Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do Couto

jviana@openlink.com.br

.

Para quem não costuma cuidar nem do lixo acumulado na porta da própria casa, é difícil se sensibilizar com essa questão de Biodiversidade. O pensamento (mesquinho) é o seguinte: “Para que limpar (ou cuidar), se a Prefeitura é que tem a obrigação de fazê-lo ?”. A estória se repete:

a)    No agricultor que, por comodismo, usa fogo para roçar;

b)   No pescador que, por ignorância, usa explosivos para pescar;

c)    No barrageiro que constrói UHE em terras planas;

d)   No carvoeiro que desmata o Cerrado pra produzir carvão;

e)    No construtor que aterra manguezais para nele edificar;

f)     No pecuarista que troca a mata nativa pelo pasto mal cuidado; e

g)   Em centenas de outros casos.

.

Voltei a este assunto só pra reprisar que a educação de base é a solução pra todos esses males. Lá, desde a Escola de Primeiro Ciclo. A criança tem um poder de convencimento dos adultos que você nem imagina ! Vou dar um exemplo de aplicação do conhecimento científico na escola primária tendo como foco a biodiversidade. Veja esta Figura que eu fiz:

.

.

Ampliada até o formato de uma cartolina e afixada na parede da sala de aula (ou no próprio quadro de giz), a Professora de Ciências poderia incentivar os seus pequenos alunos a, no dia seguinte, trazerem de casa folhas de plantas para serem fixadas (com papel celofane e fita adesiva) junto a este mural, de modo que elas correspondessem aos desenhos de forma, bordas e nervuras. Ela deve chamar a atenção da turma que todos esses pequenos detalhes são apenas uma das chaves para a IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES. Os outros são: as raízes, o caule, as flores e os frutos.

.

Se quiser sofisticar a tarefa, poderá escrever ao lado o nome científico ou vulgar da planta de origem (das folhas), ou sua aplicação medicinal. Mostrar ao microscópio, na película retirada da folha, os vários narizinhos (as células em forma de grãos de feijão, chamadas estômatos) por onde as plantas respiram. Isso é a divulgação mais adequada da nossa Biodiversidade.

.

Com os alunos do Segundo Ciclo (e agora estou me reportando ao desenho dos INSETOS postado anteriormente), a GINCANA CIENTÍFICA poderia ser feita com a coleta de insetos, com vistas a uma Coleção Entomológica --- que poderia, depois, enriquecer o acervo didático da própria escola.

.

Finalmente, já na Faculdade (do ramo das Ciências Biológicas e mesmo de Engenharia Ambiental), desde os primeiros semestres, os alunos deveriam ser levados por seus Professores ao córrego mais próximo para, através da identificação dos invertebrados aquáticos recolhidos nas margens, avaliar o grau de poluição do manancial. Ou de liquens dos troncos das árvores, para medir a poluição do ar nas redondezas.

.

Finalizando agora essa minha lenga-lenga (ou “conversa-pra-boi-dormir”, diria alguém), quero lembrar que seis anos atrás escrevi um tópico chamado “Meio Ambiente não é só pra Eco-Chato” (1) e, um ano depois, outro do mesmo teor: “Podemos sim monitorar a Natureza. De graça”. (2)

.

E é bom não esquecer NUNCA que só se ama o que se conhece.

.

(1) www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=58825&tid=15822743

.

(2)    www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=58825&tid=2458274246115345959

 

Exibições: 110

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

© 2019   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço