Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Empreendedorismo e Cooperação na Agronomia

O que fazer depois de formado?

Recentemente fui convidado a dar uma palestra na Semana de Agronomia da Universidade Rural do RJ. Aproveitei a excelente ocasião para refletir com os estudantes sobre a importância das Associações de Engenheiros Agrônomos e seu papel de defesa e valorização da categoria. 

Além disso apresentei novas formas de organização como Redes Sociais enquanto estruturas de Cooperação. São conceitos que podem fomentar algo tão necessário quanto raro na Agronomia: o Empreendedorismo. Novos paradigmas, proporcionam soluções inovadoras como a formação de Redes de Empreendedores: grupos de pessoas em torno de valores, projetos ou objetivos comuns.

Você sabe no que vai trabalhar depois de formado?

Diante do alto nível de desemprego e abandono da profissão por recém formados é surpreendente a falta de iniciativas criativas para reverter ou contornar este quadro de desvalorização.

Afinal, como desenvolver projetos cooperativos de empreendedorismo? Aos recém formados (e até aqueles com experiência) faltam segurança e capacidade administrativa para encarar um negócio próprio. Então por que não organizar Redes de Cooperação que promovam a inteligência coletiva compartilhando riscos, habilidades, conhecimentos e recursos?

Temos ainda alto potencial a ser explorado. Há terras e propriedades a procura de assistência técnica. O Crédito Rural é o mais barato do Brasil e há jovens profissionais sem ter onde nem como aplicar os conhecimentos adquiridos. Como não reunir esses elementos?

Dos cursos de nível superior, a Agronomia é uma das carreiras que mais tem condições potenciais para empreender seu próprio negócio. É preciso que as Escolas de Agronomia ajudem a pensar o destino de seus formandos para que não sejam perdidos os melhores 5 anos de suas vidas acadêmicas.

Exibições: 1441

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de Luis Roberto Ayusso em 3 novembro 2016 às 15:38

Ótimo.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 23 outubro 2016 às 12:40

Caro amigo Francisco,

É isso mesmo, vale o alerta: as oportunidades de conseguir "uma repartição pública" estão cada vez mais reduzidas. Precisamos de saídas criativas que tragam retorno à sociedade todo o tempo e recursos gastos na formação profissional dos Engenheiros Agrônomos.

abração

Comentário de Francisco Lira em 23 outubro 2016 às 11:14

Quando fiz minha faculdade o sonho sempre foi empreender na profissão. Eu via a turma do sul do país abrindo as fronteiras do sul do Piaui, comprado terra a preços literalmente ao custo de uma cerveja o hectare e trabalhando duro para produzir onde a elite do Piauí esnobava sonhando com seus filhos médicos ou advogados.

Nas faculdades existe uma barreira triste onde reina o pensamento de uma leva doutores sem experiência  profissional e a tradição em boa parte para forma pesquisadores e docentes ou a ir para uma repartição pulica qualquer. Digo que pela minha vivencia o melhor profissional é aquele formado para empreender e o que vier com essa base é um tremendo lucro a sociedade e aos sonhos dessa massa gigantes de estudantes de Agronomia.

Comentário de Gilberto Fugimoto em 23 outubro 2016 às 10:13

João e colegas,

Se a sua proposta é fomentar o empreendedorismo não espere grande adesão inicial. O efeito demonstrativo, valido na extensão, também se aplica a nós mesmos. A dinâmica vai se alimentando das iniciativas exitosas.

Trocando ideias, penso que orientações sobre Plano de Negócios, Modelo Canvas, técnicas de gestão são muito úteis.

Grato ainda pelos comentários dos amigos Sivaldo e Leonel.

abração

Comentário de joao mendes rodrigues em 22 outubro 2016 às 21:44

Bom! Apesar dos meus anos de experiência, tive o privilegio novamente de entrar em uma Universidade Federal e junto dos jovens desta universidade, percebo quantos sonhos desses jovens, muitos ainda sonham com concurso como o senhor Sivaldo Vasconcelos relatou, mas outros por ser uma região promissora ainda pensam em ficar milionário com o curso de graduação. Pois muitos pensam em conseguir vagas nestas grandes multinacionais e ficar ricos, mas não sabendo eles que para isso: na atual conjuntura do nosso país se torna inviável. Então lancei essa ideia na universidade, para juntos formarmos empresas tipo cooperativas junto da incubadora da universidade. Mas os jovens; sabem como são muitos rechaçam então meus planos estão tipo assim frenados, mas so esperando uma oportunidade para implementar este modelo de cooperados, pois vejo a melhor saída para os jovens recém formados. Me incluo também na contextualização do projeto.

Comentário de sivaldo vasconcelos em 22 outubro 2016 às 17:17

Brilhante idéia, colega Gilberto.

No meu tempo (45 anos de formado) a maioria de nós pensava (e fazia) concurso público, como foi o meu caso. Hoje a situação é outra: Os concursos públicos estão em fase de extinção e assim mesmo com grande procura e salários baixos (além daquelas conhecidíssimas mutretas), ao passo que o setor privado exige cumprimento de desgastantes metas.

O empreendorismo é realmente uma solução bem interessante. Vamos divulgar e discutir essa idéia? 

Saudações agronômicas!

Sivaldo

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 22 outubro 2016 às 16:19

Concordo com você meu amigo Gilberto.

A cada ano que passa vemos a economia brasileira dar resultados positivos somente no setor da produção de alimentos, madeira e biocombustíveis.

A economia verde brevemente será uma realidade e puxará a economia azul que também demandará os profissionais da Agronomia.

Então empreender em projetos cooperativos é uma grande saída onde se dividi os riscos e multiplicasse os resultados.

Juntos (mãos à obra) porque poderemos fazer mais e melhor!

© 2020   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço