Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

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A Figura abaixo mostra a disparidade tecnológica entre os materiais e dispositivos empregados em um moderno aterro sanitário (drenos de gás e chorume, mantas de geotêxteis e poços de monitoramento) e um simples pátio de compostagem para o mesmo material do aterro.

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Enquanto no 1º. caso só se aproveita o gás Metano, na compostagem, solução centenas de vezes mais barata que o aterro, dá como resultado um excelente CONDICIONADOR DE SOLO (= adubo), cujo único insumo é a mão-de-obra para o reviramento da leira. O resto, é a Natureza que faz.

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Uma curiosidade. Conversando com um colega de turma, também Engenheiro Agrônomo, e que trabalhou durante muitos anos na Embrapa Agrobiologia de Seropédica-RJ com composto orgânico – e agora, depois de aposentado, virou produtor de hortaliças orgânicas (= sem agrotóxicos) – o composto produzido a partir do lixo urbano não é utilizado na agricultura orgânica, principalmente por 2 motivos: a) a presença de metais pesados e b) pasmem, a presença de perfuro-cortantes (agulhas descartáveis de material hospitalar misturado ao lixo doméstico) no composto. 

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Comentário de Mauricio Dutra Garcia em 26 dezembro 2011 às 15:03

Jose Luiz, só posso garantir o que depende de mim, ou seja, tenho a disposição de fazer chegar aos 5600 municipios brasileiros essa informação, desde que o conteudo seja simples, didatico e convincente.

Abç

Mauricio

 

PS me envie o Power Point a que se referiu.

mauriciodutra@planalto.gov.br

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 dezembro 2011 às 14:52

Caro amigo,

Se eu tivesse certeza que esse fato se concretizaria, seria um prazer prestar esse serviço. Acontece que estou meio desiludido. Faz mais de um ano que elaborei um PowerPoint com 10 sugestões ao CREA-RJ, onde tenho amigos na cúpula e nenhuma delas foi posta em prática até agora. A mais simples delas, era disponibilizar na página do órgão um simples link para o tópico PROBLEMAS AMBIENTAIS que mantenho com posts semanais no Orkut. Se você me garantir que a Cartilha será publicada e distribuída entre os Prefeitos, podemos voltar a conversar sobre o assunto.

Um abraço.

Comentário de Mauricio Dutra Garcia em 26 dezembro 2011 às 14:32

Sugiro que o Jose Luiz escreva uma cartilha pratica e didatica para serem entregues aos prefeitos. Temos como distribuii-las aos 5600 municipios brasileiros, alem das secretarias de meio ambiente, onde houver.

Mauricio

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 dezembro 2011 às 14:24

Maurício,
As obrigações constitucionais dos Prefeitos para com suas comunidades é outra coisa que precisava ser discutida no Brasil. Tenho um sobrinho que é Prefeito, nada entende de Saneamento Básico e destino do lixo, e ignorou tudo o que já lhe recomendei sobre o tema.

Boas Festas.

Comentário de Mauricio Dutra Garcia em 26 dezembro 2011 às 8:44

Parabens Jose Luiz, excelente trabalho. Espero que seja divulgado amplamente entre prefeituras para solução inteligente do lixo organico.

Boas Festas

Mauricio Garcia

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 dezembro 2011 às 6:03

Gilberto,

Obrigado, mais uma vez, pelo seu apoio e incentivo aos meus textos. É claro que a compostagem e a coleta seletiva já reduziriam ao mínimo aceitável o volume de resíduos sólidos urbanos (RSU). Entretanto, ao meu ver, o filão (ou filé) do lixo esteja na geração de energia, seja mecânica ou elétrica. O metano é um gás poderoso, seja pro bem ou para o mal (é cerca de 21 vezes mais perigoso para o efeito estufa do que o CO2). Mas a geração de energia à que me refiro seria aquela (através de turbinas que funcionem à plasma) que transformaria toneladas de lixo num montinho de cinzas (e estas, poderiam ser aproveitadas na confecção de tijolos pras comunidades carentes, ou seja, LIXO ZERO mesmo!), gerando energia elétrica.

Um abração e FELIZ NATAL.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 24 dezembro 2011 às 16:31

Ola José Luiz,

Parabéns por suas observações e propostas sempre criativas num tema que a sociedade e o planeta tanto necessita.

Talvez o grande gargalo esteja na coleta seletiva de todo esse material.

Uma fonte inesgotável de materia prima a ser reciclada com eficiência muito superior àqyela encontrada na natureza: papel, metal, vidro, plástico e matéria orgânica.

Conversando com especialistas nesse tema,encontramos que o principal gargalo é justamente a coleta seletiva. Enquanto a coleta comum o custo girava em torno de US$ 10/ton,  na COLETA SELETIVA os custos subiam a US$ 100/Ton.


Talvez a nova legislação de resíduos possa mudar essa visão de assumir o lixo como uma "externalidade" do processo produtivo. Quem sabe agora a produção passa a entender, à maneira do que já se faz com as embalagens de agrotóxicos, que os resíduos gerados também fazem parte de sua responsabilidade no processo.


Grande abraço

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