Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

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Colegas: estou encaminhando para conhecimento e quem sabe iniciar uma discussão. Em março.14, em função de um voto do Conselheiro Federal Daniel Salati,o Confea finalmente reconheceu o Decreto 23196/33 como válido para conferir atribuições ao engenheiro agrônomo, isso indiferente da data de entrada no Curso ou do ano de formatura. Quantos engenheiros agrônomos sabem disso? O que representa esse reconhecimento? Que outras legislações nos dão atribuições? Enfim, quais as nossas atribuições como profissionais que somos responsáveis por +  de 30% do PIB Nacional? Quem nos vê e quem nos reconhece?

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Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 21 abril 2014 às 23:11

Maria Helena e demais partícipes,

um empurrãozinho no debate sobre ATRIBUIÇÕES DOS ENGENHEIROS AGRÔNOMOS, aponto algumas causas da nossa perda de espaço: 1) deficiência de escolas e de professores; 2) existem professores que "orientam" os alunos a não darem importância ao CREA e às entidades de classe; 3) conheci o caso de curso de agronomia de uma Universidade Federal, em que veterinários e zootecnistas, professores de zootecnia, "orientavam" os alunos de agronomia que, não precisavam estudar suas disciplinas (agrostologia, nutrição, manejo e evolução de rebanho), porque tais matérias não seriam da atribuição do engenheiro agrônomo e, quando contratei alguns daqueles alunos e notei o flagrante despreparo técnico nessas áreas e eles se justificaram com base naquela "orientação" recebidas daqueles professores; 4) hoje vemos veterinários e zootecnistas exercendo ilegalmente as atribuições de engenheiros agrônomos "fazendo" "projetos" de construções rurais, formação, reforma e recuperação de pastagens, como meros despachantes de financiamentos rurais, mediante o acobertamento por engenheiros agrônomos que assinam tais "projetos" e, parece que existe um "pacto de boas relações" por parte dos engenheiros agrônomos e dos CREAs, para deixar como está; 5) a omissão nossa, das nossas entidades de classe e dos CREAs geram a impunidade e o prejuízo para o nosso mercado de trabalho, para os produtores rurais e para o País, o mesmo ocorrendo com relação às questões florestais e ambientais; 6) na área de perícias de agronomia a situação é ainda mais absurda, com juízes nomeando pessoas sem atribuição legal, como: agrimensores; engenheiros civis; corretores de imóveis; contadores; oficiais de justiça; etc. e poucos são os engenheiros agrônomos que, conhecedores de tais fatos, sem omitem, deixando de questionar tais nomeações ilegais e de denunciar ao CREA. 

O alento é que, para tudo isso existe solução, com base na legislação vigente. Mas, tal solução depende da nossa disposição de lutar para defender as nossas ATRIBUIÇÕES da invasão de aproveitadores de plantão,              

Comentário de Maria Helena de Araújo em 21 abril 2014 às 21:22

Gilberto,

Sei da adoção pelo Crea-MG do Decreto, inclusive Emílio esteve aqui no Ceará em outubro passado e fez uma palestra sobre o assunto. Temos "n" desafios para fazer valer nossas atribuições e enfrentar sombreamentos e invasão as nossas atividades de todos os lados. Esse é o maior desafio que temos de enfrentar: encontrar estratégias de fazer valer o que é nosso por direito, dentre essas ações está a cassação dos Decretos 4560 e 90922. O Agrosudeste será uma ótima oportunidade de aprofundarmos presencialmente este debate.

Comentário de GILBERTO DA SILVA PORTO REIS em 21 abril 2014 às 16:07

O Crea Minas já reconhece e anota o Decreto 23196/33 há muitos anos, contrariando decisões contrárias do Confea neste sentido. Este tardio reconhecimento pelo Confea agora, se deve aos arquitetos, pois fez o Confea enxergar que a limitação prejudica os registrados enquanto as outras modalidades estão ampliando suas atribuições. A Resolução 1051 já tinha direcionado nesse sentido. Mas dentro do sistema Confea/Creas ainda permanece o problema das atribuições, pois estamos vendo a abertura de trabalhos de averbação de reserva legal a profissionais engenheiros civis e principalmente o avanço dos engenheiros ambientais em nossa área de atuação.

O reconhecimento do decreto pode mudar pouco na prática, mas em termos legais dá um maior respaldo às nossas demandas, pois os juízes reconhecem leis e decretos e desprezam resoluções, que consideram normas infralegais.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 16 abril 2014 às 10:22

Maria Helena,

Um debate presencial seria perfeito!

Lembro que em agosto teremos no Rio de Janeiro o encontro AGROSUDESTE com representantes da Agronomia de (quase) todo o Brasil.

Uma ótima oportunidade para aprofundarmos presencialmente o tema

abração

Comentário de Maria Helena de Araújo em 15 abril 2014 às 23:21

Esse é o ponto, precisamos ocupar os espaços que nos compete. Ainda, valorizar nossa profissão e não ter vergonha de ser engenheiro agrônomo. Não raro vemos colegas de profissão assinar como professor, técnico disso e daquilo, omitindo por completo a profissão. Isso leva a invisibilidade, quando, ainda e principalmente, isso parte de profissionais de projeção nacional. A discussão "tá" boa... de repente surge a necessidade de um amplo debate presencial... 

