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Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Os meus respeitos e admiração aos protagonistas da Agricultura Familiar, sem esquecer os que labutam na Agricultura de Exportação. A eles devemos a nossa profissão.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 maio 2016 às 12:34

PÁTRIA EDUCADORA

Gilberto, longe de mim achar que a educação não é importante para o desenvolvimento pessoal e do Brasil. Acontece que ela tem um custo monetário que não é praticado em nosso país, seja por falta de recursos ou de visão de futuro. A maior enganação do slogan petista é o de Pátria Educadora.

Além disso, nem sempre a educação e capacitação são sinônimos de oportunidades e/ou de empregos remunerados. Há um preconceito terrível com a idade, classe social e cor da pele, entre outros fatores. Veja o meu caso. Trabalhava com Consultoria (em Engenharia Sanitária, Hidroagrícola e Ambiental) na empresa de um colega até 2 anos atrás mas, com o início da crise, perdi o emprego, que nem o meu bom currículo consegue recuperar.

Agora, imagine um agricultor e sua família, recém egresso (ou expulso) do campo, com a sua família. Analfabeto ou semialfabetizado; descapitalizado. Como reinseri-lo no mercado de trabalho ?

Um abraço.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 28 maio 2016 às 18:32

Ola José Luiz,

Gostei da sua linha de raciocínio e humildade diante de dilemas sociais, mas entendo que transformações sociais e da realidade de vida são coisas que ocorrem a partir da própria pessoa.

De fato, o contexto social são importantes para um ambiente de estímulos, mas não vejo mudança possível sem que o próprio envolvido seja seu principal agente. A edução é fundamental para mudança significativa.

Penso em mudança no sentido de desenvolvimento social, econômico, educacional, cultural. Agora, como vc disse, para tornar alguém feliz, acho que tantas outras questões estão envolvidas. E nisso, que talvez seja o fundamental, pouco importa o nível de formação, não é mesmo?

Grande abraço

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 maio 2016 às 16:44

VIVER NO CAMPO

No meu dicionário digital (*), campesino é um adjetivo com três significados: 1. Relativo ao campo; 2. Rústico; e 3. Rural. Ora, a maioria dos trabalhadores rurais (ainda) vive no campo e, portanto, é um campesino. Se isso for verdade, 2 dos 3 adjetivos estão explicados. O mais polêmico, ao meu ver, é o 2o. que tem a ver, quase sempre, com as condições sócio-econômicas do camponês, campesino ou agricultor rural.

A menos que a pessoa tenha verdadeira paixão no contato diário com a natureza, ao ponto de trocar o conforto da cidade pela vida no campo, devido à precariedade das nossas estradas e a concentração dos serviços essenciais (escola, saúde, lazer, trabalho remunerado e outros), numa certa fase produtiva da vida, irá preferir viver na cidade do que no campo. Daí o êxodo rural.

Assim, colega Gilberto, não sei se apenas a educação formal faria com que o agricultor rural encontrasse sentido e desse valor ao seu trabalho. Nós, que já temos essa educação, é que devemos valorizar o trabalho deles, melhorando o adjetivo que falta (rusticidade) para torná-lo mais feliz. Principalmente através da inovação tecnológica (lembra-se do pulverizador eletrostático que a Embrapa acaba de inventar ?) e de oportunidades empregatícias.

Não tenho formação em sociologia. São apenas elucubrações mentais.

 

(*)http://www.priberam.pt/dlpo/

Comentário de Gilberto Fugimoto em 27 maio 2016 às 17:40

Muito bom José Luiz,

Acho que o pequeno produtor com uma formação escolar consistente terá condições de adquirir informações para se reinventar e encontrar sentido e valor no seu trabalho!

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 26 maio 2016 às 16:01

Merecida homenagem ao Trabalhador Rural!!!

Sem eles e elas não existem segurança alimentar e nem sustentabilidade!!!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 maio 2016 às 17:13

NOVAS ATIVIDADES URBANO-RURAIS

O retrato atual da urbanização é o seguinte: de cada 10 brasileiros, 8 já saíram do campo e moram nas cidades; grande parte nas periferias, por falta de condições econômicas e políticas governamentais de inclusão.

Os que não evoluírem socialmente ou os que quiserem permanecer na lida com a terra, algumas alternativas podem ser pensadas. Vou relacionar algumas:

1 - Paisagismo, irrigação manual e poda nas áreas verdes, como funcionários da Prefeitura: praças, árvores nas calçadas, canteiros entre pistas, telhados verdes, campos de futebol, etc.

2 - Trabalhos comuns em viveiros de mudas de arborização urbana e de espécies arbóreas para o programa de reflorestamento das propriedades rurais mais próximas.

3 - Agentes de compostagem nas Usinas de Resíduos Sólidos Urbanos, para gerar substrato para os saquinhos de muda dos viveiros citados no item anterior.

4 - Capacitação como guias de turismo ecológico em escolas públicas e hotéis, nas atividades como birdwatching (observação de pássaros), guias em fazendas antigas (campo) e outras.

5 - Capacitação como identificadores de plantas e fitoterápicos, germinação de sementes florestais, polinizadores manuais e auxiliares na implantação de obras de saneamento rural.

6 - Artesanato; floricultura; permacultura; agricultura orgânica; e criação de peixes, em caixas de água alimentadas pela chuva.

7 - Hortas medicinais e manutenção de telhados verdes.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 maio 2016 às 15:33

URBANIZAÇÃO NO BRASIL

O processo de urbanização no Brasil teve início no século XX, a partir do processo de industrialização, que funcionou como um dos principais fatores para o deslocamento da população da área rural em direção a área urbana. Esse deslocamento, também chamado de êxodo rural, provocou a mudança de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial. Atualmente, mais de 80% (é hoje de 85% e será de 90% em 2020) da população brasileira vive em áreas urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos países desenvolvidos. (*)

Outro fator da urbanização é a tecnologia. A colheita mecanizada da cana de açúcar, do café e de outras culturas, p.ex., dispensou centenas de trabalhadores rurais.

Por outro lado (como mostrou o Globo Rural na TV um domingo desses), há propriedades rurais em Santa Catarina (e outros estados) em que, pelo menos um membro da família tem de se sacrificar para que o negócio rural não morra.

(*)http://educacao.globo.com/geografia/assunto/urbanizacao/urbanizacao...

Comentário de ANDERSON SPINOLA SANTOS em 25 maio 2016 às 11:50

A figura do legítimo trabalhador rural está a cada dia desaparecendo na grande maioria dos municípios da Bahia,os filhos dos trabalhadores acabam saindo do campo para estudarem nos grandes centros e não retornam mais....essa transferência de conhecimentos não está mais sendo repassado de pai para filho e acaba comprometendo a a disponibilidade desses profissionais no campo.Políticas públicas tem que ser desenvolvida de forma criteriosa para que esses jovens sejam estimulados a ficarem no campo,evitando a grande lástima do êxodo rural.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 25 maio 2016 às 10:25

Muito bom José Luiz,

Em razão disso, postei um debate sobre trabalho rural:

Trabalhador Rural

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