favelas e saneamento, anos atrás eu visitei uma favela de Niterói onde um Professor da UFF fazia uma experiência interessante. Ele era de origem alemã e trouxe de lá um modelo de fossa-biodigestora, em fibra de vidro, que reunia as fezes e o lixo úmido do barraco e o resultado era composto, na parte de baixo da casa. O pessoal dos Ss (Sebrae & Cia.) deveriam se instalar lá, num anexo das UPPs.

Grato por participar.

Um abraço.

Comentário de Angela Jacob em 23 janeiro 2012 às 16:40

Olá José, achei muito interessante a aprendizagem colaborativa. Existe muita tecnologia alternativa e de baixo custo que pode chegar a quem precisa dela, tranpondo a lacuna que existe entre a conhecimento e a realidade de quem está distante dele.

Porém acho que o que falta nas favelas do Rio, para que projetos a serem divulgados possam acontecer, é a participação do povo e a presença de líderes comunitários ( que não tenham qualquer associação com o crime organizado ), como aqueles das antigas CEBs, que mobilizem o povo e o faça se sentir responsável pelo projeto. Falta ainda, vontade política para realizar obras não tão eleitoreiras e sem tanto desvio de verba ( por aqui, acho que é difícil ser nenhum ).

Saneamento básico, preservação dos recursos naturais, arborização urbana, cooperativas, prevenção de doenças, de acidentes, ... Tanta coisa devia e podia ser diferente.

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