Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

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No caderno Rio de O Globo de ontem (27/04/11), no artigo “Salve-se quem puder”, foi dito que a chuva que caiu ante-ontem, aqui no bairro da Tijuca (onde moro e o mais afetado pelo temporal), foi de 99,6 mm/h e 274 mm em 24 horas. Ora, como o bairro tem uma área de 1.007 hectares, o volume de água da chuva acumulado foi de:

Vo = 1007 x 10000 x 0,274 = 2.759.180 m3

o que daria para encher nada menos que 1.104 (mil cento e quatro) piscinas olímpicas (com 2.500 m3 cada).

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No mesmo dia, jornal e caderno, mas em outra página, consta que a construção de 3 “piscinões” (2 na Tijuca e 1 em Vila Izabel), deveriam resolver definitivamente os problemas de enchentes, mas que dependiam de verbas do PAC-2.

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Apesar dessa chuvarada não ter sido a maior já registrada nesta cidade (as de 1968 foram bem maiores), a dessa semana só poderia ser contida se cada um dos 2 piscinões “projetados” tivessem o tamanho do estádio do Maracanã (*), e com uma lâmina d´água de 15 metros de altura. Você acredita que (por falta de área) isso seja possível? Só se fossem subterrâneos, como os de Tóquio, no Japão, que mostrei logo aí em cima. 

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(*) A = 320 x 283 = 90.560 m2

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 abril 2011 às 18:17

Gilberto,

o meu condomínio é uma dessas "velharias" a que se refere. Ano passado, cheguei a elaborar um ante-projeto de captação da água da chuva nos telhados do edifício, com filtro de areia em recipiente metálico para tratamento da água e tudo, mas não foi aceito pelos condôminos. Caímos na tal falta de educação. Que devia começar na escola de Primeiro Ciclo.

Abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto em 28 abril 2011 às 17:57

José Luiz,

A ideia de captar agua da chuva para novos condomínios é tão importante e lógica que já deveria ser obrigatória.

Penso no entanto a dificuldade dos condomínios já existentes; alguns com várias décadas de construção.

Para esses casos não parece haver uma solução simples.

abração

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 abril 2011 às 17:52

Gilberto,

grato pelo incentivo. E essa questão do debate, é fundamental. No caso da minha Tijuca, além dos piscinões, deveriam construir o túnel extravasor (usado para circulação do metrô quando não estivesse chuvendo) e "obrigar" os condomínios a captarem água da chuva nos telhados para, pelo menos, ser utilizada nas descargas das privadas, em vez de água potável (que desperdício!).

Um abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto em 28 abril 2011 às 16:39

José Luiz,

Seus cálculos e observações sempre aguçados e pertinentes.

Piscinão pode resolver alguma coisa, mas a impermeabilização do solo em cimento e asfalto  com chuvas cada vez mais intensas não se resolvem de maneira simplista.

Suscita um debate mto mais profundo.

Grande abraço

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