Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Feliz Dia do Engenheiro Agrônomo a todos Nós!

Comemorando 81 anos de regulamentação profissional, me pergunto: como estamos hoje? 

Somos valorizados?

- Ah, dirão alguns, "os outros" não nos valorizam!

De fato, há alguma razão:

Dividimos hoje nossas atribuições com outros profissionais: zootecnistas, técnicos, paisagistas, engenheiros florestais, de alimentos, ambientais e tantos outros que surgindo no horizonte.

Projetos de Lei surgem a todo momento ora tentando diminuir nossas atribuições, ora esquartejando-a entre outras carreiras.

O mercado não nos reconhece: mais fácil contratar técnicos, biólogos, administradores.

O salário mínimo profissional nem sempre respeitado.

E ainda há mais "outros" a culpar:

- Cadê esse Sindicato, CREA, Associações e CONFAEAB que não fazem nada (por nós)?

E nós, nos valorizamos?

Qual a minha contribuição na (des)valorização profissional?

Quantas vezes eu participei / deixei de participar da vida profissional?

Na comemoração do nosso dia, compartilho uma reflexão e sinceros desejos de felicidades pelas escolhas e atitudes a todos nós!

Grande abraço

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Comentário de Maria Helena de Araújo em 27 outubro 2014 às 1:47

Hoje foi eleito em segundo turno o colega engenheiro agrônomo Camilo Santana para governar o Ceará. Ele tem mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente e já exerceu alguns cargos políticos no Estado. É funcionário do Ibama. Como candidato,se comprometeu em fazer concurso público para a Ematerce, empresa pública responsável pela Ater no Ceará. É uma esperança de tirar a Lei 12.188/2010 do papel. Parabéns Camilo, boa sorte em seu mandato e que Deus ilumine seus atos!

Comentário de Francisco Lira em 13 outubro 2014 às 18:54

A valorização da classe passa logicamente pela maior participação dos profissionais e estudantes.  E o momento  é oportuno afinal estamos passando pelos turbulentos momentos das eleições que definem os representantes a nível estadual e federal, e nesse caso cabe estacar a importância de aumentar nossos representantes nos legislativos estaduais e congresso nacional elegendo colegas ou simpatizantes logicamente avaliando o passado ético e profissional desses mas chamando para nós a importância de cada vez mais colocar os interesses agronômicos acima dos interesses menores, exemplo existem em alguns estado onde os colegas eleitos deputados federais e estaduais com apoio  das associações  obtiveram exito sendo então  exemplos que devem ser seguidos pelas demais associações e estados. Vamos a luta!!

Comentário de CELSO CORDEIRO SILVA em 13 outubro 2014 às 12:13

Na qualidade de Fiscal Federal Agropecuário do MAPA e Associado da nossa Associação dos FFA’s no DF, externo aos colegas membros dessa Rede Agronomia o meus sinceros votos de SUCESSO & REALIZAÇÕES na vida profissional e familiar. Apenas para conhecimento geral repasso abaixo “Carta do MST”. Torna-se imperativo uma mudança no atual “modelo de reforma agrária” em nosso País. Devemos repensar essa cumplicidade entre os “amigos da terra” e seus legítimos proprietários, que produzem com êxito e competência os atuais grandiosos resultados, tanto na agricultura familiar das pequenas propriedades, quanto nas demais voltadas ao setor agroindustrial, gerador de milhares de empregos e a profissionalização dos seus trabalhadores formalizados.

Carta do MST aos candidatos à Presidência da República

Os períodos eleitorais devem ser momentos de debate sobre as grandes questões estruturais da sociedade brasileira, apontando a natureza de nossos problemas e as soluções necessárias. Infelizmente, cada vez mais, o poder do capital sequestra a política e as instituições públicas, impedindo as transformações políticas e econômicas que interessam ao povo brasileiro.

Há 30 anos, o MST tem contribuído com a democratização da terra, através da luta pela Reforma Agrária. Em fevereiro de 2014, realizamos nosso VI Congresso, com a aprovação de nosso Programa Agrário em defesa da Reforma Agrária Popular.

Lutamos por mudanças na relação com os bens da natureza, na produção de alimentos e nas relações sociais no cam¬po. Queremos contribuir de forma permanente na construção de uma sociedade justa, igualitária e democrática.

A terra precisa ser democratizada e cumprir com sua função social. O campo dever ser um espaço bom de viver, onde as pessoas tenham seus direitos respeitados, com a garantia de condições dignas de vida. Lutamos e exigimos uma política efetiva, estruturante e massiva de Reforma Agrária Popular, indispensável para a permanência das famílias no campo, com produção e distribuição de riquezas.

