Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A seca que ainda castiga São Paulo, o motor do Brasil, pode ter origem 3 mil km de distância, lá na longínqua Amazônia, pela ineficiência do rio voador que começa no Pará, passa pelo Acre, resvala nos Andes e se encaminha aqui pro Sudeste. É comum vermos essa trajetória na simulação de imagens de satélite, no Jornal Nacional. Tudo por causa do desmatamento.

O Relatório de Avaliação “O Futuro Climático da Amazônia” (*), de Antônio Nobre, além de revelar os 5 segredos da floresta, mostra os passos para recuperar o clima.

Os Segredos da Floresta

1 – Transpiram grandes volumes de água formando os chamados rios voadores.

2 – Emitem substâncias voláteis que servem de núcleos para a formação das chuvas.

3 – Bombeiam umidade do Oceano Atlântico originando as chuvas no continente.

4 – Os ventos Alísios e a parede dos Andes levam a chuva da Amazônia para o Sudeste.

5 – A rugosidade do dossel não permite a formação de furacões sobre o Continente.

Os Passos para Recuperar o clima

1 – Popularizar a ciência da floresta: saber é poder.

2 – Zerar o desmatamento: para anteontem.

3 – Acabar com o fogo, a fumaça e a fuligem: bombeiros !

4 – Recuperar o passivo do desmatamento: o fênix ressurge das cinzas.

5 – Governantes e sociedade precisam despertar: choque de realidade.

O investimento feito na atividade científica na Amazônia rendeu frutos de informação rica, fundamentada e disponível. A responsabilidade é nossa sobre o que faremos com esse conhecimento. Aliás, dizem os espíritas que quem sabe tem maior responsabilidade.

Tamo junto.

(*)

http://www.ccst.inpe.br/wp-content/uploads/2014/10/Futuro-Climatico-da-Amazonia.pdf

Exibições: 557

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 novembro 2014 às 7:41
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 novembro 2014 às 14:16

Gilberto,

Estou convencido de que a 'fatura' a que se refere, já chegou; e não sei se a Natureza vai ter paciência de cobrar-nos em parcelas. Aos colegas que não assistiram ao filme "O Dia depois de Amanhã", sugiro que o façam (nem que seja a partir de uma locadora). Achei emblemático aquele início, quando dentro de um anfiteatro se discutia o clima e aquecimento global, e lá fora, a chuva pesada e insistente já prenunciava o início do fim (do mundo).

Comentário de Gilberto Fugimoto em 9 novembro 2014 às 18:59

Caro José Luiz e colegas,

Fique aqui pensando que, em se tratando do complexo meio ambiente e clima, estamos literalmente queimando reservas de carbono desde 1780, quando da revolução industrial. Além disso, não satisfeitos com 240 anos de processo, a tecnologia atual nos permite extrair e queimar em escalas ainda maiores. 

Parece que agora a conta está chegando.

Pelo visto essa é só a primeira parcela da fatura!
Gostaria de estar errado, mas quem viver, verá!

Grande abraço

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 novembro 2014 às 15:02

CORTANDO O MAL PELA RAIZ

A gente critica tanto o desmatamento da Amazônia, mas se esquece que temos um pedaço dela em cima das nossas cabeças, ou seja, colaboramos um pouco com a prática que achamos condenável. Como ? Basta olhar para cima. A construção civil responde pelo consumo de 70% da madeira da Floresta Amazônica e 40% de energia. Fonte da informação: O Globo, caderno Cidades Verdes, pág. 7, hoje, 06/11/14. E observe que mais de 8 em cada 10 brasileiros vivem em cidades, que precisam de casas, que têm madeira da Amazônia.

Saindo um pouquinho do tema Amazônia, mas continuando dentro de uma casa sustentável. No painel que se realiza aqui no Rio de Janeiro sobre esse tema (“Arquitetura verde, de baixo carbono e solar”), Viviane Cunha, consultora em certificação de edifícios, áreas urbanas e empresas na VCA Associados, disse que 70% da quantidade de calor que chega às construções, vêm pela cobertura.

