Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

(Revista Globo Rural, ano 33, No.394, pág.46, Agosto de 2018)

A consultoria PwC estima que 40% das aeronaves não tripuladas no Brasil são usadas em atividades ligadas ao agronegócio. O faturamento estimado do setor em 2017 foi de R$ 300 milhões, com previsão de crescimento de 30% para 2018.

Há estimativas de que o Brasil se tornará, em dois anos, o terceiro maior mercado mundial de drones na agricultura. Os primeiros colocados hoje são Estados Unidos, Europa, Canadá e Argentina. Estima-se que haja 120 mil drones em operação no Brasil, hoje.

Principais usos no agro: pulverização, monitoramento, adubação de precisão, manejo de plantas daninhas, aplicação de insumos, eliminação de falhas no plantio e outros.

Além do agronegócio, outras atividades que vêm se utilizando da nova tecnologia são empresas de inspeção de obras, segurança, filmagens e fotografias profissionais, monitoramento e mapeamento, entre outras. E por falar em mapas, eu fiz o curso online grátis do Ministério do Meio Ambiente sobre o uso do Cadastro Ambiental Rural - CAR e, na hora de delimitar as áreas em fazendas pequenas, a maior dificuldade era com a (não tão) baixa resolução da imagem de satélite (RapidEye: 5 m de resolução) usada na operação. Na ocasião, o levantamento da área com drones seria a solução ideal.

Procuram-se profissionais que somem conhecimento de geotecnologias, desenvolvimento de software associado à Agronomia, Engenharia Florestal, meio ambiente e afins. Enquanto um topógrafo realiza o seu trabalho em cerca de 10 hectares por dia, com o método de medição antigo, um drone cobre 500 hectares no mesmo período, resultando num projeto digital muito preciso.

As tentativas anteriores de decolagem com drones que eu já fiz desta plataforma, foram as seguintes:

1) EMBARQUE NESSA PLATAFORMA - dia 24/01/2018, com 224 exibições:

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/embarque-nessa-plataforma

2) PLANEJAMENTO DE VÔO COM DRONE - dia 01/11/2017, com 249 exibições:

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/planejamento-de-voo-com-drone

3) VAMOS ATRÁS DE NOVAS TAREFAS ? VANT - dia 01/07/2015, com 72 exibições:

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/vamos-atr-s-de-novas-tarefas.

Somando as exibições dos meus três posts sobre vants nesses três anos que venho batendo nessa tecla, resultam 545 visitas (contando com as minhas) que divididas pelos membros da rede (8.100) resultam em menos de 7% de interessados no assunto. Uma pena.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 outubro 2018 às 16:54

USO DE VANTs NO SANEAMENTO

As empresas que utilizam drones para fins agrícolas têm a sua atuação limitada às zonas rurais e esquecem de explorar um filão promissor, que é o do Saneamento Básico (água, esgoto, lixo e macrodrenagem). Lendo o trabalho abaixo, fiz um resumo da parte hidráulica, deixando para os experts a feitura do mosaico para os cálculos que se seguem.

Boa parte deste texto foi transcrito do TCC de André Venturini (IMAGENS DE VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS APLICADOS PARA DIMENSIONAMENTO DE REDES DE MICRODRENAGEM PLUVIAL), publicado em 2015 na Universidade Federal de Santa Maria - RS.

O VANT é uma excelente ferramenta de obtenção de imagens de alta resolução, baixo custo e alta resolução temporal. Essas características têm popularizado seu uso, fazendo com que ele seja empregado nas mais variadas aplicações. Notavelmente, a sua principal utilização é a atualização e confecção de mapas. Através das imagens aéreas, é possível determinar curvas de nível, gerar um modelo digital de superfície (DSM) e realizar cálculos volumétricos. Diferente do MDS o MDT é a real representação do terreno, ele não contempla os objetos acima do solo.

Ferramentas

O MDT e o MDS são fundamentais para projetos relacionados a cartografia tridimensional, análises de corte-aterro para projeto de estradas e barragens, apoio aos projetos de drenagens, elaboração de mapas de declividade e exposição para apoio a análise de geomorfologia e erodibilidade; base para projetos realizados em Sistemas de informações Geográficos (SIG´s) na geração de mapas de declividade e afins.

O uso de imagens aéreas ou orbitais tem auxiliado a agricultura de precisão com resultados relevantes. Informações obtidas através dessa ciência têm sido utilizadas no mapeamento de culturas, pragas, doenças, cadastro rural e solos. Com suas imagens orbitais ainda é possível identificar espécies vegetais, calcular área foliar, biomassa, cobertura do solo, quantificar nitrogênio, clorofila, água, deficiência nutricional, etc. (GALVÃO, 2014).

A Figura abaixo mostra uma simulação dos cálculos hidráulicos.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 setembro 2018 às 19:19

DRONE RUSSO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 27 agosto 2018 às 17:43

OUTRAS APLICAÇÕES (dos drones) NA AGRICULTURA

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