Exigimos a atualização imediata dos índices de produtividade prevista na legislação brasileira, possibilitando o acesso à terra a milhares de famílias. Precisamos da elaboração e execução de um novo Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), com metas de assentamento de famílias e estabelecimento de prioridades por regiões.

É necessário a arrecadação das terras griladas da União e a desapropriação de latifúndios em todos os estados. Além disso, as terras devolutas invadidas, principalmente, pelo capital bancário e pelas empresas transnacionais do agronegócio, devem ser desapropriadas para fins de Reforma Agrária.

O mesmo deve acontecer com as fazendas endividadas com os bancos públicos e órgãos do governo, com as áreas onde houver identificação com exploração de trabalho escravo e as que não cumprem a função social.

Cobramos o assentamento imediato das mais de 120 mil famílias que estão vivendo em condições precárias em centenas de acampamentos por todo o país. É necessário destinar para a Reforma Agrária as terras dos projetos de irrigação e as do entorno dos canais de transposição das águas.

Para isso, faz-se necessário o fortalecimento, reorganização e qualificação do INCRA, como órgão responsável pela Reforma Agrária e que garanta as condições de implementá-la.

Nos somamos às lutas e às reivindicações, junto às demais forças sociais do campo, para a imediata demarcação e legalização de todas as áreas indígenas e quilombolas e as de posse de ribeirinhos, pescadores e comunidades tradicionais, como estabelece a Constituição Federal de 1988.

A não realização da Reforma Agrária agrava os conflitos sociais no campo. Clamamos por justiça e pela punição aos mandantes e assassinos dos trabalhadores e trabalhadoras no campo.

A agricultura brasileira deve priorizar a produção de alimentos saudáveis, como um direito humano e como princípio da Soberania Alimentar. Alimento não pode ser mercadoria, fonte de exploração, lucro e especulação.

Para isso, exigimos políticas públicas que garantam condições para a produção agroecológica, sem agrotóxicos, com qualidade, diversidade e preço barato para toda a população brasileira.

Os governos federal e estaduais precisam incentivar e garantir a produção, seleção e armazenamento de sementes pelos próprios camponeses, combatendo assim as sementes transgênicas e a dependência política e econômica das empresas transnacionais que monopolizam sua produção e comercialização. Somos contra as leis de patentes e a privatização de nossas sementes.

É indispensável, para o desenvolvimento social e econômico do campo, retomar, ampliar e garantir os instrumentos de compra de todos os alimentos produzidos pela agricultura camponesa, para atender escolas, sistema de saúde, de segurança e universidades, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A educação é um direito fundamental de todas as pessoas e deve ser atendido no próprio lugar onde vivem, respeitando o conjunto de suas necessidades humanas, culturais e sociais. Necessitamos que todas as áreas de assentamentos e acampamentos tenham sua própria escola, com condições necessárias para o seu funcionamento.

Não aceitamos o fechamento de nenhuma escola do campo e exigimos a implementação de um programa massivo de erradicação do analfabetismo. Lutamos pela defesa, universalização, ampliação de recursos e o acesso efetivo ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), garantindo que jovens e adultos, que vivem no campo, possam avançar na escolarização.

O assentamento é nosso território de luta, produção, reprodução e garantia de nossa vida, lugar de defesa e construção de um modelo de agricultura, com a produção de alimentos saudáveis e acesso aos bens sociais e culturais. Para isso, é necessário assegurar condições dignas de vida às populações camponesas e urbanas, produzindo uma nova sociabilidade.

Exigimos políticas de proteção dos bens naturais, das águas e fontes, assegurando que todas as famílias camponesas tenham acesso à água potável e de qualidade, com saneamento básico. Repudiamos o processo de privatização da água.

Lutamos pela implementação de um programa de moradia popular no campo, que garanta o seu acesso de forma rápida e desburocratizada, eliminando o déficit atual de mais de 1 milhão de casas para a população camponesa.

Reivindicamos a ampliação e execução de um programa de agroindustrialização nas áreas de Reforma Agrária, a partir das cooperativas de trabalhadores e trabalhadoras, de forma desburocratizada.

É preciso assegurar o desenvolvimento de tecnologias apropriadas à realidade das comunidades camponesas com o desenvolvimento de programas de máquinas e equipamentos agrícolas.

É urgente a reorganização e fortalecimento do sistema público de Assistência Técnica e Extensão Rural, voltado e subordinado às necessidades e objetivos dos camponeses e das camponesas.

A ele deve somar-se um programa de crédito rural que contribua para a estruturação do conjunto de todas as unidades e sistemas produtivos, estimulando e fortalecendo o cooperativismo, a comercialização e a industrialização da produção.