Então lembrei-me das milhares de casas construídas aqui na Baixada Fluminense que, em vez desse madeirame (da foto que mostro aqui), têm uma laje nua (sem cobertura), que só aumenta o calor interno. Que tal se a Prefeitura ou o BB financiasse um telhado verde ou um reservatório para captar a água da chuva ?

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 novembro 2014 às 8:01

POR QUE CHOVE TANTO NA AMAZÔNIA

Entre as causas podemos relacionar as seguintes:

1 – A matéria prima (água) vem de várias fontes: subsolo, degelo dos Andes, rio Amazonas e seus afluentes e a evaporação do Oceano Atlântico trazida pelos ventos Alísios.

2 – A Amazônia brasileira está situada exatamente sob a linha do Equador, o lugar do planeta onde a incidência dos raios solares é direta e provoca maior evaporação da água disponível.

3 – A Amazônia, sendo a maior floresta tropical do planeta, reúne a maior quantidade de ‘bombas de água’ naturais (as árvores), que bombeiam até mil litros por dia cada uma.

4 – As árvores da floresta liberam para a atmosfera compostos orgânicos voláteis biogênicos – BVOCs (na sigla em inglês), como o isopreno, terpeno e outros aromas, que funcionam como ‘sementes’ ou ‘núcleos de condensação das núvens’, para que se inicie a deposição das moléculas de vapor provenientes do solo ou de suas folhas.

5 – A quantidade de chuva (havendo as condições para a sua produção, como as já citadas) é função da área em que precipitam. Ora, tendo a Amazônia uma área superior à metade do Brasil, mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, multiplique essa área pelos cerca de 4 mm de chuva por dia (4 litros por metro quadrado) que lá costumam cair e verá o mundão de água que isso representa.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 novembro 2014 às 15:59

ALGUNS DADOS SOBRE A FLORESTA AMAZÔNICA

(Transcritos de O Futuro Climático da Amazônia)

1 – O tamanho do rio voador

Considerando a área florestada da Amazônia cinco e meio milhões de quilômetros quadrados e uma evapotranspiração de 3,6 milímetros por dia, o volume de água lançado na atmosfera e que fará parte dos rios voadores será de 5,5.1012 m² x 3,6 l/m² = 19,8.1012 l = 20.109 t (aprox.). O Rio Amazonas tem vazão de 2.105 m³/s x 86400 s = 17.109 m³/d (aprox.). Como 1 m³ de água pesa 1 t, o rio voador da Amazônia supera o Rio Amazonas líquido superficial em cerca de 3.109 t.

2 – Volume de água bombeado por árvore

Uma única árvore de grande porte, na Amazônia, pode ‘bombear’ do solo mais de mil litros por dia (> 1.000 l/d). Pela sua altura (pode chegar a 40 m ou mais) e copa frondosa, possui vários estratos ou dosséis, fazendo com que 1 m² de chão corresponda a cerca de 10 m² de área foliar. Na transpiração, as plantas transferem para a atmosfera 90% de toda a água evaporada nos continentes. A Amazônia é responsável pela maior parte das chuvas na América do Sul.

3 – A alteração das chuvas com o desmatamento

Com uma média diária em torno de 4 mm de água transpirada, o que equivale a 4 l/m², a floresta (Amazônica) é a parceira generosa do clima amigo. Removida, a transpiração despenca – se ainda chover – para 1 mm, no caso de pastagens, e menos ainda com a aridificação. A modificação da floresta por pasto aumenta a temperatura média na superfície de + ou – 2,5oC e uma diminuição da evapotranspiração anual de 30%, redução de 25% na precipitação e de 20% no escoamento superficial (água dos rios).

