Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A armazenagem de grãos tem o objetivo de proteger e dar segurança aos produtos. Além disso, a armazenagem pode fazer parte do processo de produção. Algumas decisões típicas relacionadas à armazenagem de produtos são: a determinação do espaço de armazenagem, o layout do armazém e projetos de docas, a configuração do armazém, a disposição dos produtos no estoque de acordo com o tipo de produto, tipo de cliente ou rotatividade (Morabito & Iannoni, 2007). (1)

Segundo recomendação da FAO a capacidade estática de armazenagem de um país deve ser igual a 1,2 vezes sua produção agrícola anual. Pensando nessa linha, o Brasil apresenta um déficit que gira em torno de 70 milhões de toneladas. (2)

Para o armazenamento em sacaria, chamado de convencional, deve-se manter boa ventilação nas pilhas e, para possibilitar a circulação do ar também por baixo das pilhas, os sacos devem ser dispostos em estrados de madeira com altura mínima de 12 cm. Sempre que possível, deve-se limitar a altura das pilhas em 4,5 m. (3)

Corredores

Os corredores dentro do depósito deverão facilitar o acesso às mercadorias em estoque. Quanto maior a quantidade de corredores maior será a facilidade de acesso e tanto menor o espaço disponível para o armazenamento. Armazenamento com prateleiras requer um corredor para cada duas filas de prateleiras. A largura dos corredores é determinada pelo equipamento de manuseio e movimentação dos materiais. A localização dos corredores é determinada em função das portas de acesso e da arrumação das mercadorias. Entre as mercadorias e as paredes do edifício devem existir passagens mínimas de 60 cm, para acesso às instalações de combate a incêndio. (4)

Movimentação de cargas

Paleteira é um equipamento de manuseio de materiais em geral. Ela tem utilidade em várias operações que vão desde carga e descarga até transferências de cargas em maiores distâncias dentro do depósito (Bowersox e Closs, 2007). (5)

Prateleiras e Estruturas

A altura máxima das prateleiras e estruturas deverá considerar o peso dos materiais. Os materiais empilhados devem respeitar na sua altura máxima, uma distancia de um metro de luzes e equipamentos de combates a incêndios. Além disso, os materiais mais pesados devem permanecer nas partes inferiores as prateleiras e estruturas, e os mais leves nas partes superiores. O piso deve suportar o peso, por isso que a sua resistência tem que ser projetada de forma adequada à atividade de armazenagem.

Quebra de espaço

Quebra de espaço ou espaço morto – Pode-se definir a quebra de espaço como sendo uma parte da capacidade do armazém ou do porão (de navio) que fica sem uso porque é um espaço perdido entre as unidades da carga.

Dimensionamento

 REF.:

[1] A CAPACIDADE ESTÁTICA DE ARMAZENAMENTO DE GRÃOS NO BRASIL, Loianny Faria Azevedo (UNEMAT) e auxs., 2008.

http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STP_069_492_11589...

[2] A evolução da armazenagem de grãos no Brasil: saiba mais, Fimaco, 2013.

https://fimaco.com.br/evolucao-da-armazenagem-de-graos-no-brasil-sa...

[3] Armazenamento, Embrapa.

https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/arroz/arvore/CONT000fv...

[4] ATIVIDADE DE ARMAZENAGEM

http://lfcompiani.dominiotemporario.com/doc/adm_materiais_ii_parte_...

[5] AVALIAÇÃO DO LAYOUT E DA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS DE UM ARMAZÉM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA ATACADISTA NA CIDADE DE PETROLINA-PE, Michael A. P. Barbosa, Univasf, Juazeiro – BA, 2011.

http://www.univasf.edu.br/~tcc/000017/00001758.pdf

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 agosto 2021 às 18:36

CALCULADOR ON LINE DE ÂNGULO SOLAR

FONTE: Solar Electricity Handbook.

http://www.solarelectricityhandbook.com/solar-angle-calculator.html

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 agosto 2021 às 18:56

MÁSCARA DE SOMBRA PARA ÂNGULOS ALFA (Exemplo)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 julho 2021 às 10:23

SISTEMAS USUAIS DE PROTEÇÃO SOLAR

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 julho 2021 às 9:34

BRISE HORIZONTAL ORIENTAÇÃO NORTE

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 julho 2021 às 8:57

ÂNGULO ALFA E BRISE HORIZONTAL

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 27 julho 2021 às 12:37

USO DO TRANSFERIDOR SOLAR

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 julho 2021 às 17:07

MÁSCARA DE SOMBRA

(Elaborada com o software Analysis Sol-Ar)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 julho 2021 às 19:13

PROJETO DE VENTILAÇÃO NATURAL DE ARMAZÉM

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 julho 2021 às 18:29

SOFTWARE GRATUITO ANALYSIS SOL_AR DA UFSC

O programa permite obter a Carta Solar das cidades brasileiras listadas a seguir (ou de outra que se especifique a Latitude) e auxilia no projeto de sombreamento arquitetônico de janelas e aberturas nas construções. Para as cidades disponíveis, com base em seus dados horários, visualiza as Temperaturas Anuais e a Rosa dos Ventos. (1)

Banco de dados climáticos das seguintes cidades: Belém, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.

