Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Esse é o nome de um projeto destinado a espalhar uma série de postagens e memes nas redes sociais e refazer o monitoramento meses depois para ver se a iniciativa surtiu efeito, e consta da reportagem de Cesar Baima, de O Globo, "Questão do lixo não mobiliza redes sociais", quer foi publicada hoje, 16/07/2017, no caderno Sociedade, pág.40.

Entre outras coisas interessantes, o artigo diz que, uma vez longe da vista, a maioria das pessoas pouco se importa com o seu destino (do lixo), a não ser, claro, quando a destinação inadequada (caso dos lixões) provoca problemas que afetam diretamente sua vida (como o mau cheiro).

Além do título sugestivo do programa e da importância ambiental do tema (o lixo é o segundo problema mais sério e frequente enfrentado por todo Prefeito Municipal), pretendo suscitar o motivo para reflexão sobre o que tenho observado aqui na Rede Agronomia, nesses oito anos que a tenho frequentado.

Tomo como exemplo o próprio lixo. Publiquei recentemente (dia 28/05/17) aqui na rede um post que intitulei O LIXO DE MARITUBA. Pois ele só teve 48 exibições (das quais 5, foram esclarecimentos meus adicionais), uma única curtida (do Gilberto Fugimoto, dono da rede, e que sempre me estimula a escrever) e nenhum comentário. Incrível: 43 visitas ÷ 7.700 colegas = 0,006 visualizações por participantes.

Com frequência eu tenho me perguntado por que tanta resistência em discutir os temas técnicos aqui neste forum, ao contrário do que acontece com os (temas) políticos. É só alguém escrever algo sobre a carreira do Agrônomo, e logo surge tempo e interesse na discussão. Dá até para aventar a hipótese ridícula de que o aprimoramento técnico não tem importância na valorização profissional.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO 8 horas atrás

A COMUNICAÇÃO NA AGRONOMIA

Este é o meu segundo desvio de rota, mas vale a pena mostrar que a comunicação pode (e deve) ser um ramo da nossa profissão. Primeiro, uma estorinha pra boi dormir.

Quando eu ainda era estudante de Agronomia na UFRRJ, em 1962, estagiei com uma Professora de Estatística que tinha um nome compriiido: Dirce Pinto Paca de Souza Brito. O seu escritório ficava no campus de Seropédica - RJ (dava para eu ir andando do alojamento, felizmente) e pertencia ao Instituto de Pesquisas e Experimentações Agropecuárias do Centro-Sul, IPEACS (o embrião da Embrapa). Na época, as máquinas de calcular eram mecânicas, de manivela, tipo Oleritti ou Olivetti, se não me falha a memória. Pois bem. Minha função era selecionar daqueles gavetões de ferro, ao acaso, uma pasta de pesquisa, ler devagar, interpretar e "traduzir" para uma linguagem que o agricultor entendesse, com ilustrações inclusive. No texto que publiquei antes aqui sobre Teoria da Comunicação, era a etapa da Decodificação. O resultado seria um folheto, bolado por mim, que seria impresso e distribuído na 'periferia' (na época ainda não havia sido cunhado o termo Agricultura Familiar).

Uma das razões da escolha, foi a admiração que eu sentia pelas aulas de Extensão Rural, dadas pelo Professor Froilan Moita (amigo de um irmão meu e que, inclusive, frequentava a minha casa em Belém-PA, antes de eu vir pro Rio em 1960). Foi o meu primeiro contato com a Comunicação. Não que eu gostasse de Estatística, que sempre foi (pelo menos na época) uma caixa-preta, e duvido que algum colega da turma entendesse aquela rotina complicada dos experimentos agrícolas.

Antes de me formar, em 1966, eu soube que estava sendo criado um ramo profissional que fazia a ponte entre a Pesquisa e a Extensão, justamente o que eu fazia quando estagiário. Tentei o quanto pude para conseguir esse emprego mas, como não tinha QI (Quem Indica), fiquei 'a ver navios'. Foi uma das maiores decepções da minha vida. Fecha parêntesis.