4 – Área desmatada na Amazônia nos últimos 40 anos

Cerca de 1.255.100 km². Dentre mais de 200 países no mundo, somente 13 têm área maior do que a área total degradada na Amazônia até 2013. Em 60% das áreas tropicais, o ar que passa sobre densas florestas produz pelo menos duas vezes mais chuva que o ar que passa sobre áreas desmatadas. A farra do desmatamento sem limites está encontrando no clima um juiz que sabe contar árvores e que não esquece nem perdoa.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 novembro 2014 às 14:26

UM RESUMO DO RELATÓRIO

Se você tiver preguiça de ler as 42 páginas do Relatório de Avaliação sobre o Futuro Climático da Amazônia, a revista DAE publicou um resumo. Aqui está:

http://www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=10458

Bom proveito.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 novembro 2014 às 14:09

Gilberto,

Excelente artigo. A gente fala tanto em Amazônia (eu sou suspeito, porque nasci em Belém-PA) mas esquece esse 'primo pobre' dos nossos biomas, que é o CERRADO. Não estaria na hora das escolas de agronomia criarem uma disciplina obrigatória chamada BIOMAS ? Ou os Agrônomos que participassem do Cadastro Ambiental Rural - CAR dedicarem mais atenção às APPs orientando os proprietários a preservá-las com práticas conservacionistas ?

Comentário de Gilberto Fugimoto em 5 novembro 2014 às 13:29

“Memorial do Cerrado” – o nome deste espaço de preservação criado pelo sr. aqui no Campus 2 da PUC Goiás, é uma expressão pomposa. Mas, tendo em vista o que vivemos hoje, é algo quase que tristemente profético. O Cerrado está mesmo em vias de extinção?
Para entender isso é preciso primeiramente entender o que é o Cerrado. Dos ambientes recentes do planeta Terra, o Cerrado é o mais antigo. A história recente da Terra começou há 70 milhões de anos, quando a vida foi extinta em mais de 99%. A partir de então, o planeta começou a se refazer novamente. Os primeiros sinais de vida, principalmente de vegetação, que ressurgem na Terra se deram no que hoje constitui o Cerrado. Por­tanto, vivemos aqui no local onde houve as formas de ambiente mais antigas da história recente do planeta, principalmente se levarmos em consideração as formações vegetais. No mínimo, o Cerrado começou há 65 milhões de anos e se concretizou há 40 milhões de anos.

O Cerrado é um tipo de am­biente em que vários elementos vi­vem intimamente interligados uns aos outros. A vegetação depende do solo, que é oligotrófico [com nível muito baixo de nutrientes]; o solo depende de um tipo de clima especial, que é o tropical subúmido com duas estações, uma seca e outra chuvosa. Vários outros fatores, incluindo o fogo, influenciaram na formação do bioma – o fogo é um elemento extremamente importante porque é ele que quebra a dormência da maioria das plantas com sementes que existem no Cerrado.

Assim, é um ambiente que de­pen­de de vários elementos. Isso significa que já chegou em seu clímax evolutivo. Ou seja, uma vez degradado não vai mais se recuperar na plenitude de sua biodiversidade. Por isso é que falamos que o Cerrado é uma matriz ambiental que já se encontra em vias de extinção.

Por que o sr. é tão taxativo?
Uma comunidade vegetal é medida não por um determinado tipo de planta ou outro, mas, sim, por comunidades e populações de plantas. E já não se encontram mais populações de plantas nativas do Cerrado. Podemos encontrar uma ou outra espécie isolada, mas encontrar essas populações é algo praticamente impossível.

Outra questão: o solo do Cerrado foi degradado por meio da ocupação intensiva. Retiraram a gramínea nativa para a implantação de espécies exóticas, vindas da África e da Austrália. A introdução dessas gramíneas, para o pastoreio, modificou radicalmente a estrutura do solo. Isso significa que naquele solo, já modificado, a maioria das plantas não conseguirá brotar mais.

