Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do Couto

jviana@openlink.com.br

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(Saúde Mental, revista Proteção, Jaqueline Batista, dez2011, pág. 68)

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Neste artigo da Psicóloga, Dra. e Professora Jaqueline da UFPB sobre a Síndrome de Burnout, doença profissional comum em docentes (além de médicos, policiais, bombeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros), na parte de CONFORTO AMBIENTAL da sala de aula, que está predominantemente ligado às variáveis ruído, temperatura e iluminação presentes nas escolas, foi dito que o ideal é:

a)    TEMPERATURAS: 20oC a 23oC (Norma NR 17 – Ergonomia);

b)   RUIDO: 40 e 50 dB (Norma NBR 10152/ABNT); e

c)    ILUMINAÇÃO: 200 e 500 lux (NBR 57 e NB 91).

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Aproveitamos o gancho para mostrar uma Figura baixada e traduzida de um site estrangeiro, mostrando como o som da voz do Professor (linha vermelha) vai se extinguindo com a distância do último aluno. O número negativo a partir da quarta fila de carteiras (menos 3 decibéis), significa que esse aluno já não escuta bem o que o professor está falando; à menos que ele aumente o tom de voz.

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ACÚSTICA ARQUITETÔNICA

E por falar nesse assunto, informações preciosas são publicadas na minha página pessoal (www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/voz5.htm), onde coloco um link para uma página que calcula o Índice de Reverberação em sala de aula.

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E já que estamos com a mão na massa, não custa relembrar que há uma regrinha de construção dizendo que as aberturas laterais (nas paredes) de iluminação/ventilação devem ter, pelo menos, 1/6 da área do piso. Assim, uma sala para 35 alunos terá uma área de 35 x 1,5 m2 =  52,5 m2 ou  52,5 m2 ÷ 6 = 8,7 m2 de janelas ou clarabóias para iluminação.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 dezembro 2011 às 6:52

Gilberto,

É verdade; nem parece que os CIEPs foram concebidos por um arquiteto famoso: bonito por fora mas inoperante por dentro. O que me admira é o fato de, como provei matematicamente na minha página, ser tão simples diagnosticar os problemas de Acústica e reverberação de uma sala de aula, mas ninguém "move uma palha" para tentar resolvê-los. Os próprios Professores, que são os maiores prejudicados, deveriam --- juntos com seus alunos --- fazerem um estudo simples (praticamente basta uma trena) e apresentar os resultados, com as suas reivindicações à Direção da Escola.

Um abraço.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 29 dezembro 2011 às 19:50

Caro José Luiz,

Essa questão de acústica na sala de aula me remete ao projeto do CIEP.

Sempre me incomodou as salas de aula daqueles prédios.

Para quem não é do Rio, o projeto arquitetonico do CIEP desenvolveu salas vazadas; apenas uma meia-parede isola a sala de um corredor comum.

O resultado numa escola em funcionamento é o compartilhamento de um barulho constante de crianças de várias turmas interferindo em todas as salas.

Num ambiente como esse representa o fim das cordas vocais dos professores.

Grande lembrança

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