A revista GLOBO RURAL (ano 32, No.376, Fev.2017, pág.33) lista e resume 100 Profissões do agronegócio: cursos de graduação, técnicos e profissionalizantes. Reli cada uma delas e não encontrei uma sequer que pelo menos se assemelhasse à ponte Pesquisa-Agricultor. Infelizmente.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO sexta-feira

TEORIA DA COMUNICAÇÃO

Comunicação, do latim "communicare" = partilhar, participar de algo, tornar comum. No dicionário Priberam português (https://www.priberam.pt/dlpo/comunicação) a palavra em latim é 'communicatio, -onis', e os 8 significados relacionados são: informação, transmissão, notícia, passagem, ligação, convivência, relações e comunhão (de bens). Diz também, que o termo 'comunicação social' é a prática ou campo de estudo que se debruça sobre a informação, a sua transmissão, captação e impacto social.

IMPORTÂNCIA. Através da comunicação, nós partilhamos informações e adquirimos conhecimentos.

TEORIA

O nosso amigo Google diz que, nas situações de comunicação (como a que discutimos aqui neste tópico), alguns elementos (da comunicação) são sempre identificados. Isto é, sem eles, pode-se dizer que não há comunicação. São os seguintes:

a) Emissor ou destinador: aquele que emite (escreve) a mensagem. No caso, eu, o locutor ou falante.

b) Receptor ou destinatário: a quem se destina a mensagem, ou seja, o interlocutor ou ouvinte. Pode ser você, o grupo de discussão, ou toda a Rede Agronomia.

c) Mensagem: é o objeto da comunicação, sendo constituída pelo conteúdo das informações transmitidas.

d) Código: é a maneira pela qual a mensagem se organiza, ou seja, um conjunto de símbolos (gráficos, visuais e sonoros), que devem ser do conhecimento de ambos os envolvidos.

e) Canal de comunicação: (no nosso caso) meio virtual (Internet), que deve garantir o contato entre emissor e receptor.

f) Referente: o contexto, a situação aos quais a mensagem se refere.

g) Ruído na Comunicação: ele ocorre quando a mensagem não é decodificada de forma correta pelo interlocutor. Exemplos: uma palavra desconhecida, problema técnico no provedor de internet, explicação mal formulada, e outros.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quinta-feira

DEZ DICAS PARA MUDAR

Quando o próprio Gilberto Fugimoto revela que, desde o início da criação da rede, quase 10 anos atrás, ele luta para os colegas participarem, e não consegue, imagine o que eu poderia fazer para mudar. Mas, não custa nada tentar. Dei uma voltinha no Pai-dos-Burros e trouxe de lá algumas dicas (para os que ainda não tiveram coragem de dar o seu piteco, ou seja, fazer a sua estreia, postando aqui na Rede Agronomia).

1 - Use linguagem de conversação. Se quiser gerar engajamento, crie 'conversas' em vez de simples 'transmissões' (de conhecimentos). Como eu disse antes, fale como se você estivesse conversando com um amigo.

2 - Seja prático e simples. Se quiser respostas, torne isso fácil de ser respondido. Seja prático e simples, pois as pessoas não querem gastar muito tempo lendo e pensando muito. Preferem ficar dedilhando no seu celular.

3 - Conecte-se com as emoções. Mostre que compreende os medos de se comunicar, inspire os colegas e faça-os rir. Evite dizer algo que possa ofender de alguma forma o interlocutor.

4 - Responda sempre (que for perguntado). Às vezes não respondemos, não porque não temos nada a dizer, mas porque deixamos passar um comentário desapercebido.

5 - Agregue valor à sua profissão. Seus posts, além de possibilitarem a criação de novas amizades são, também, um suporte que agrega valor à sua carreira profissional.

6 - Mais ganho profissional. Todo conteúdo que você publica, de alguma forma, demonstra a sua personalidade. Na hora de uma contratação, cada vez mais as empresas estão recorrendo à Internet para sondar o perfil do futuro funcionário.

7 - Bom senso em primeiro lugar. Antes de postar algum assunto, uma foto, ou mesmo comentar a publicação de um colega, devemos nos perguntar se isso não poderia ser interpretado de forma negativa pelos demais.

8 - Engajar e motivar. Os modernos modelos de gestão garantem que para engajar e motivar os colaboradores, é preciso ouvi-los, fazer que se sintam importantes e sejam reconhecidos e valorizados. Essa valorização é fruto das suas opiniões, que devem ser ouvidas e respeitadas. A troca de mensagens motiva a integração e faz com que todos se sintam parte da mesma engrenagem (lembre-se do símbolo da nossa Agronomia, cujo A forma uma roda dentada), promovendo união, inovação e engajamento.

9 - Criatividade é a palavra-chave. Sem a dedicação e a participação dos colegas, é impossível promover engajamento, motivação ou qualquer outro benefício (das postagens).

10 - Não tenha medo de errar. Para muitos colaboradores, é difícil expor aquilo que pensa, por vergonha, receio ou mesmo desmotivação. Se for o caso da má formação em Português, faça antes um rascunho do que vai postar no Word (que tenha corretor ortográfico) e releia 2 ou 3 vezes antes de dar o Ctrl_V.

P.S.

Gilberto,

Você tem muito mais gabarito que eu pra falar da nossa profissão, pois é um batalhador contumaz, dono da rede e entendido no assunto. Mesmo assim, não creio que a competência seja 'um pequeno aspecto' da valorização. Como dei a entender, se não tivesse a Embrapa por trás do Agronegócio, ela não teria hoje a importância que tem na formação do PIB e o nosso prestígio profissional não atingiria o patamar do "Agro é top".

Um abraço

Comentário de Gilberto Fugimoto quarta-feira

José Luiz,

Quando se reflete sobre valorização profissional a gente leva em conta um conjunto complexo de fatores externos, dos quais competência é apenas um pequeno aspecto que se limita ao campo pessoal. 

A valorização passa por um reconhecimento da sociedade, uma amplitude de mercado de trabalho com vagas e oportunidades de negócios; questões para as quais não temos competência no sentido de formação para desenvolver um olhar que possa compreender e interferir de forma efetiva nessa realidade.

Em resumo, acho que conseguimos influir na mudança dessa realidade na medida da nossa capacidade de mobilização e compreensão desse problema.

abraços

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira

Gilberto,

Eu entendo que uma das características mais eficazes da valorização profissional, é a competência. Compare, p.ex., o nosso Agronegócio (Embrapa no fundo) com a carreira de Professor do primeiro ciclo e até mesmo do Médico e do Engenheiro Sanitarista. Aliás, estes últimos, pertencem à ABES, me parece que não chegam a 3 mil associados em todo o Brasil (eu sou um deles) e se dedicam a uma atividade que envergonha o Brasil, seja pelo baixo investimento e realizações. Lá, nunca me atrevi a escrever uma linha, embora tenham 2 revistas e 50 anos.

Eduardo,

Como você não mostra a sua cara, diz que foi Professor Universitário, demonstra competência e está sempre aqui dando piteco, achei que fosse um coroa como eu; desculpa por ter embranquecido os seus cabelos (risos).

Sem qualquer sentimento de falsa-modéstia, fiquei impressionado com o que disse aí em baixo por considerar em sua rotina profissional, os meus textos. Aliás, esta é a primeira vez que alguém faz menção à minha página sobre Riscos de Acidentes na Zona Rural, aqui na Rede Agronomia. Apesar de ter um grupo com esse nome. Ela é um trabalho do qual me orgulho, não tanto pela parte da segurança do trabalho mas, por ser Sanitarista, embuti lá (sei que erradamente) muita informação sobre meio ambiente e, inclusive, uma página inteira sobre Limnologia.

Um abraço em cada qual.

Comentário de Gilberto Fugimoto quarta-feira

Prezados,

A questão de comunicação e interação em redes sociais na internet é um desafio constante. 

As plataforma de redes sociais na internet são projetadas para audiência e não para interação. Assim teremos sempre um pequeno grupo que interage e corre o risco de errar, ser julgado pelo que postou e uma maioria silenciosa que, por nunca se expor, nunca erra.

O desafio da Rede Agronomia é manter essa plataforma como um espaço de debates e divulgação de ideias e eventos na busca da valorização profissional.

Permanecemos com esse desafio!

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes quarta-feira
Bom dia José Luiz...
Um dia eu chegarei a ser cabeça branca.... Por enquanto sou cinzenta.

Mas seu ensinamentos de hidráulica já me ajudaram muito nos meus trabalhos. Uso muito as suas postagens e os materiais do meu antigo professor Décio Crucciani.
Já na área de segurança do trabalho, muito material que usei em aula foi oriundo do site que vc mantém.
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira

ALELUIA !

Opa ! Este tópico, apesar de recém-nascido, já é um dos (meus) mais comentados na rede (*). Minha intenção não era polemizar mas sim, divulgar um artigo que li e achei interessante repassar, do jornal O Globo. Mas, já que tomou este rumo, vamos tomar esse bonde. Atirei no que vi e acertei no que não vi.

Para postar com regularidade aqui na Rede Agronomia, deveremos ter, pelo menos, uma motivação, além de dividir com os colegas dados e informações que lhes possam ser úteis. A minha, é o 'aluguel' da nuvem, para relembrar fórmulas e conceitos, gratuitamente, em qualquer lugar do planeta que tenha internet, quando for preciso.

Assim, basta eu postar no Google palavras-chave como: fragmentos florestais, currículo 3.0, ecologia do som e irrigação com epanet, p.ex., para aparecer, logo na primeira página, o nome da rede Agronomia e o meu artigo. Não por vaidade, mas por comodismo.

Outra alegria é receber um e-mail lá do outro lado do Atlântico, de um desconhecido, pedindo ajuda para resolver um problema que você levantou (sobre aterro sanitário em valas). Eu me refiro ao meu post "Rede Agronomia cruza o Atlântico", de 5/6/2017. Aqui no Brasil, recebo de vez em quando pedidos parecidos, como aconteceu esta semana com mensagem de um Veterinário gerente de uma fazenda de Gado em Campo Alegre de Goiás, município ao Sul de Brasília, solicitando informação sobre um texto meu que ele leu sobre Irrigação de Pastagem com Rede em Malha e quer implantar em 10 hectares da propriedade.

A satisfação maior, entretanto, é fazer amigos. Quantos de vocês, não fossem os meus posts e participações nos dos outros, eu teria conhecido ?

(*) Embora pelas mesmas figuras de sempre, sem o dedo de qualquer novato, infelizmente.

Eduardo,

Quem sabe o fato de sermos Professores e de cabeça branca, não assuste os de cabeça preta ? Talvez nos respeitem "demais" e achem que professor sabe tudo.

Um abraço

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes quarta-feira

Caro José Luiz,

Eu gosto de algumas frases de impacto e ditados, mas a melhor frase sobre a falta de comunicação talvez seja do saudoso Chacrinha: "Quem não se comunica se trumbica!"

Muitas pessoas realmente tem dificuldade de se expressar em público. Apesar de ser professor há cerca de 15 anos, ainda ocorrem situações que para certos públicos da um frio na barriga, as palavras enroscam, vem a ameaça do dar um branco.... mas como quem está na chuva é para se molhar.... temos que enfrentar. Depois temos que avaliar, olhar nossos erros e corrigí-los.

Eu vejo, muitas pessoas, principalmente os profissionais mais jovens, que aqui em SP o pessoal apelidou de cabeças pretas, muitas vezes com receio de se expor profissionalmente, diferentemente do aspecto pessoal. Muitos que eu acredito pelo receio de serem mal interpretados ou serem ridicularizados, como eu já vi acontecer aqui na rede.

Eu sempre, busco incentivar nas minhas aulas, nos meus cursos e palestras que as pessoas devem falar, se expor e ERRAR.... pois somente errando é que poderemos aprender e nos desenvolver.

E só para encerrar... você diz que algumas pessoas se julgam autossuficientes e não precisam aprender mais nada. Em relação a isso, há uma frase escrita em um livro japonês chamado de BuDo, Aquele que diz que já aprendeu tudo, acaba de admitir a sua ignorância e que na verdade não sabe nada.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 18 julho 2017 às 12:10

Eduardo,

Obrigado pela adesão. Aliás, você é um dos que está sempre aqui debatendo.

Uma das razões, talvez, seja que o colega se julga auto-suficiente e, portanto, não tem mais nada a aprender. Para esses, lembro da recente iniciativa da TV Globo, com o seu "Agro é top". Conhecia aqueles dados ?

Não basta a boa acolhida do dono da rede (o Gilberto Fugimoto) ? Em todo tópico novo, lá está a sua curtida (assim que a lê). E quanta amizade se faz aqui (quando se participa) que, no mínimo, tem algum potencial de contato de caráter profissional.

Escrever em rede social (tanto no Facebook como aqui) é como falar em público. Dá aquele receio de, por se expressar de forma errada, passe a ideia de que não somos bem preparados como deveríamos. Bobagem. Transcreva as suas ideias como se estivesse batendo papo com um amigo de infância. O importante é a mensagem e não (tanto) a forma como nos expressamos. Tente. Comunique que muda. 

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