Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Conselho Federal de Agronomia: Considerações a respeito

A agronomia vive momento crítico, a fragmentação da profissão na década de 60 e 70, e o surgimento de novos cursos de curta duração mais recente. A desconstrução das escolas de Agronomia e de sua formação plena tem fragilizado a qualidade da formação profissional, o esvaziamento de nossas entidades com o enfraquecimento das ações da defesa político profissional  permitiram o avanço de outras profissões como técnicos agrícolas como a aprovação do decreto 4560/2002, projetos de lei de biólogos e zootecnistas, bem como conflitos dentro de nosso conselho com engenheiros florestais por espaço e atribuições tem levado a classe a reflexão de que caminhos devemos tomar como forma de mudança dos rumos de nossa profissão.

Nesse contexto alheios as criticas culpando apenas o sistema  pelas nossas mazelas, fica claro a necessidade de buscar caminhos claros para o retorno da valorização de nossa profissão que ao longo de suas historia tem contribuindo de forma muito clara para o desenvolvimento nacional e a soberania alimentar sustentável.

Embora o conselho profissional não seja a única saída ela se configura como umas das peças importantes haja vista a complexidade de nossas atribuições e a gama de áreas que clamam por um modelo de fiscalização e uma estrutura voltada sem interferência para fiscalização do vasto meio rural de um país continental chegando as cidades com uma população superior a 200 milhões de habitantes.

Some-se a isso uma grande rejeição ao atual sistema que a cada dia cresce em numero de títulos profissionais passando de 300 profissões com todo tipo de sombreamento e resoluções conflitantes bem como privilégios a margem de suas estruturas como as câmaras ilegais dos senhores engenheiros florestais.

 É preciso então buscar novos rumos. O outrora tão sonhado conselho uniprofissional deve ser o grande aglutinador de forças para uma nova era da profissão

Nesse sentido proponho a discussão das vantagens desse novo conselho, defensor da sociedade e regulador da profissão e fiscalizador das atribuições do Engenheiro Agrônomo.

1. Atualização do  decreto 23.196/33 com novas atribuições

2. Fiscalização única e exclusiva direcionada as áreas de atuação do exercício profissional do Engenheiro Agrônomo.

3. Fim dos conflitos internos em um conselho com mais de 300 profissões que só aumenta em função de sua infinidade de titulo com milhares de resoluções e conflitos insolúveis, como nosso conselho será apenas de engenheiro agrônomo, ou seja apenas um titulo profissional.

4. Aumento dos atuais 98 mil profissionais para um possível  número superior a  150 mil registros em virtude da grande rejeição ao sistema Confea/CREA.

5. A possibilidade da criação das câmaras especializadas de engenharia rural, produção animal, meio ambiente e agroquímicos, e áreas afins valorizando nossa atuação e fortalecendo as mesmas dentro da Agronomia.

6. O registro das especialidades junto ao MEC fortalecendo nossas atribuições em engenharia rural, produção animal e vegetal, ambiental,energia e fibras e áreas afins.

7. Criação das comissões de educação atuando dentro de suas limitações para contribuir junto ensino de Agronomia para formação plena do Engenheiro Agrônomo acompanhando a formação e qualidade dos cursos de Agronomia cobrando o que encontra-se em nossas legislação e diretrizes curriculares do ministério da educação

8. Ampliação da fiscalização e maior pressão sobre o exercício ilegal da Agronomia, defendendo a sociedade do exercício ilegal e valorizando os Eng. Agrônomos registrados no Conselho Federal de Agronomia.

9. Campanhas massivas na mídia mostrando a importância de contar com os serviços do Engenheiro(a) Agrônomo(a) nas áreas de produção animal, produção vegetal, engenharia rural, meio ambiente, energias, fibras e áreas afins para maior conhecimento e reconhecimento da sociedade.

 

Francisco Lira

Engenheiro Agrônomo Esp.

