Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Ao acessar o meu Facebook hoje, deparei-me com um texto que publiquei lá exatamente um ano atrás, com base em um artigo de O Globo, falando sobre o RETRATO DA EDUCAÇÃO RURAL NO BRASIL. Ocorreu-me então de complementá-lo com o aí de baixo.

TREZE QUESTÕES DECISIVAS PARA A EDUCAÇÃO
(O mesmo jornal, hoje, 28.4.15, Ministro Mangabeira Unger)

1 - Redistribuir recursos dos lugares mais ricos para os mais pobres.
2 - Cada Município deve atingir patamar mínio de qualidade no ensino.
3 - Subordinar o foco em conteúdos, interpretar textos e raciocínio lógico.
4 - No desenho do currículo, preferir a profundidade à abrangência.
5 - Organizar o ensino na base de práticas de cooperação.
6 - Estudantes devem adquirir a autodisciplina que a educação requer.
7 - Dar oportunidades especiais a alunos com maior dificuldade.
8 - Oportunidades e incentivos aos professores para qualificar-se.
9 - Exigir padrões de desempenho das escolas de formação dos mestres.
10 - Propor aos estados diretrizes de carreira nacional de professor.
11 - Cada diretor de escola deve ser preparado para a sua tarefa.
12 - Usar tecnologias contemporâneas para enriquecer o ensino.
13 - Substituir a uniformidade desorganizada por diversidade organizada.

OBS.: Esse Ministro é polêmico, pois chegou a sugerir anos atrás que se construísse um imenso aqueduto para trazer água da Amazônia. Uma faceta dele que me agrada é a sua base filosófica, ou seja, devemos pensar antes de agir.

E você, colega, o que acha da nossa educação rural ?

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 julho 2018 às 17:11

"Temos escolas do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI"

Prof. Pedro Miguel Costa, O Globo, Página 2, Conte algo que não sei, dia 02/07/2018.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 15 maio 2015 às 9:03

COMPLEXO DE VIRA-LATAS

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/blogueiro-de-londres-...

(Transplantado do meu Facebook)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 13 maio 2015 às 11:33

[A] PÁTRIA EDUCADORA [do PT]

Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 4 maio 2015 às 11:02

Olá, José Luiz,

Ótima mensagem.

As palavras de Alexandre Garcia mostram bem que no Brasil as coisas e os valores sempre foram tratados de forma invertida.

Grande abraço.

Eliezer

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 maio 2015 às 8:50

Pense nisso.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 maio 2015 às 16:37

Olá, Eliezer,

Tem razão. Se nas cidades, os professores não têm o preparo (Licenciatura) adequado, imagine no meio rural onde, muitas vezes, nem titulação eles têm. Mas o descaso é generalizado: ensino básico, médio e superior.

Comentário de Eliezer Furtado de Carvalho em 2 maio 2015 às 12:53

Olá, José Luiz,

Creio que o tema da educação seja um dos mais importantes para o Brasil. Mas, vejo que o descaso com que essa área tem sido tratada em nosso país é muito mais grave quando se trata de ensino fundamental no meio rural, tomando como base o exemplo de Goiás. Isso porque o modelo de ensino nas escolas rurais é o mesmo das cidades, deixando os alunos sem os elos de ligação com a realidade em que vivem, elos esses que são de decisiva importância para os objetivos de desenvolvimento do meio rural. Esse fato é mais uma prova de que no Brasil não existe política de desenvolvimento rural. O Ministério da Agricultura representa um mero "apêndice" do sistema político-econômico.    

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 2 maio 2015 às 0:08

Na verdade este material foi divulgado, porém mais com o enfoque no ensino superior, pois em 1997, quando foram realizada a revisão do currículo básico da agronomia, o responsável pela FAO, Polan Lacki, esteve no Brasil participando de debates. Inclusive com o professor Valdo Cavalet, e foi interessante pois os dois eram de geração diferentes da escola de agronomia de Curitiba.

Agora o interessante é vc falar que deu aula na Lica da Rural. Pois eu sou engenheiro agrônomo e formado em LICA pela ESALQ. Porém, antes de fazer agronomia fiz técnico em agropecuária e tive aulas com professores formados em LICA na Rural e hoje na escola que dou aulas no interior de São Paulo, tenho um colega que também é formado em LICA na Rural.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 maio 2015 às 9:10

Eduardo,

Muito interessante essa sua informação de que os 13 pontos levantados pelo Ministro Unger, já constavam de documentos da FAO na década de 90. Por que, então, não o divulgaram aqui no Brasil ? Também me aposentei pelo MEC, como Professor da UFRRJ, em 2000. E na Rural, eu adorava dar aulas para a Licenciatura em Ciências Agrícolas - LICA, onde os alunos eram muito interessados e nos estimulavam para inovar.

Eu também acho que 'temos muitos caciques (Engenheiros Agrônomos) para poucos índios (Técnicos Agrícolas)' em nossa profissão. Na década de 70, conheci um Técnico numa empresa de Consultoria em Recursos Hídricos, onde eu trabalhava, que era até consultado por Engenheiros Civis da casa, tal a sua competência.

Grato por participar do debate.

Um abraço fraterno neste Dia do Trabalho.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 1 maio 2015 às 1:22

O tema Educação me interessa e muito, pois além de agrônomo também sou professor.

O interessante é que estas proposições do ministro Unger, encontram ressonância em vários documentos elaborados pelo Escritório da FAO para América Latina, durante a gestão do colega engenheiro agrônomo Polan Lacki. Num destes documentos, denominado "A escola rural deve formar solucionadores de problemas", discute exatamente os 13 pontos propostos. Curiosamente este documento é dos anos 90.

E acrescento que temos que investir muito em educação, não somente básica, mas técnica também. E somente para pensar... atualmente no estado de São Paulo, formam quase 6 vezes mais engenheiros agrônomos do que técnicos agrícolas por ano. (+ou- 3.000 / 500, respectivamente)

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