Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Foi publicada a "Carta de Fortaleza" com um posicionamento político programático dos presentes ao XXX CBA para a Agronomia Nacional. Vale a pena ler a fazer as considerações.

Os Engenheiros Agrônomos do Brasil, liderados pela sua entidade máxima, Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil - CONFAEAB, em parceria com a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Ceará - AEAC, inspirados pelo tema “Segurança Hídrica: um desafio para os Engenheiros Agrônomos do Brasil,” e pautados pelas discussões dos 5 (cinco) eixos temáticos, nos painéis e palestras, vêm a público expor seus posicionamentos neste cenário de mudanças por que passa o Brasil e enfatizar o papel fundamental do Engenheiro Agrônomo na construção do novo país que todos sonham. A sociedade brasileira espera que a Classe Agronômica repita, nas próximas décadas, a façanha, que ajudou a construir nas 4 (quatro) décadas passadas, das quais, saiu de país importador de produtos agrícolas para um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos. Mas, as regras agora, no campo sócio econômico e ambiental impõem novos desafios.

A nova perspectiva que a classe agronômica visualiza para o Brasil, passa pela reconquista dos espaços dos quais o engenheiro agrônomo, aos poucos, vem sendo afastado, como é o caso dos serviços de ATER, de pesquisa, das questões ambientais, em especial, dos recursos hídricos, do uso do solo, entre outros.

Assim, fundamentados nessa visão os Engenheiros Agrônomos do Brasil, propõem:

1. FORMAÇÃO ACADÊMICA – É imperioso que se reconquiste a formação plena do Engenheiro Agrônomo, para que possa exercer na plenitude as atribuições conquistadas pelo decreto n° 23.196 de 1933, e fazer jus a uma remuneração digna e justa, onde o salário mínimo profissional seja universal (CLT e RJU) e que seja um piso e não um teto remuneratório;

2. EMPREENDEDORISMO – Ampliar a formação dos acadêmicos para além do tradicional trinômio - ensino, pesquisa e extensão, preparando-os para o desenvolvimento de uma mentalidade empreendedora, alavanca principal do processo de desenvolvimento sustentável e duradouro;

3. POLITICA PROFISSIONAL - Conscientizar os contratantes, públicos e privados, de que: “Contratar Engenheiro Agrônomo, não é despesa, mas sim investimento, onde o retorno é sempre garantido”;

4. PROJETO BRASIL – Elaboração de um projeto de Nação, com foco no agronegócio, seja de base empresarial ou familiar, onde o Engenheiro Agrônomo seja protagonista do processo político, institucional e tecnológico, a exemplo da segurança hídrica, ambiental, social e da produção sustentável de alimentos, fibras e bioenergia;

5. RECURSOS HÍDRICOS – Respeitadas as atribuições legais dos demais profissionais envolvidos, é imprescindível o envolvimento do Engenheiro Agrônomo, na pesquisa, manejo, uso e reuso adequados, para assegurar a sustentabilidade do processo produtivo e do futuro das novas gerações;

6. MEIO AMBIENTE – O histórico contemporâneo mostra que não se faz desenvolvimento sustentável exitoso sem o envolvimento efetivo do Engenheiro Agrônomo. Sua formação ampla nas ciências exatas, biológicas e humanas, lhe confere capacidade ímpar, para trabalhar pela busca do equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

7. EXTENSÃO RURAL – O momento atual do país exige o enfrentamento do desafio da construção de uma nova política de assistência técnica e extensão rural. Política essa que promova e atue na plenitude do desenvolvimento rural, intersetorial e integrada, construída de forma federativa, envolvendo governos, empresários, organizações nacionais e internacionais e sociedade civil organizada. O papel do Engenheiro Agrônomo, nessa construção é fundamental para que tenhamos uma ação eficaz no trato das questões da produção sustentável, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária;

8. POLITICA INSTITUCIONAL – Esta deve ter em todas as suas etapas, a visão da cooperação e integração entre a academia, o profissional, as entidades de classe (regionais, estaduais e nacional), e do sistema CONFEA, CREA E MUTUA, o qual deve cumprir seu papel institucional e legal, especialmente, na fiscalização do exercício profissional na área agronômica. É premente a aprovação dos Projetos de Leis que dispõem sobre a carreira de Estado para as engenharias; a aprovação da federalização do sistema CONFEA/CREA; a valorização do AGRO através de campanhas nacional; e que as entidades filiadas realizem os encontros estaduais e regionais, preparatórios aos Congressos Brasileiros de Agronomia conforme disposições estatutárias.

A proposta é de união, de juntos somos muito mais, sob pena de comprometer o sucesso de tudo o que está proposto neste documento.