Como se não bastasse tudo isso, o Cerrado foi incluído na política de ex­pansão econômica brasileira co­mo fronteira de expansão. É uma á­rea fácil de trabalhar, em um planalto, sem grandes modificações geomorfológicas e com estações bem definidas. Junte-se a isso toda a tecnologia que hoje há para correção do solo. É possível tirar a acidez do solo utilizando o calcário; aumentar a fertilidade, usando adubos. Com isso, altera-se a qualidade do solo, mas se afetam os lençóis subterrâneos e, sem a vegetação nativa, a água não pode mais infiltrar na terra.

Onde há pastagens e cultivo, então, o Cerrado está inviabilizado para sempre, é isso?
Onde houve modificação do solo a vegetação do Cerrado não brota mais. O solo do Cerrado é oligotrófico, carente de nutrientes básicos. Quando o agricultor e o pecuarista enriquecem esse solo, melhorando sua qualidade, isso é bom para outros tipos de planta, mas não para as do Cerrado. Por causa disso, não há mais como recuperar o ambiente original, em termos de vegetação e de solo.

Mas o mais importante de tudo isso é que as águas que brotam do Cerrado são as mesmas águas que alimentam as grandes bacias do continente sul-americano. É daqui que saem as nascentes da maioria dessas bacias. Esses rios todos nascem de aquíferos. Um aquífero tem sua área de recarga e sua área de descarga. Ao local onde ele brota, formando uma nascente, chamamos de área de descarga. Como ele se recarrega? Nas partes planas, com a água das chuvas, que é absorvida pela vegetação nativa do Cerrado. Essa vegetação tem plantas que ficam com um terço de sua estrutura exposta, acima do solo, e dois terços no subsolo. Isso evidencia um sistema radicular [de raízes] extremamente complexo. Assim, quando a chuva cai, esse sistema radicular absorve a água e alimenta o lençol freático, que vai alimentar o lençol artesiano, que são os aquíferos.

Quando se retira a vegetação na­tiva dos chapadões, trocando-a por outro tipo, alterou-se o ambiente. Ocorre que essa vegetação introduzida – por exemplo, a soja ou o al­go­dão ou qualquer outro tipo de cul­tura para a produção de grãos – tem uma raiz extremamente superficial. Então, quando as chuvas caem, a água não infiltra como deveria. Com o passar dos tempos, o nível dos lençóis vai diminuindo, afetando o nível dos aquíferos, que fica menor a cada ano.

As plantas  do cerrado são de crescimento muito lento. Quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, os Buritis que vemos hoje estavam nascendo. eles demoram 500 anos para ter de 25 a 30 metros. também por isso, o dano ao bioma é irreversível

Qual é a consequência imediata desse quadro?
Em média, dez pequenos rios do Cerrado desaparecem a cada ano. Esses riozinhos são alimentadores de rios maiores, que, por causa disso, também têm sua vazão diminuída e não alimentam reservatórios e outros rios, de que são afluentes. Assim, o rio que forma a bacia também vê seu volume diminuindo, já que não é abastecido de forma suficiente. Com o passar do tempo, as águas vão desaparecendo da área do Cerrado. A água, então, é outro elemento importante do bioma que vai se extinguindo.

Hoje, usa-se ainda a agricultura irrigada porque há uma pequena reserva nos aquíferos. Mas, daqui a cinco anos, não haverá mais essa pequena reserva. Estamos colhendo os frutos da ocupação desenfreada que o agronegócio impôs ao Cerrado a partir dos anos 1970: entraram nas áreas de recarga dos aquíferos e, quando vêm as chuvas, as águas não conseguem infiltrar como antes e, como consequência, o nível desses aquíferos vai caindo a cada ano. Vai chegar um tempo, não muito distante, em que não haverá mais água para alimentar os rios. Então, esses rios vão desaparecer.

Por isso, falamos que o Cerrado é um ambiente em extinção: não existem mais comunidades vegetais de formas intactas; não existem mais comunidades de animais – grande parte da fauna já foi extinta ou está em processo de extinção; os insetos e animais polinizadores já foram, na maioria, extintos também; por consequência, as plantas não dão mais frutos por não serem polinizadas, o que as leva à extinção também. Por fim, a água, fator primordial para o equilíbrio de todo esse ecossistema, está em menor quantidade a cada ano.

