Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Nem só de fofocas e memes se compõe o Facebook. Achei hoje uma dica excelente do amigo Franco Carbonera do grupo Energias Renováveis do Brasil. O Banco Mundial, em parceria com a ISA, lançaram o Atlas Solar Global, uma ferramenta gratuita, criada para ajudar investidores e políticos a identificar regiões com potencial de geração de energia solar ao redor do mundo.

Além do recuso de zoom maravilhoso, permite até calcular, para um dado local escolhido, a produção de energia (para a geração de energia solar fotovoltaica residencial, p.ex.), em kWh/m².ano gerando, inclusive relatório.

A imagem obtida por mim com a tecla de 'printscreen' e acrescida com o endereço do site (http://globalsolaratlas.info/) e do nome do local, serve para ilustrar este post.

A energia solar, desde sempre, é um recurso solenemente ignorado pela Engenharia Agronômica, além de contribuir para a fotossíntese e secagem de grãos. O aquecimento de água em residências, o uso do fogão solar com arados de disco, o uso de placas fotovoltaicas em postes de luz, telhados e bombeamento de água subterrânea, a desinfecção de água em garrafas PET expostas ao sol, o movimento de barcos e outras utilizações alternativas da energia solar, são pouco conhecidas e divulgadas.

E se você achar que nada disso lhe interessa como profissional de Agronomia (sendo você, p.ex., um especialista em irrigação), lembre-se que de vez em quando precisamos da informação das coordenadas geográficas do lugar, e nisto o site lhe ajuda bastante. É só clicar num local do mapa e surge seu nome e as coordenadas. Bom proveito.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 fevereiro 2017 às 12:32

O SOL COMO INIMIGO

Mesmo na Agronomia, normalmente, a percepção que temos dos efeitos do sol está longe daquela de uma energia farta, potente e polivalente. Vejamos alguns exemplos: ele nos obriga a ter uma cabine em todo trator; considerar o chapéu de palha como um EPI; atribuir a ele as rugas e possíveis cânceres de pele (http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/sol.htm) dos agricultores; aumentar o custo de produção de aves, coelhos e bovinos para lhes propiciar conforto térmico; lamentar a seca dos açudes pela evaporação; gastar dinheiro com ar refrigerado; condenar o eucalipto por produzir menos sombra que outras árvores do seu porte (pela arquitetura de inclinação das suas folhas); e por aí vai.

Apesar de todos esses 'transtornos', é bom não esquecer que, segundo consta na literatura, na Alemanha que é um dos países desenvolvidos que mais utiliza a energia solar para fins energéticos, o lugar de maior potencial, nem chega aos pés do pior aqui no Brasil.

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