Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO

jviana@openlink.com.br

 

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A Figura abaixo mostra a população das principais cidades do mundo em 2001, quatro das quais são brasileiras (colunas em amarelo, no início).

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Aqui no Rio, o arquiteto Sérgio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, está sempre escrevendo bons artigos no jornal O Globo sobre o desenvolvimento das cidades brasileiras. Eu o conheci pessoalmente, na década de 70, quando trabalhei como Engenheiro Agrônomo no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA e mantinha contato com um grupo de arquitetos da equipe que bolou as agrovilas da rodovia Transamazônica. O urbanismo é uma disciplina encantadora e, no caso das agrovilas, tem muitas interfaces com a produção agrícola (como não poderia deixar de ser).

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Agora no papel de ambientalista, mesmo sabendo das vantagens da vida nas cidades (em detrimento do campo), tenho de bancar o papel de “advogado do diabo”, e relacionar alguns ´senões´ do convívio homem-cidade que interferem na degradação ambiental. Vou citar apenas 3 vantagens e limitações, pois o assunto é muito vasto.

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VANTAGENS DA VIDA NAS CIDADES

1 – Menor agressão aos biomas na busca por recursos naturais (madeira e solo).

2 – Economia de escala, por conta das obras de infra-estrutura e saneamento.

3 – Facilidade na prestação de serviços (saúde, segurança, trabalho e outros).

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LIMITAÇÕES DESSA MESMA VIDA

1 – Densidade demográfica aumenta procura por insumos, impermeabiliza os solos (agravando os problemas de drenagem urbana e das enchentes) e facilita a disseminação de doenças transmissíveis.

2 – Maiores necessidades de água potável, energia elétrica e alimentos e maior contaminação do ar com o escapamento de veículos e  das chaminés das fábricas.

3 – A produção de resíduos sólidos urbanos (RSU) e o não tratamento dos esgotos domésticos, contribuem para a poluição acelerada dos mananciais hídricos e do solo.

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Curioso é que o homem urbano dá valor a alguns aspetos da vida no campo, a começar pela menor chance do contato com agrotóxicos e fuligem da queimada da cana-de-açúcar. E continua com o reconhecimento das vantagens da arborização urbana (sombra, temperatura, presença de pássaros, lazer contemplativo – o Ancelmo Góis chegou a criar em sua coluna de O Globo um clichê para os ipês floridos do Brasil), da brisa e do silêncio.

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GEOGRAFIA URBANA:

www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/geografia-urbana/geografia-urban...

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http://anabeatrizgomes.pro.br/moodle/file.php/1/Geo_Urb_A10.pdf

 

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Comentário de Larysse Oliveira Guimarães em 17 agosto 2011 às 15:07

Excelente comparação, José Luiz! Ainda deve ser levado em consideração vários aspectos como a perda na qualidade de vida, incluindo a identificação cultural, entre outros.

Ótimo papel de "advogado do diabo", super divertido e informativo.

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