Como é a situação desses aquíferos atualmente?
Há três grandes aquíferos na região do Cerrado: o Bambuí, que se formou de 1 bilhão de anos a 800 milhões de anos antes do momento presente; os outros dois são divisões do Aquífero Guarani, que está associado ao Arenito Botucatu e ao Arenito Bauru que começou a se formar há 70 milhões de anos. O Guarani alimenta toda a Bacia do Rio Paraná: a maior parte dos rios de São Paulo, de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul – incluindo o Pantanal Mato-Grossense – e grande parte dos rios de Goiás que correm para o Paranaíba, como o Meia Ponte. Toda essa bacia depende do Aquífero Guarani, que já chegou em seu nível de base e está alimentando insuficientemente os rios que dependem dele. Por isso, os rios da Bacia do Paraná diminuem sua vazão a cada ano que passa.

Então, podemos ter nisso a explicação para a crise da água em São Paulo?
Exato. Como medida de urgência, já estão perfurando o Arenito Bauru – que é mais profundo que o Botucatu, já insuficiente –, tentando retirar pequenas reservas de água para alimentar o sistema Cantareira [o mais afetado pela escassez e que abastece a capital paulista]. Mesmo se chover em grande quantidade, isso não será suficiente para que os rios juntem água suficiente para esse reservatório.

Assim como ocorre no Can­tareira, outros reservatórios espalhados pela região do Cerrado – Sobradinho, Serra da Mesa e outros – vão passar pelo mesmo problema. Isso porque o processo de sedimentação no fundo do lago de um reservatório é um processo lento. Os sedimentos vão formando argila, que é uma rocha impermeável. Então, a água daquele lago não vai alimentar os aquíferos. Mesmo tendo muita quantidade de água superficial, ela não consegue penetrar no solo para alimentar os aquíferos. Se não for usada no consumo, ela vai simplesmente evaporar e vai cair em outro lugar, levada pelas correntes aéreas. Isso é outro motivo pelo qual os aquíferos não conseguem recuperar seu nível, porque não recebem água.

Geologicamente sendo o mais antigo, seria natural que o Cerrado fosse o primeiro bioma a desaparecer. Mas isso em escala geológica, de milhões de anos. Mas, pelo que o sr. diz, a antropização [ação humana no ambiente] multiplicou em muitíssimas vezes esse processo de extinção.

Sim. Até meados dos anos 1950, tínhamos o Cerrado praticamente intacto no Centro-Oeste brasileiro. Desde então, com a implantação de infraestrutura viária básica, com a construção de grandes cidades, como Brasília, criou-se um conjunto que modificou radicalmente o ambiente. A partir de 1970, quando as grandes multinacionais da agroindústria se apossaram dos ambientes do Cerrado para grandes monoculturas, aí começa o processo de finalização desse bioma. Ou seja, o homem sendo responsável pelo fim desse ambiente que é precioso para a história do planeta Terra.

Em que o Cerrado é tão precioso?
De todas as formas de vegetação que existem, o Cerrado é a que mais limpa a atmosfera. Isso ocorre porque ele se alimenta basicamente do gás carbônico que está no ar, porque seu solo é oligotrófico.

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/entrevistas/o-cerrado-esta-extinto-e-... 

Comentário de Gilberto Fugimoto em 5 novembro 2014 às 13:26

Caro José Luiz,

Sempre contribuindo com as excelentes análise e observações.

Acrescentando a análise, chegou-me às mãos um artigo ainda mais estarrecedor sobre a degradação ambiental do cerrado e seus reflexos na seca do país.

O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água”

Uma das maiores autoridades sobre o tema, professor da PUC Goiás diz que destruição 
do bioma é irreversível e que isso compromete o abastecimento potável em todo o País

 

http://www.jornalopcao.com.br/entrevistas/o-cerrado-esta-extinto-e-...

© 2019   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço