Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Comunicado à Sociedade sobre o Risco das Barragens Rurais


A CONFAEAB – Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, vem expressar seu profundo pesar às vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho/MG, no último dia 25 de janeiro. Eventos como esse que levam destruição à população, ao meio ambiente e à produção de alimentos, não podem se repetir.


Neste momento que a sociedade brasileira clama por ações que possam evitar novas tragédias, a CONFAEAB lembra a todos no país que, além das grandes barragens (a exemplo das barragens de contenção de rejeitos de mineração), que viraram alvo de denúncias, há milhares de pequenas barragens espalhadas pelos rincões do país, construídas principalmente em imóveis rurais.

Estas pequenas barragens, possuem múltiplos usos, principalmente para abastecimento de água para as atividades rurais. Elas são bem menores que as grandes barragens e, portanto, não são alvo do Sistema Nacional de Segurança de Barragens. Mas se não seguirem critérios técnicos em sua construção, podem levar riscos à população e ao meio ambiente, mesmo que em pequena escala.


A CONFAEAB, destaca que os Engenheiros Agrônomos, que ela representa, são profissionais capacitados e habilitados para a realização de projetos de construção, manutenção e  regularização de barragens de uso rural, conforme definido na alínea “o”, do artigo 6º do Decreto-Lei Federal 23.196/1933, que regulamenta a profissão do Engenheiro Agrônomo.


Desta forma se conclama a sociedade civil e os Engenheiros Agrônomos a exigir das autoridades competentes o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela fiscalização e regularização de milhares de barragens rurais existentes no país! Que as responsabilidades sejam devidamente apuradas! Além disto, é imperativo, para a população e para o meio ambiente, que a manutenção das barragens existentes e as novas a serem construídas sigam os critérios técnicos da boa engenharia, buscando evitar que eventos trágicos como os de Mariana/MG, Brumadinho/MG, Paragominas/PA e outros não se repitam em nosso país!

Brasília-DF, 13 de fevereiro de 2019.


Atenciosamente,
Diretoria da CONFAEAB

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Comentário de Manoel José Sant´Anna em 25 fevereiro 2019 às 14:29

Boa tarde colegas!. Se me permitem!. Não é de espantar a revolta do colega Mario Sergio!. Afinal parece que toda administração do Brasil, virou política!. E isto independente da seriedade que acontece na sociedade!. Em resumo se ocupo um cargo público, estou garantido para o resto de minha vida e da minha família.( aposentadoria maior e com benefícios)!. Quanto aos barramentos, hoje são rígidos nos quesitos aprovações, mas sem desenvoltura nas barragens que já existem, sem regularização, muito menos sem manutenção!. Trabalhar no ar condicionado, e dentro do escritório é cômodo, já no campo, e no sol de verão o corpo padece!.

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 20 fevereiro 2019 às 9:47
Aqui ano sim ano não, esse ano não, chegam produtores rurais perguntando se dá para refazer a barragem que se rompeu com as fortes chuvas. São pequenas, mas os prejuízos ambientais são razoáveis. Muitas vezes querem refazer a passagem, ou seja, o uso principal já não era propriamente barramento. É tanta perturbação por causa de um cavalo pastando na APP... mas, o estrago que faz o rompimento de uma pequena barragem... Onde está a fiscalização? Onde estão as políticas de regularização destas construções, muitas vezes antigas? Os assentamentos adoram estas antigas fazendas com muitos barramentos... depois vem-nos reclamar que perderam o trânsito entre os lotes e que precisam dar voltas imensas... Cada vez que vou a uma Prefeitura trato do assunto que não me é pertinente: prefeito, tome uma imagem de Google, localiza as barragens rurais, vai lá ver como estão, proponha a regularização, outorga ou destruição... antes que o pior aconteça, como voçorocas, queda de pontes... vidas animais ou humanas. Que o que, ninguém nunca deu a mínima... E olha que aqui na região até mesmo rodovias SP chegam a ser interditadas... Onde está a fiscalização? Onde está o órgão autuador? Muito comodismo.
Comentário de Manoel José Sant´Anna em 18 fevereiro 2019 às 16:57

Boa tarde colegas!. Extravasor de fundo, ou pelo apelido "Monge", mas no caso específico, é mais difícil de dimensionar, pois a densidade da "Lama", é maior que a água, e pode mudar, até solidificar!. Curiosamente, este depósito de "lama", se não puder extravasar, pode solidificar, isto a perícia do profissional que sabe como concluir!. Principalmente se este profissional, for um Engenheiro Agrônomo, capacitado para tal!.

Comentário de altair roberto de carvalho em 18 fevereiro 2019 às 9:51

vamos lutar para termos nossos direitos reconhecidos, incluindo os salarias

Comentário de Luiz Henrique Silva de Morais em 17 fevereiro 2019 às 18:22

Corrigindo:Mariana e Brumadinho!

Comentário de Luiz Henrique Silva de Morais em 17 fevereiro 2019 às 18:18

Nós agrônomos, muitas vezes acompanhamos a construção de barragens de terra, mesmo sem registrar a devida ART. Sempre me baseei nas lições do mestre Daker.

Contudo em serviços de topografia que foram meu forte de atividades nestes 40 anos de profissão, presenciei excelentes tecnologias de construção, em especial quanto ao dimensionamento de taludes e vertedouros. E quanto às técnicas de esvaziamento para manutenção. Estou certo que a falta de sistemas de esvaziamento, foram decisivos para os acidentes de Mariana e Sobradinho, E tenho sugestões.

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 15 fevereiro 2019 às 7:19

Bom dia colegas!. Momento oportuno, para realçar a importância da Eng. Agronômica!. Nesta profissão tão ampla, não basta ter um aprendizado acadêmico sobre tantas matérias!. Assim como se faz em outras profissões, se exige especialidades e especializações!. Muito disto esta ligado ao interesse do próprio aprendiz, em tomar a iniciativa de estudar e entender sobre a matéria tão complexa como é a Engenharia rural, e sua perfeição matemática. Assim somos capazes de elaborar obras sem incorrer em desastres, como sabemos!.

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