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Segundo o site Pensamento Verde (https://www.pensamentoverde.com.br/), estudos realizados pelo PNCD e por outras entidades mostram que as principais causas da desertificação no Nordeste são o desmatamento desenfreado para utilização das terras na agropecuária, além da mineração excessiva e a salinização provocada pela utilização de técnicas equivocadas de irrigação do solo nas regiões subúmidas e semiáridas do Nordeste brasileiro.

A desertificação do solo é dos problemas ambientais mais graves que afetam a região nordeste do Brasil, assim como de aproximadamente 15% das terras cultiváveis do globo terrestre. O processo de desertificação do Nordeste é encarado pelas autoridades e especialistas como um problema que precisa de uma solução imediata, uma vez que a desertificação do solo afeta a produtividade do setor agropecuário e a qualidade de vida das populações locais.

Há no Brasil um plano de combate à desertificação. Além de mapear os principais focos que sofrem com a desertificação no Nordeste e em outras regiões, o programa desenvolve estudos para identificar as causas e as possíveis soluções para o problema. O Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD) atua em conjunto com diversas instituições de ensino e pesquisa na busca da melhor forma de controlar o avanço da desertificação no Brasil.

Soluções

Ações como o desenvolvimento de políticas públicas sobre uso do solo, a delimitação de áreas cultiváveis e a correta utilização do solo e sua irrigação podem controlar o processo de desertificação do Nordeste. Mas, para que isso ocorra, é necessária uma conscientização dos políticos responsáveis e uma reeducação ambiental da população como um todo.

E você, colega, o que pensa sobre o tema ?

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 julho 2020 às 17:33

Altair, boa tarde.

Grato por participar do blog. O governo já tem tantos programas que não tem a capacidade (e vontade política) de gerenciar, que nem sei bem se seria uma boa ideia. Nós, profissionais da área (de meio ambiente) é que temos de fazer a nossa parte. Mesmo quando já não mais podendo agir presencialmente, como eu, que estou aposentado, pelo menos divulgando informações sobre os biomas, como tenho feito.

Um abraço

Comentário de altair roberto de carvalho em 15 julho 2020 às 11:29

urge um programa nacional de proteção aos recursos naturais,

incluindo combate a seca e a desertificação

quando falamos em meio ambiente vem logo a cantilena da Amazonia, ela é ultra importante,

mas nao é so ela.

A maior geração de empregos seria em programas de conservação de aguas e solos

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 17 junho 2020 às 17:22

DESERTIFICAÇÃO NO BRASIL

Do ponto de vista sócio-econômico, a desertificação é a principal causa da perda de terra produtiva, fato que leva à redução da capacidade mundial para abastecer de alimentos e abrigo suficientes para uma população crescente, além de ameaçar a estabilidade de sociedades fora das zonas afetadas. (1)

Segundo os dados do Zoneamento Agroecológico do Nordeste - ZANE, o semiárido nordestino abrange uma área de 912.208 km2 (91,2 milhões de hectares, aproximadamente), ou seja 55% da superfície do Nordeste, onde vivem 27 milhões de pessoas (MARTIN e WONG, 1994). De acordo com a mesma fonte, os sinais mais evidentes de degradação ambiental nesta região ocorrem na área mais seca, com pluviosidade inferior a 500 mm/ano, correspondente a zona de caatinga "hiperxerófila" que ocupa uma superfície de 308.766 km2, representando cerca de 34% do semiárido.

Existem 14 pólos de irrigação no Nordeste, 12 deles inseridos no semiárido, os quais são fundamentais para alavancar o desenvolvimento da região. É estimado que a área irrigada nos 14 pólos esteja ao redor de 600 mil hectares, existindo um potencial razoável para expansão. Finalmente, a existência de mais de mil prefeituras no sem i-árido, quase todas com alguma estrutura voltada para o meio rural, representa outra alternativa significativa dentro da estratégia de desenvolvimento sustentável.

 A Figura abaixo apresenta alguns dados sobre o semiárido brasileiro, publicados no Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca PAN-Brasil, do M.M.A., 2005.

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