CREA-PI 18.222/D

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Comentário de Jefferson G. Acunha em 8 janeiro 2017 às 16:14

Parabéns pelas reflexões, colega Francisco Lira! Logo, coloco-lhes por aqui a questão que já havia feito aos colegas via Facebook: Alguém saberia nos dizer algo acerca dos passos que foram tomados pelos Arquitetos rumo ao seu conselho profissional (CAU)? Poderíamos nos inspirar nos passos tomados por eles? Algo importante, na minha opinião: Discussões são sempre bem-vindas, no entanto, um planejamento estratégico jamais prescindirá de cronograma (por exemplo, hipoteticamente, novo conselho aprovado e operante a partir de 2020)!

Comentário de Rodolfo Geiser em 4 janeiro 2017 às 9:14

Caros, concordo com o comentário de Dennys Z. Santos, abaixo de que "Este processo de esvaziamento e descaracterização do curso é intencional e já vem ocorrendo faz um bom tempo." Embora a primeira vista possam nos chamar de paranoicos, entendo que esse processo é  intencional mesmo e vem ocorrendo desde 1960, época em que estudei na ESALQ e fui a primeira turma de cinco anos com opções em Fitotecnia, Zootecnia, etc.. Com isso começou a fragmentação de nossa profissão. Para começarmos, basta vermos os interesses econômicos e políticos envolvidos, bem como a vaidade pessoal de muitos professores e cada um cuidando de seu próprio pedaço...

Comentário de Francisco Lira em 3 janeiro 2017 às 9:10

Prezado colega Dennys  embora já tenha sido contra,apos  reflexão  hoje sou um defensor da criação desse conselho mas unicamente composto por Engenheiros Agrônomos, nada contra outras profissões, mas para evitar os mesmo conflitos que temos dentro desse conselho multiprofissional e principalmente por acreditar no potencial de um conselho somente de engenheiros agrônomos hoje sou um entusiasta desse projeto que precisar ser consolidado.

Comentário de Dennys Zsolt Santos em 2 janeiro 2017 às 19:40
Sem dúvidas, Francisco Caetano Lira!
Vale ressaltar que não podemos mais postergar este debate. Este processo de esvaziamento e descaracterização do curso é intencional e já vem ocorrendo faz um bom tempo.
Tens todo o meu apoio e me coloco a diposição para nos mobilizarmos para tratar deste assunto com urgência!
Não sei a sua opinião, e sequer sei a real viabilidade, mas acredito que outras áreas correlatas como a agrícola, ambiental ou agrimensura (esquece a florestal) podería os montar um outro conselho que resolveria as sombras nas áreas de atuação e fazer peso maior diante do sistem CONFEA/CREAs.
Comentário de Gilberto Fugimoto em 29 dezembro 2016 às 11:35

Caro Francisco e colegas,

Já tive uma posição radicalmente contrária à criação de um novo Conselho de Agronomia, mas é preciso considerar os argumentos do colega Francisco e rever posições. 

Levo em consideração seus argumentos em razão de sua militância na Agronomia e vivência como Conselheiro do Crea. Afinal para ter credibilidade em determinados temas e assuntos é preciso ter vivência nele. Aliás é assim também em qquer consultoria agronômica.

Neste sentido, destaco itens importantes a serem considerados, como fiscalização que está descrita nos itens 2 e 8;  o item 5 que abre possibilidade da criação das câmaras especializadas de engenharia rural, produção animal, meio ambiente e agroquímicos revalorizando nossas atribuições profissionais.

Sinceramente, sou muito cético quanto à relação com MEC resultar em algo frutífero, como proposto nos itens 6 e 7. Essa é uma outra seara que tem uma lógica própria pouco sensível à valorização profissional.

Por fim, campanhas de valorização profissional podem ser empreendidas pelo novo Conselho, mas nada impede que, em razão de sua importância, façamos agora com os recursos disponíveis.

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 29 dezembro 2016 às 11:05

Estou concordando com as considerações do nosso colega e guerreiro Francisco Lira.

Momento de  reflexão precisamos de mudança no rumo de nossa profissão.

Muito a fazer!

Respeito, diálogo, debates construtivos, comunicação, organização, participação e coragem!!!

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