Comentário de Gilberto Fugimoto em 15 abril 2014 às 12:22

Caro Alberto,

Suas considerações são muito importantes para conduzirmos questões de valorização profissional!

abração

Comentário de Walter Martins Camara Júnior em 15 abril 2014 às 11:43

As atribuições do Engenheiro Agrônomo é de grande espectro e permeável em toda a estrutura socialmente conhecida, sendo uma das ou a mais antiga das profissões do homem, temos de fazer um grande esforço para ocuparmos todos os nichos de mercado. Sendo assim, nada mais salutar que a regulamentação de atribuições que deem o norte necessário aos novos e antigos profissionais, mas não nos esquecermos que somos nós que fazemos com que nos projetemos de uma forma palatável e duradoura na sociedade. A recapacitação ou a capacitação continuada é necessária e imprescindível à efetiva inserção/permanência no mercado.

Faço das palavras do nobre colega Alberto Figueiredo as minhas. Pois, estamos perdendo mercado pelo simples fato de não ocuparmos os vazios, deste mesmo mercado.

A situação que o colega aponta, para o uso e ocupação do solo, ora ora, isso é de exclusiva e necessária competência dos engenheiros agrônomos/agrônomos, e não está sendo respeitada e nem mesmo sendo se fazer respeitar, por nós próprios, quanto mais pelos governantes locais, que muito raramente tem um profissional engenheiro agrônomo participando do grupo de trabalho, para realizar o plano diretor municipal, quiçá coordenando o grupo de um trabalho tão prioritário e primordial, como é a regulamentar as zonas de expansão urbana e as de conservação ambiental e/ou agrícola. Competência essa, que é do engenheiro agrônomo, profissional que passa mais de 5 cinco anos estudando o que é solo e para o que serve  cada tipo de solo diferente e qual é sua gênesis.

Por tanto e por tão pouco é que devemos estar presentes não só aqui mas em outros meios de comunicação nos fazendo ouvir e mais ainda nos fazendo respeitar por nossas competências efetivas, em prol da melhoria das condições de vivência da humanidade.

Comentário de Marco Antonio Jacomazzi em 14 abril 2014 às 21:42

Proponho uma nova temática... novo slogan.

Não mais para a valorização do pro fissional....

Valorização das atribuições dos engenheiros agrônomos e dos profissionais de ciências agrárias. 

Do que representamos ontem para o desenvolvimento do país....do que somos hoje... e o que podemos fazer pelo Brasil Amanhã ...

Comentário de Maria Helena de Araújo em 14 abril 2014 às 14:32

Alberto,

A proposta é essa mesma. Trazer em pauta a discussão de nossa profissão. Nossas atribuições, competências (legal e a de conhecimento), somente com uma ampla discussão poderemos sair do marasmo e envolver todos no processo. Com isso, quem sabe, conseguiremos sensibilizar professores, estudantes e profissionais para a plenitude da profissão: a competência a meu ver, é composta de duas vertentes: conhecimento e experiência - terceiro elemento é o reconhecimento de quem nos contrata. Devemos ficar atentos para os "invasores", porém, também para mostrar que poderemos prestar um bom trabalho e por ele ser reconhecido. Enfim, temos que ter orgulho de sermos engenheiros agrônomos!  

Continuemos a discussão!

Helena Araújo.

Comentário de ALBERTO FIGUEIREDO em 14 abril 2014 às 11:54

Maria Helena,

Permita-me sugerir um outro enfoque para a discussão do tema.

Talvez sejam raros os casos em que a legislação, no que diz respeito às atribuições, tenha sido fator impeditivo para o exercício da atividade profissional dos engenheiros agrônomos.

Precisamos é ter um número maior de profissionais efetivamente "capacitados" na execução das múltiplas atividades previstas para a nossa profissão.

Não tem sido raras as invasões de nosso campo de atuação por profissionais de outras profissões, por omissão nossa.

Na formação de pastagens, os zootecnistas tem avançado muito.

Na engenharia rural, há topógrafos e engenheiros civis atuando em campos nossos.

Na atualidade, com a legislação do georreferenciamento, já mais antiga e a do Cadastro Ambiental Rural, mais recente, estamos assistindo uma verdadeira invasão de outros profissionais em nosso campo de atuação, certamente por omissão nossa.

É difícil de acreditar que legislações provenientes do poder público federal, como essas do georreferenciamento e do Cadastro Ambiental Rural, não prevejam, como seria de se esperar, uma razoável integração, para permitir que produtores tivessem que fazer dois contratos para cumprir quase que o mesmo objetivo.

No que diz respeito ao uso do solo, raríssimos são os projetos elaborados por engenheiros-agrônomos, que indiquem as melhores alternativas econômicas para o uso de cada hectare de propriedades rurais.

Enquanto isso, vemos pastagens em áreas de reflorestamento, culturas que provocam erosão serem implantadas em áreas com declive, etc.

À disposição para o debate salutar, pelo que parabenizo.

 

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