Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

"Assistência técnica" oferecida por lojas......

Uma coisa que sempre deixou um pouco incomodado são os serviços de "assistência técnica" oferecido por lojas de insumos agropecuários.

Essa discussão, acaba indo diretamente a outra, que a possibilidade de emissão de receituários agronômicos, diretamente pelas lojas que vendem.

Isso me leva a uma dúvida.... Será que isso, não acaba sendo algo que contribui para a desvalorização de nossa profissão? Pois, acaba sendo uma situação muito cômoda para o cliente, pois ele ao invés de contratar um profissional especializado ou o serviço de empresa especializada ... ele se aproveita da "assistência gratuita" oferecida pela loja. O que acaba em alguns casos sendo um contrassenso, pois aquele profissional sempre irá buscar aumentar seus ganhos através das comissões de venda.

E será que devemos realmente considerar isso uma assistência técnica que atenda as reais necessidade do agricultor, ou somente uma venda técnica?

Essa dúvida ficou ainda mais evidente para mim, pois numa rede social (Linkedin) vi uma campanha para procurar combater essa atividade. Será que não seria um coisa a pensarmos para valorizar a nossa profissão?

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Comentário de Francisco Cezar Dias em 13 abril 2016 às 19:31

Eduardo, não existe pessoalidade em meus comentários. Não misturo temas, mas o que disse é fato. Estou somente sendo franco. Tudo o que digo, se ler sem mágoas verá que diz respeito a participação dos colegas. Mas, se você olhar minha participação como advogado do diabo, verá que sou teu parceiro, tentando, apenas, aquecer o debate, mas, direcionado somete em chamar aos brios estes gatos pingados que aparecem por aqui. Veja você que eles não se preocupam nem em agredir, xingar, ofender ou o que quer que seja e em nome da classe. nada.

Quanto a afirmar que, ao escolher a segurança de um salário, você está se sujeitando às normas da empresa. E a regra do jogo é esta. Se você tentar ir ao campo sem ser a pretensão da empresa, a morosidade fará com que perca seu emprego. A clientela está ali mais para um consolo, não para ir com um profissional até sua casa ou propriedade. Quer campo, busque oportunidade numa empresa com este perfil. Para mi, trata-se de uma discussão inócua, oportuna mas com pouca ou nenhuma chance de acender. Mas tento contribuir de alguma forma.

Agora, você propôs o tema, então, mãos a obra. prove-me que estou equivocado. Sei acertar e errar com a mesma dignidade. E cresço muito mais quando você prova que estou errado, me aproximo muito mais de você.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 13 abril 2016 às 17:01

Caro Francisco, se você acha que a troca de informações não é fundamental para formulação de idéias, apesar de discordar somente tenho que respeitar a sua opinião. Entretanto, eu não ficou prendendo-me a questões pessoais, uma vez que a temática é fundamental para um objetivo comum que, imagino termos que é a valorização profissional. 

Caso a minha prolixão o incomode, tenha a honradez de direcionar a mim esse comentário e não fazer de forma desrespeitosa via terceiros. Se você por um acaso não gostou quanto explicitei que não apoio nem por um momento a saída dos Engenheiro Agrônomos do CREA, diferentemente de você, mantenha a discussão em um nível respeitoso.

Há um provérbio do Bu-Dô que diz "Aquele que diz saber tudo e não demonstra humildade para  sempre aprender coisas novas, acaba de admitir toda a sua ignorância e que nunca chegara a ser mestre". Pense nisso um pouco.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 13 abril 2016 às 16:47

Boa tarde caro Carlos,

Eu propus este debate para discutirmos exatamente isso a "assistência técnica" promovida pelas lojas. A emissão do receituário é somente um componente desta atividade, mas há muitas outras coisas que são oferecidas pelas lojas que acabam por interferir no desenvolvimento do trabalho agronômico e consequentemente contribuindo na desvalorização da profissão.

Espero que assim, tenha ficado mais claro. É fundamental, em minha opinião, que inicialmente façamos um apanhado geral de idéias, para posteriormente sistematizá-las e as que forem factíveis transformarem-se em propostas. 

Outro ponto importante é saber também a opinião que os colegas tem sobre esse assunto.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 13 abril 2016 às 16:13

E está Dr. Manoel, apenas que o estrelismo deixa alguns prolixos e que divagam sobre existência e demais correlatos. E se você observar bem, não existe debate, discussão de ideias. O que existe realmente é colocação de pontos de vista. Sem, entretanto a respectiva evolução do tema. Ainda teremos muito que evoluir.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 13 abril 2016 às 14:20

Boa tarde debatedores, enfim alguém coloca ao grupo o que exatamente estamos "debatendo" ??????!!!!! . Agora o simples da resposta precisa, é, e pode ser:-...procure na biblioteca e encontrará as respostas sobre extensão para um Engenheiro Agrônomo, desculpe-me mas pensei que Receituário e Extensão estivesse junto no assunto, tudo aliado a assistência, do bem (corretamente) servir ao agricultor, sem querer mudar o comércio

abraços a todos...