Rosa dos ventos

A análise de insolação e sombreamento de obstruções e aberturas consta do capítulo 4: Geometria Solar do Manual da Eletrobrás, que se refere à Carta Solar (pág.135/382). (2)

Os 3 ângulos de incidência solar nas habitações são ilustrados na Figura abaixo, e são explicados no Manual da Eletrobrás.

REF.:

[1] Laboratório de Eficiência Energética em Edificações - LabEEE, UFSC.

https://labeee.ufsc.br/downloads/softwares/analysis-sol-ar

[2] Eficiência Energética na Arquitetura, Eletrobrás.

https://arquiteturapassiva.files.wordpress.com/2015/09/livro-eficic...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 23 julho 2021 às 22:05

PROJETO DE VENTILAÇÃO NATURAL

Nos países tropicais, é muito importante que os longos eixos dos armazéns sejam orientados na direção Leste-Oeste o mais próximo possível. Desta forma, as paredes laterais ficam menos expostas ao sol e as variações de temperatura internas são minimizadas. Se o armazém não puder ser orientado para Leste-Oeste, algum benefício pode ser derivado de localizá-lo na direção do vento predominante. O interior pode então ser resfriado com eficácia abrindo todas as portas e janelas nos momentos apropriados. (1)

Determinação dos tamanhos de entrada e saída de ar. Para determinar as áreas de entrada e saída necessárias para fornecer uma determinada taxa de ventilação por convecção térmica, a seguinte equação, com base na teoria do efeito de pilha, pode ser usada: (2)

Aberturas laterais

As aberturas de ventilação são necessárias para permitir a renovação do ar e reduzir a temperatura no armazém, também permitem a entrada de alguma luz. Se tais aberturas forem situadas em um local muito baixo, podem ser a fonte de inúmeros problemas: entrada de água, roedores, ladrões, etc. Esses problemas são evitados quando os ventiladores são colocados sob os beirais. Devem ser equipadas externamente com grades anti-pássaros (malha de 20 mm) e internamente (10 cm atrás das grades) com telas de malha de 1 mm (removíveis para limpeza) que deterão a maioria dos insetos.

Aberturas nas paredes laterais ao longo do comprimento do edifício fornecem um meio de entrada de ar fresco. Cortinas móveis são usadas para controlar o tamanho da abertura para acomodar várias velocidades do vento e as temperaturas do exterior. Cortinas isoladas reduzem a perda de condutividade do calor e a infiltração de ar frio durante o período de  inverno.

No verão, o telhado com lanternim promove a ventilação natural do armazém, como mostra a Figura abaixo.

Vazão de ar através de uma janela

A vazão de ar numa janela, em m³/s é calculada pela fórmula Q = 0,05.A.Vref, sendo A a área útil (livre da janela) em m² e Vref  a velocidade do vento, em m/s,  no canteiro de obras na altura de referência. Para edifícios baixos use a altura do beiral como altura de referência. Para edifícios altos calculam o fluxo de ar separadamente para cada andar usando a altura do teto daquele piso como altura de referência. Se há apenas uma janela, o coeficiente é a metade de 0,05.

Pilhas de sacas

Os grãos alimentícios ensacados devem ser dispostos em pilhas com base de 6 x 9 m e altura de empilhamento variando de 4 a 5 m. (3)

Aproximadamente 27% da área útil pode ser mantida como espaço livre para os corredores e escritório, se houver. Deve ser mantida uma distância de 2 m de espaço entre 2 pilhas e 0,8 a 1 m entre a pilha e a parede lateral para facilitar os movimentos dos trabalhadores e supervisores para a inspeção de grãos. Em direções opostas 2 portas de 2,4 m x 2,4 m devem ser construídas, para a entrada e saída de mercadorias.

Projeto

Tabelas Auxiliares

REF.:

[1] Modern warehouses, FAO.

http://www.fao.org/3/t1838e/T1838E16.htm

[2] Rural structures in the tropics: design and development, Ventilation, FAO.

http://www.fao.org/3/i2433e/i2433e09.pdf

[3] Design Considerations for Grain Storage Godowns, A. Kalne, 2020.

https://myeblackboard.com/design-consideration-for-grain-storage-go...

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