Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

O Plano Diretor de Arborização Urbana da Cidade do Rio de Janeiro - PDAU Rio foi publicado no endereço:  http://www.rio.rj.gov.br/web/smac/83

Vários colegas (Engenheiros Agrônomos) trabalham na Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMAC e na Fundação Parques e Jardins - FPJ com sede no Rio de Janeiro - RJ. Parabéns pelo excelente trabalho. Este Plano, junto com o de São Paulo, estão entre os 5 melhores já efetuados no Brasil.

Um pedacinho do texto:

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 outubro 2015 às 14:55

AGRÔNOMOS DE ASFALTO

O fato de colegas Agrônomos atuarem na arborização urbana [como contratados da Prefeitura do RJ], nos chama a atenção para um fenômeno curioso. Lembro que cerca de meia dúzia de colegas de turma (UFRRJ, 1966, com 160 formados), saíram da Rural diretamente para a Diretoria de Parques e Jardins da capital paulista, e trabalharam lá até suas aposentadorias.

Como isso aconteceu 50 anos atrás, não se pode dizer que foi motivado pelo desemprego ou pelo índice de urbanização brasileiro (na época, bem inferior aos 95% ou mais de hoje) e nem da falta de opções em outros campos, já que ainda não existiam Engenheiros Florestais, Zootecnistas, Engenheiros Agrícolas, Engenheiros Ambientais e outros concorrentes.

Por outro lado, hoje, há atrativos [para a atuação nas cidades] impensáveis naquela época para os Engenheiros Agrônomos como, p.ex.:

a) Os Planos Diretores de Arborização Urbana;

b) Os selos de sustentabilidade das edificações com telhados e fachadas verdes;

c) As técnicas modernas de formação e irrigação de gramados esportivos;

d) A irrigação de áreas públicas com os efluentes brutos de esgotos domésticos;

e) A produção de compostagem a partir de resíduos sólidos urbanos;

f) A formação e irrigação de viveiros de mudas para atender o novo Código Florestal;

g) O projeto, construção e manutenção de wetlands construídos; e

h) Outros.

Eu me considero um verdadeiro Agrônomo de Asfalto pois, fora a participação no planejamento das agrovilas e da colonização da Transamazônica, na década de 70, sempre trabalhei na cidade, mesmo que fosse em projetos agrícolas, lecionando na UFRRJ (durante 2 décadas) e em consultorias. Tenho um amigo, ex-colega do INCRA, que sempre ao falar comigo pergunta: "Como é, José Luiz, vamos plantar feijão no asfalto ?"

Agora que estou aposentado, quem pergunta sou eu: "Será que o incentivo à Agricultura Familiar fará com que o Engenheiro Agrônomo volte a atuar maciçamente no campo, como fazia antigamente, deixando o conforto da cidade ?"

O que você acha, colega ?

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 setembro 2015 às 18:25

PODA COMO LENHA

Se fossem [outros resíduos da poda] comercializados como lenha de segunda categoria a um custo de R$ 60,00/metro estéreo, mais uma renda seria gerada, neste caso de R$ 162.000,00/mês (2.700 x R$ 60,00) ou R$ 1.944.000,00/ano.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 setembro 2015 às 18:18

A COMPOSTAGEM

Segundo a Diretoria Técnica da COMLURB, o custo para transferência e disposição final dos resíduos da poda é de R$ 53,80/t, o que equivale ao custo diário de R$ 1.614,00. Se for considerado que o custo do metro cúbico de composto orgânico no mercado é de R$ 70,00 e que se a produção de 972 m³ de composto fosse viabilizada, haveria economia para os cofres públicos de R$ 68.040,00 mais R$ 48.420,00 (R$ 1.614,00 x 30 dias), ou seja, R$ 116.460,00/mês ou R$ 1.397.520,00/ano.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 setembro 2015 às 18:04

OS PONTOS FORTES E FRACOS

Os pontos considerados essenciais para a melhoria dos plantios na cidade foram: a qualidade das mudas, a qualidade da execução e a manutenção, todas com o mesmo percentual (15%), seguidas da cova ou berço (13%), substrato (11%), fiscalização (10%), escolha das espécies (10%), tutores (6%) e golas (5%).

Em termos de entraves à arborização pública, foram destacados: a falta de educação e de conscientização da população (34%), secundada pela falta de manutenção (10%) e de técnicos (10%), além da ausência de fiscalização (10%). Logo a seguir, desponta a falta de investimento público (7%). Os demais itens somam 29%.

Do que eu já li até agora (são 416 páginas e estou na 141a.), além do histórico da arborização na cidade, desde a sua fundação, e da extensiva listagem da legislação pertinente, me chamaram a atenção dois fatos: a orientação para o georreferenciamento das espécies e para que parte da poda seja adicionada aos resíduos sólidos urbanos para a produção de composto.

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