Exigimos a garantia e ampliação dos direitos trabalhistas e previdenciários aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e assalariados rurais.

É necessário o compromisso de todos e de todas para a realização de uma ampla Reforma Política, que democratize as instituições e possibilite ao povo o direito de escolher seus representantes. E para isso exigimos a convocação de uma Assembleia Constituinte soberana e exclusiva, ainda em 2015.

São essas algumas das mudanças urgentes e necessárias, para melhorar as condições de vida e de renda no campo, que todos os governantes eleitos devem implementar. Reafirmamos nossa disposição em lutar, de forma permanente, em defesa e na construção da Reforma Agrária Popular e de uma sociedade socialista.”

Direção Nacional do MST

Comentário de PEDRO LUIZ DE FREITAS em 13 outubro 2014 às 10:59

Então colegas, ontem foi Dia do Engenheiro Agrônomo,

Difícil expressar o orgulho em ser chamado de “Doutor Engenheiro Agrônomo”. Para isso, recebemos uma formação holística que nos habilitou a entender e dominar o mundo da Agricultura, na sua definição mais ampla, que engloba a conservação e o uso racional dos reinos vegetal e animal, com aquele impacto na qualidade da água e do ar que somente nós conseguimos explicar.

Difícil é entender quando alguém que é ou pretende ser um gestor público insiste em dividir esse universo com o qual trabalhamos. O que é pequeno, familiar, grande, agricultor, produtor ou empresário rural senão aquele que dedica a sua vida à produção de alimentos, de fibras, de matérias-primas e, no final, de água e ar, puros e em abundância? Se é tudo um só uma coisa só, porque separar em ministérios, secretárias e políticas?

Nós sabemos o quanto a agricultura é importante, mas não precisamos de seis ministérios para provar isso. Sabemos que o produto de nosso trabalho é colocado em navios e vira celulares, computadores, carros e conforto, normalmente vindo da China. Sabemos que nos escapam alguns processos e acabamos permitindo que um insumos sejam utilizados em excesso para produzir exatamente o mesmo. Sabemos que muitas vezes estamos ausentes, privando os parceiros agricultores de conselhos e ensinamentos que evitariam um envenenamento, uma erosão, um prejuízo e até a falta de água nos reservatórios que impede o pessoal das cidades do seu banho de todos os dias. Sabemos tudo isso mas, sabemos também que, quando a nossa pátria amada precisar de nós, precisar do conhecimento da “agricolada”, estaremos aqui, prontos para servi-los, sem mancada.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 13 outubro 2014 às 3:22

Inúmeras vezes já bati nesta tecla que ao invés de lamentarmos devemos é valorizarmo-nos. A nossa profissão é maravilhosa.... E os que amam ela devem lutar por com todo fervor. Mas não é através da sectarização e sim através da participação mais intensa.

Atualmente não tenho mais participado ativamente das associações e órgãos de classe, por questões de ordem pessoal, mas como o colega Francisco disse... temos que nos fazer representar. Já fiz parte de conselhos municipais, regionais, comitês de bacia, associações diversas e muito mais. E digo que seja para discutir questões rurais e mesmo urbana a figura do Engenheiro Agrônomo é fundamental.

E um dos principais atrativos que vejo na nossa profissão é a visão integradora e holística, que nenhuma das profissões que vieram das divisões de nossas atribuições têm. 

Comentário de Francisco Lira em 12 outubro 2014 às 22:28

É verdade Gilberto.

Abraços

Comentário de Gilberto Fugimoto em 12 outubro 2014 às 22:21

Caro Francisco,

A gente só ama e considera aquilo que conhece.

Ficamos na expectativa de um maior diálogo e comunicação dos órgãos representativos da Agronomia.

abração

Comentário de Francisco Lira em 12 outubro 2014 às 22:14

Pois é meu caro Gilberto, com potencial igual a Rede Agronomia não existe, mas fazer o que?, rss

Comentário de Gilberto Fugimoto em 12 outubro 2014 às 21:53

Caro Francisco Lira,

Fico me perguntando que canais são esses que têm mais de 6.500 profissionais e estudantes reunidos.

Grande abraço

Comentário de Francisco Lira em 12 outubro 2014 às 21:16

Realmente compartilho em parte no pensamento do colega Kleber, vejo muitas Associações com intensa atividade de divulgação de suas atividades e ações de valorização da classe agronômica, já a CONFAEAB vejo muito pouco movimento pode ate ser que eu esteja errado, ou pode ser que  eles esteja divulgando eu outros canais. Abraços.

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