Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Notícia veiculada esta semana no jornal N.Y.Times (*) dá conta de pesquisa feita pelo indiano Dr. Harsh Bais na Universidade de Delaware (EUA), com mudas de arroz em (vasos com água) casa de vegetação, mostrando que aquelas expostas ao Arsênio ficaram raquíticas, menores e com folhas amareladas.

Entre as milhares de bactérias presentes no rizoma, segundo o pesquisador, as da espécie Pantoea agglomerans pareceram reduzir o Arsênio do caule a 1/8 dos níveis anteriores.

Para os cientistas interessados ​​em compreender as reações de plantas características, há uma lista enorme de bactérias para investigar. Assim como na pesquisa do microbioma humano, os avanços no sequenciamento de DNA, foi possível identificar grandes grupos de bactérias relacionadas a partir de diferentes tipos de plantas e condições do solo.

Empresas agrícolas já estão usando bactérias em sementes de grandes culturas, como milho e soja, para ajudá-los a produzir mais fruto, exigirem menos fertilizantes ou tolerarem doenças e pragas. Mas, até agora, esses produtos probióticos, ou biológicos, têm na sua maioria sido baseados em bactérias conhecidas a partir de um número limitado de grupos relacionados.

Este ano, a Monsanto entrou em uma parceria com a Novozymes, empresa dinamarquesa que vende mais de 200 produtos biológicos, para começar a testar os organismos dos microbiomas de milho e soja em milhares de sites no campo.

(*) http://www.nytimes.com/2014/09/16/science/going-inside-the-rice-microbiome.html

P.S.

Eu lembro aos colegas que as pesquisas da Engenheira Agrônoma Johanna Dobereiner, em Seropédica-RJ, desde os primórdios da Embrapa, quase valeram ao Brasil [anos atrás] o seu primeiro Prêmio Nobel, com pesquisas sobre bactérias do solo que, ao captarem o Nitrogênio do ar, (ao serem inoculadas nas sementes) dispensam o adubo nitrogenado, economizando milhares de dólares anuais aos nossos plantadores de soja.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 setembro 2014 às 17:10

AQUECIMENTO GLOBAL E ALIMENTOS

http://nytsyn.br.msn.com/cienciaetecnologia/como-garantir-a-aliment...

Estamos realmente preocupados com ele(s) ?

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 setembro 2014 às 16:55

BIODIVERSIDADE E PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL

http://www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=10295

Bom dia, colegas!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 22 setembro 2014 às 16:58

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 22 setembro 2014 às 16:57

Colegas,

achei na rede (MSN) o texto da reportagem sobre o arroz traduzido para a nossa língua. Aproveite:

http://nytsyn.br.msn.com/colunistas/combatendo-venenos-com-bact%c3%...

 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 setembro 2014 às 19:07

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 setembro 2014 às 18:55

AS BACTÉRIAS DO SOLO

As bactérias (*) são alguns dos menores e mais abundante micróbios no solo. Em um grama de solo, existem cerca de bilhões de bactérias. Há uma estimativa de 60.000 espécies de bactérias diferentes, muitas das quais ainda nem foram descritas, e cada uma tem suas próprias funções e capacidades. A maioria vive nos primeiros 10 centímetros de solo, onde a matéria orgânica está presente.

As fixadoras de Nitrogênio

Bactérias Rhizobium podem ser inoculadas em sementes de legumes e fixar nitrogênio no solo. Vivem em nódulos radiculares especiais em espécies vegetais tais como trevo, feijão, soja e outras. Elas extraem (gás) Nitrogênio do ar e o convertem em formas tais que as plantas podem usar. Esta forma de fixação de nitrogênio pode adicionar o equivalente de mais de 100 kg de N por hectare e por ano. Algumas espécies são: Azotobacter, Azospirillum, Agrobacterium, Gluconobacter, Flavobacterium e Herbaspirillum.

Uma curiosidade

No período 1976/79, quando eu coordenei o projeto de "Irrigação dos Gramados do Eixo Monumental de Brasília" (por gotejamento subterrâneo, NOVACAP), e como Professor da UFRRJ era vizinho do laboratório da Dra. Johanna Dobereiner (que eu só  conhecia de vista), encomendei com um auxiliar seu uma pesquisa (inédita no Brasil) de fixação de Nitrogênio (do ar) pela grama da Explanada dos Ministérios em Brasília (Paspalum notatum) e, foi constatada a presença de rizóbium e da fixação de N2. Aí eu entendi porque, havendo chuva, os gramados da minha Universidade estavam sempre verdes.  

(*) http://www.dpi.nsw.gov.au/__data/assets/pdf_file/0017/41642/Soil_bacteria.pdf

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