Comentário de Francisco Cezar Dias em 12 abril 2016 às 14:59

Novos tempos, Carlos. Até porquê se a loja não vender, fecha. E o foco aí é financeiro. Aliás, nada diferente dos colegas que trabalham em fabricantes de defensivos. Calma aí galera, a exceção.

Você fala do receituário como se fosse a uma coisa definitiva mas, se esquece que para burlá-lo, não me lembro quem colocou o Golbery do Couto e Silva como presidente de honra logo que foi criado.

Comentário de CARLOS ALBERTO DE CONTI em 12 abril 2016 às 14:42

Caríssimo Eduardo.  Quando estava na ativa, sempre que fiscalizava o comércio de semente e fertilizantes pelo MAPA em lojas que também vendiam agrotóxicos (este insumo hoje é fiscalizado pelos estados), por várias vezes deparava com o colega engenheiro agrônomo em pé, no balcão, atendendo indistintamente quem comprava qualquer insumo; na verdade, preenchendo "´pedido de compras", comportando-se como um balconista qualquer. Confesso que isso sempre me incomodava. É bem verdade que ele muitas vezes era consultado sobre pragas e produtos, mas absolutamente não se deslocava até as plantações observar, examinar, coletar amostras quanti-qualitativas das pragas, para se munir minimamente de dados técnicos locais a fim de indicar (ou não) produtos agrotóxicos adequados a cada caso, mediante Receituário Agronômico. Era o mínimo "minimorum" (esse termo é das antigas!) que qualquer um de nós poderia imaginar para amparar o correto exercício legal de nossa profissão e foi pensado, exaustivamente discutido e colocado na lei que instituiu o Receituário Agronômico. Mas infelizmente a realidade que vê está desvirtuada daquilo que gostaríamos que acontecesse...Precisamos continuar lutando pois sabemos que para as coisas chegarem ao estágio atual foi preciso uma batalha imensa, dura e desigual. E muito embora o Receituário Agronômico foi uma conquista, longe está de termos ganhado a luta, no máximo ganhamos uma batalha. E a luta continua, não podemos jamais desistir. O ambiente natural e as futuras gerações agradecem. Abração. CACONTI.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 12 abril 2016 às 14:24

Caro Manoel, quando iniciei esse debate, não restringi ele a questão do receituário agronômico, mas ao trabalho geral desenvolvido por loja, inclusive com a omissão de informações relevantes de clientes. Como por exemplo um vendedor de roda d'água que "esquece" de avisar que para ele instalar a roda ele necessita de autorização dos órgãos ambientais, entende a situação.

Quanto ao seu questionamento, sobre materiais, incluindo cartilhas sobre o uso correto e seguro de produtos fitossanitários, sugiro uma consulta, ao site da ANDEF. Lá você poderá encontrar cartilhas sobre: Tecnologia de Aplicação, Armazenamento, Transporte e Aquisição de Proodutos Fitossanitários, em uma linguagem destinada ao trabalhador rural. Caso precise de mais informações sobre esse assunto, me coloco a disposição, pois dou o treinamento de NR 31.8, há alguns anos.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 12 abril 2016 às 9:53

Posso estar errado, Dr. Manoel, mas e este medo que permeia nossa categoria de assumir suas responsabilidades em público?

Ninguém, absolutamente, ninguém tem disposição para assumir a frente dos problemas que nos diz respeito diante da mídia. Por isso, (psssssiu, baixinho aqui que ninguém nos ouça) é que insisto em colocar gente nossa numa empresa nossa por nós. Viver encostado em muleta não vai funcionar nunca. Fico olhando os temas de debate e morro de rir. O número de participantes então é de gargalhar. Engenheiro Agrônomo gosta de campo, de produção em qualquer nível. o resto segue a maioria. Ouvindo aqui a minoria, não resolve.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 12 abril 2016 às 8:25

Bom dia bom amigo Francisco, é por ai, um modelo mais simples para melhor qualificar e melhor interpretar quem obedece e realiza as operações agrícolas, o mais próximo possível do ideal. E isto seria identificado e receberia notas de eficiência, promovida pelos envolvidos. Esta nota ou cor, poderia ser anexada na Nota do Produtor a sua classificação (Certificado de Eficiência), emitida por agente fiscalizador idôneo sem vinculo de interesse. 

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