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Confea, CBIC e Sinaenco discutem inserção internacional de empresas e profissionais brasileiros

http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=9411&pai=8&sid=10&sub=nil

Brasília, 29 de julho de 2010.

Representantes do Confea, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) reuniram-se ontem, na sede do Conselho Federal, para debater a inserção internacional de empresas e profissionais brasileiros, em especial no que se refere às tratativas bilaterais coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a fim de promover o intercâmbio entre empresas e profissionais brasileiros com outros países. O Confea já começou a se inserir nas discussões relativas ao acordo de reconhecimento recíproco com entidades do Chile e dos Estados Unidos.

Segundo o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, a legislação brasileira precisa ser aprimorada para proteger o mercado interno. “Há hoje uma demanda forte para uma maior abertura do mercado brasileiro a empresas de projeto e construção no Brasil, inclusive no que se refere às obras necessárias para a realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Precisamos nos inserir nos debates para definir qual será a postura e a estratégia da engenharia e arquitetura brasileiras nesse processo”, afirma Marcos Túlio.

Ele ressalta que o momento é de se ter uma atitude proativa para evitar que a engenharia e arquitetura brasileiras sejam preteridas no contexto mundial. “Há projetos que foram rejeitados no contexto da Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, e que agora estão sendo apresentados no Brasil. Temos de ficar atentos”, alerta o presidente do Confea. Para o presidente do Sinaenco, João Alberto Viol, a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 será uma marco para o desenvolvimento da infraestrutura do país e, para que isso seja feito da melhor forma, é preciso investir em planejamento. “O Confea tem sido muito importante para nós, nessa reflexão sobre a necessidade premente de planejamento”, afirma Viol.

O diretor-executivo do Sindicato, Antônio Othon Rolim, considera que é preciso “olhar para dentro” – não no sentido de se fechar ao mercado externo, mas de se desenvolver a ponto de competir com ele – e, ao mesmo tempo, “para fora”. “Com a experiência da Copa e das Olimpíadas, certamente teremos uma expertise para exportar”, afirma. “Essa oportunidade é fundamental e a visão de futuro deve incluir essas duas frentes”.

Resultados
De acordo com a assessora internacional do Confea, Carmem Eleonôra Amorim Soares, o Confea enviará para o MDIC os resultados de um diagnóstico elaborado pelo Sinaenco quanto aos projetos de infraestrutura já desenvolvidos nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Outra ação será a participação do Confea, do Sinaenco e da CBIC em Seminário que o MDIC realizará em setembro, com a participação de representantes chilenos, acerca da reconstrução do país após os terremotos ocorridos em 2010. Com relação aos Estados Unidos, será feito um levantamento nas empresas brasileiras que atuam no exterior, sobre os principais entraves existentes. “A proposta é reunir as informações necessárias para que se possa realizar intercâmbio de tecnologias e informações acadêmicas e entre profissionais dos dois países, a começar pelos recém-formados”, afirma Carmem Eleonora.

Também participaram da reunião Geórgia Grace Bernardes, da CBIC; o conselheiro Federal Francisco do Vale e o chefe de gabinete do Confea, Luiz Gustavo Moura.

Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea

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Comentário de Artur Melo em 11 agosto 2010 às 12:00
É, Gilberto, e essa importação de técnicos também se verifica na área de Gramados Esportivos, até em função da falta de Fiscalização dos órgãos competentes.

Ou seja, não há nada contra técnicos do Mercosul, por exemplo, venham atuar no Brasil, desde que, com a devida equivalência de diplomas e registro no órgão de classe competente. O mesmo se diz, em relação às Empresas "estrangeiras".

Não há, portanto, qualquer tipo de discriminação ou de reserva de marcado. Porém, profissionais ou empresas que entrem no País, para prestar serviços tem de ter qualificação técnica para tal, aferida pelos órgãos competentes, como aliás, acontece com profissionais e empresas nacionais. Trata-se de isonomia.
ARTUR MELO
Comentário de Gilberto Fugimoto em 10 agosto 2010 às 15:39
Uma excelente notícia que pode abrir perspectivas de trabalho para toda engenharia.
Resta saber como isso pode se traduzir na prática e de que maneira podemos influenciar.
Nota-se também o fluxo inverso com a "importação" de técnicos e engenheiros vindo trabalhar no Brasil especialmente na área de petróleo, embora a agronomia não esteja isenta dessa realidade.

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