Fortaleza-CE, 14 de setembro de 2017

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 20 março 2018 às 8:30

Bom dia colegas, das 10 colocações do colega Lira, o que neste período longo foi realizado, ou pelo menos agendado para algum resultado???!!!.

Ponto de vista: As dez medidas para valorização da Agronomia

O Brasil, esse país continental, com vasto potencial para produção de alimentos, com enorme soma de recursos naturais, alheios as problemas típicos de tantas nações como terremotos, vulcões, desertos e infindáveis guerras, passa entretanto por conflitos políticos ideológico frutos em muito de uma sociedade em crise ética. Nesse contexto a classe agronômica protagonista de tantas conquistas para esse país vive momentos de reflexão a cerca de seu reconhecimento perante a sociedade, base esta necessária para sua valorização. Frente a essa realidade da mesma forma que a nível nacional o país se propõe a emplacar as 10 medidas contra corrupção, assim proponho a nossa classe as 10 medidas para mudanças de rumo à valorização profissional, sendo elas:

  1. A reconstrução da formação plena nos cursos de acordo com nossas atribuições contidas no decreto 23.196 de 12 de outubro de 1933.
  2. O resgate de uma carga horária compatível com a formação e construção de uma profissão com solida formação para o pleno atendimento do setor produtivo com no mínimo 4.500 horas
  3. A criação do conselho uni profissional de Agronomia com uma fiscalização única e exclusivamente direcionada a nossas atribuições com forte ação em defesa da sociedade
  4. O estimulo de criação e fortalecimento das entidades de classe regionais, estaduais e nossa confederação
  5. Um congresso bianual em Brasília no intervalo do Congresso Brasileiro de Agronomia CBA tratando único e exclusivamente das ameaças a profissão e das oportunidades da Agronomia.
  6. A reconstrução da Assistência Técnica e Extensão Rural publica brasileira resgatando e fortalecendo as Ematers e recriando a Embrater como forma de estimular o desenvolvimento agropecuário nacional tendo o Engenheiro Agrônomo como protagonista desse processo
  7. O fortalecimento das especialidades seja na área de produção animal, produção vegetal, engenharia rural, meio ambiente, energia e fibras e áreas afins.
  8. A anulação do Decreto 4560 de 30 de dezembro de 2002.
  9. Criação de uma mídia nacional eficiente mostrando ao país qual a função do Engenheiro Agrônomo e suas atribuições no sentido de trazer para o curso os talentos que desejam ingressar na formação, em vez de entrarem em cursos paralelos, cursarem a formação plena em Agronomia.
  10. Por fim a mais importante, que profissionais e estudantes entendam que sem a participação por menor que seja de cada um as 9 propostas jamais serão concretizadas sem o esforço e conscientização de todos de que somente uma classe unidade que defende com fervor suas profissão poderá construir novos rumos para a valorização da Agronomia Brasileira.

Francisco Lira/ Engenheiro Agrônomo Esp. / CREA-PI 18.222/D 

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 2 outubro 2017 às 15:58

Boa tarde colegas!. Sem dúvida precisamos sempre por em evidência questões corporativas!. Apenas, penso que noções sobre as bases profissionais aos nossos jovens, já deveria existir no ciclo básico!. Da mesma forma que se aprendeu lições de civismo, em educação moral e cívica!. Quanto ao empreendedorismo, ele sempre vai estar ligado a nossa remuneração!. Cito exemplo:- produzir cana utilizando colmos ( 20 ton/ hect), ao invés de mudas pré brotadas é passado. Desprezar controles biológicos, para novas pragas despertas pela nova forma de colheita, é atraso!. Política Institucional, não deve ser uma condição de comodato para desenvolver nossos agronegócios e nossos profissionais!. Então menos discurso, e mais atuação de todos!!.

Comentário de José Luiz Bortoli de Azambuja em 2 outubro 2017 às 15:54

A carta sintetiza as principais preocupações da categoria. Deve ser amplamente divulgada.

Comentário de Maria William de Souza em 2 outubro 2017 às 14:02

Muito importante esta carta. Precisamos estar em sintonia com a nossa profissão. Esta carta nos ajuda a entender melhor o que esta acontecendo ao redor de nós mesmos...

Comentário de Rodolfo Geiser em 2 outubro 2017 às 9:59

Gostei muito. Comento só que o primeiro item são na realidade dois itens separados, cada um com sua individualidade e importância, a saber : (a.) qualidade da formação e (b.) remuneração. Misturar os dois, pode alguém 'resolver' a remuneração sem atentar para a qualidade. Mas, voltando ao inicio, gostei muito. abraços, R

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 2 outubro 2017 às 3:03
Incentivar o empreendedorismo... É fundamental para a valorização da profissão.

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