Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Caros Colegas
Vamos iniciar uma conversa sobre Plantio Direto, esta tecnologia que está na base do sistema de integração lavoura pecuári - ILP e por consequência do sistema Integração lavoura, pecuária e floresta - ILPF. E inicio com uma conversa meio nostálgica.

As coisas mudam muito com o passar do tempo. Não é verdade? Pois bem, meus colegas e amigos, lembro-me que na época em que estava me formando ter um trator com arado e grade e fazer plantio em terra mecanizada era sinal de que o produtor estava se modernizando e bem de vida. Trabalhar assim era desenvolver uma moderna agricultura.Afinal de contas o mundo moderno já havia sepultado a enchada, o espeque e as plantadeiras manuais.

Passados não mais que 35 anos, a maioria dos produtores sabem que o uso do arado para revolver o solo, anualmente, pode ter alguns benefícios mas também pode deixá-lo prontinho para ser destruído pela erosão.

Há quem diga que a aração é a base da degradação da terra agricultável. Um dos mais sérios problemas ambientais do mundo e uma ameaça à produção de alimentos e à sobrevivência rural. Principalment, em áreas pobres e densamente povoadas dos países em desenvolvimento. Esta afirmação pode ser, de certa forma exagerada, mas tem muito fundo de verdade.

A aração e a gradagem em demasia pode trazer dois problemas gravíssimos: compactação em baixo e terra pulverizada em cima. Por consequência, a camada compactada dificulta a drenagem da água e faz com que ela se acumule na superfície e corra. Ao correr superficialmente, leva parte da terra pulverizada e junto com ela parte dos nutrientes que inclusive custaram suor e dinheiro do produtor dono da área.

O pior de tudo é que a camada compactada além de causar probleas na drenagem da água também dificulta o desenvolvimento das raízes das plantas que o produtor plantou para tirar o seu sustento e gerar o recurso adicional para trazer qualidade de vida para si próprio e para sua família.

Percebeu onde queremos chegar? Relembrar a todos que você ao trabalhar no sistema de plantio convencional se não tiver uma condução muito boa estará arriscando perder seu solo e junto com ele parte do dinheiro que investiu em fertilizantes.

Quer ver outra coisa muito grave? sabe para onde vai o solo e o seu dinheiro na forma de fertilizantes que vai junto com ele? Para os córregos, rios e no final das contas, para o mar.

Então meus amigos, para os rios vão os resíduos de adubo, parte do solo, e, ainda os resíduos do veneno que você aplicou contra pragas, doenças e mesmo para matar algumas plantas que você considera invasoras de sua lavoura.

Depois de tudo isto você recorre ao rio sujo para dar água aos seus animais e para usar no seu dia a dia, inclusive, em alguns casos, para matar sua sede e de sua família.

É pór isto, meus amigos, que no Brasil existem muitos problemas ambientais que tem diminuido o valor de nossa agricultura para o público urbano de nosso país e do mundo, em prejuizo a todo esforço de melhoria de imagem do agronegócio brasileiro.

É sobre como solucionar esses problemas, é sobre o plantio direto que iremos conversar um pouco nestes dias que irão se suceder.

Até a próxima

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Comentário de Ronaldo Trecenti em 1 dezembro 2010 às 15:54
Caro colega.

Gostaria de acrescentar que o plantio direto é também a base do programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), lançado pelo Mnistério da Agricultura, que juntamente com a ILP, a ILPF e a fixação biológica de nitrogênio dará suporte aos compromissos voluntários de redução da emissão de gases de efeito estufa assumidos pelo Governo Federal na COP 15, porém, precisamos mostrar para a sociedade urbana, para os nossos dirigentes e representantes que o campo está fazendo a sua parte e merece respeito e apoio.
Comentário de RAFAEL ALTOE FALQUETO em 26 novembro 2010 às 20:40
prsou incentivador de plantio direto na cultura do tomate estaqueado na região de montanhas do ES. Todos os anos milhões de m³ de solo fértil são perdidos por erosão devido à aração e gradagem pre-plantio.

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