Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

ENGENHARIA AGRONOMIA OU AGRONOMIA - até 31 de julho

Colegas,
O PRAZO PARA AS INSERÇÕES DE ALTERAÇÕES SOBRE A DENOMINAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA AGRONÔMICA PARA AGRONOMIA APENAS É ATÉ AMANHÃ, SEXTA-FERIA, 31 DE JULHO DE 2009.
SUGESTÃO DE INSERÇÃO É APRESENTADA NO FINAL DESTA MENSAGEM.
AS INSERÇÕES SÃO APRESENTADAS DEVERÃO SER REALIZADAS NO SITE ABAIXO:
http://portal.mec.gov.br/formularios/sistema_integrado/index.php/contribuicoes-referenciais-nacionais

JUSTIFICATIVA
A proposta do MEC de padronização nas denominações dos cursos tem seu mérito prejudicado pela impropriedade de encaminhar caráter altamente redutivo na formação do profissional egresso do curso de Agronomia. Além deste fato, a proposta enviada pelo MEC comete falha de não cumprir dispositivos legais que a própria proposta cita como legislação pertinente.
De qualquer forma, qualquer que seja o seu posicionamento, acreditamos que discutir nomenclatura ou denominação da profissão, o principal, que é a proliferação de cursos de engenharia agronômica (a maioria, com certeza, de agronomia) é deixada em segundo plano. Com algumas excessões (como a ESALQ/USP, a UFRRJ, entre outras) várias Universidades oferecem curso de Agronomia (UFV, UFLA, UFRB/Cruz das Almas, UFRPE, e muitas outras).
O mesmo acontece com o currículo dos cursos superiores e a criação e reconhecimento de uma série de cursos e profissões desmembrados da Engenharia Agronômica (Zootecnia, Eng. Agrícola, Eng. Alimentos, e muitas outras, incluindo os cursos de Ecologia e alguns temas da biologia) e que excluem da formação de Engenheiro Agrônomo a visão holística cada vez mais necessária para o desenvolvimento da sociedade, como expões Fritjof Capra.
Tenha orgulho de ser Engenheiro Agrônomo !
Você é um Engenheiro Agrônomo, com conhecimentos amplos e bem fundamentados, sabendo tratar dos recursos hídricos, indo da microbiologia aos cálculos hidráulicos, das relações hídricas com os solos, as plantas, os animais e todo o meio ambiente, perseguindo-se as explorações agrosilvipastoris em harmonia com o meio ambiente, sabe tratar dos equipamentos agrícolas para lograr racionais sistemas de explorações agrícolas com base no Plantio Direto, sabe sintonizar-se em todas as cadeias produtivas e comerciais. Vai da nanotecnologia às mais variadas simulações, utilizando-se do que há de disponível.
Enfim, você teve uma formação holística para entender o mundo da AGRICULTURA, que engloba as explorações dos reinos vegetal e animal.
Dentro da engenharia agronômica é preciso acomodar todos. Veja como é trabalhada a engenharia, a medicina, a advocacia, todos estão defendendo seus interesses em conjunto, independente de especializações. Nada de separar profissionalmente o oftalmologista do ortopedista. Eles sabem da importância desse “guarda chuvas”.

Contribuíram para esta exposição:
Davi Guilherme Gaspar Ruas – CCA/UFSCAR
Heloisa Mattana Saturnino – Epamig
Helvecio Mattana Saturnino – ABID
Ingbert Döwich – Presidente da APDC e Vice-Presidente da FEBRAPDP, Luis Eduardo Magalhães, BA
Luis Freire – UFRRJ e Conselheiro do CREA-RJ
Maurício Carvalho de Oliveira – MAPA/DAC

DENOMINAÇÃO DO CURSO
A denominação única seja de ENGENHARIA AGRONÔMICA, ao invés de Agronomia. E o profissional seja denominado Engenheiro Agrônomo conforme o Decreto- lei nº 9585 de 1946, ainda em vigor. Pois o profissional recebe em sua formação, conteúdos significativos da área de Engenharia, como por exemplo: Construções Rurais, Irrigação e Drenagem, Mecanização, Estradas Rurais, etc.
É primordial adequar os itens citados na proposta para os temas que devem ser abordados na formação do egresso do curso de Agronomia. Os termos que devem ser abordados na formação dos egressos de Agronomia precisam estar em sintonia com as novas exigências da sociedade brasileira, com os tratados internacionais (inclusive no âmbito da Comissão de Integração de Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Geologia e Engenharia para o Mercosul-CIAM), com o Decreto-Lei 23.196, de 1933, com o Decreto-Lei 23.569, de 1933; com o Decreto Lei 9585, de 1946, com a Lei 5.194, de 1966, com a Resolução CONFEA 1.010, de 2005 e, com as próprias Diretrizes Curriculares para os cursos de Agronomia estabelecidas pela Resolução CNE/CES 1/2006.
PERFIL DO EGRESSO
O Engenheiro Agrônomo é um profissional de formação generalista que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: projetar, coordenar, analisar, fiscalizar, assessorar, supervisionar e especificar técnica e economicamente projetos agroindustriais e do agronegócio, realizar vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos, laudos, pareceres técnicos, promover a conservação e/ou recuperação da qualidade do solo, do ar e da água, atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário e na gestão de políticas setoriais; produzir, conservar e comercializar alimentos, fibras e produtos agropecuários; participar e atuar em todos os segmentos das cadeias produtivas; exercer atividades de docência, pesquisa e extensão.
TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO.
Atendidos os conteúdos do núcleo básico, os conteúdos profissionalizantes do curso são: Agrometeorologia e Climatologia; Avaliação e Perícias; Manejo e Conservação dos Solos; Biotecnologia, Fisiologia Vegetal e Animal; Cartografia, Geoprocessamento e Georeferenciamento; Comunicação, Ética, Legislação, Extensão e Sociologia Rural; Construções Rurais, Paisagismo, Floricultura, Parques e Jardins; Tecnologia de Produtos Vegetais e Animais; Defesa Sanitária Vegetal; Economia, Administração Agroindustrial, Política e Desenvolvimento Rural; Energia, Máquinas, Mecanização Agrícola e Logística; Genética de Melhoramento, Manejo e Produção Florestal; Zootecnia e Fitotecnia; Gestão Empresarial, Marketing e Agronegócio; Hidráulica, Hidrologia, Manejo de Bacias Hidrográficas.
ÁREAS DE ATUAÇÃO.
O Engenheiro Agrônomo é habilitado para trabalhar em empresas que atuam no âmbito da Agronomia, projetando, coordenando, supervisionando, implantando projetos de produção e de comercialização agropecuária, produção de insumos, gestão ambiental e gestão do agronegócio; realiza consultorias para empresas e para proprietários rurais, e gerencia o próprio negócio; na defesa sanitária, na perícia e na fiscalização de postos, de aeroportos e de fronteiras; no controle de pragas e vetores em ambientes rurais e urbanos; na extensão, como agente de desenvolvimento rural, como docente e como pesquisador.

INFRAESTRUTURA RECOMENDADA

Laboratório de Solos e Nutrição de Plantas; Laboratório de Biologia e Microbiologia; Laboratório de Biologia Molecular; Laboratório de Sementes; Laboratório de Micropropagação; Laboratório de Entomologia; Laboratório de Irrigação e Drenagem; Laboratório de Informática; Laboratório de Cultura de Tecidos; Laboratório de Fitopatologia; Laboratório de Alimentos; Laboratório de Fisiologia Vegetal; Laboratório de Topografia, Laboratório de Nutrição Animal; Laboratório de Produtos Florestais; Equipamentos; Máquinas e Implementos Agrícolas; Equipamentos e Aparelhos de Climatologia e Agrometeorologia; Campo Experimental; Casa de Vegetação.

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Comentário de Inês Germano em 31 julho 2009 às 18:39
Prezados Colegas,
Colamos grau como Engenheiro Agrônomo, pois cursamos as cadeiras necessárias para usar o título de Engenheiro e assim o somos, no meio rural.
Além disso, o título de Engenheiro amplia nosso campo de atuação e nos garante o salário mínimo profissional preconizado por um sindicato representativo em nossa sociedade.
No caso específico da Prefeitura do Rio, onde entrei por concurso público para o cargo de Engenheiro Agrônomo, temos um plano de ascensão salarial para a categoria dos Engenheiros e este plano nos inclui.
Há órgãos no Governo Federal que promovem concurso para o cargo de Engenheiro, o que também nos contempla.
Por estas razões e por tantas outras apresentadas acima pelos colegas, não podemos aceitar a absurda proposição do MEC.
Comentário de Luís Antônio Siqueira de Azevedo em 31 julho 2009 às 17:00
Prezados Colegas Engenheiros Agrônomos,

Não podemos abrir mão do título que conquistamos com tanto esforço e dedicação ao longo desses anos de luta.A Agronomia é um campo de estudo desafiador, pois inclui ciências de diferentes naturezas,vasta,ampla ,pois engloba várias áreas do conhecimento.Sou Engenheiro Agrônomo há 31 anos e faria tudo de novo.
Comentário de Luis Adelino Martins Thome em 31 julho 2009 às 14:29
O titulo de engenheiro amplia o campo para nós, como no meu caso que trabalho na Engenharia da Defesa Civil do Rio.
Em primeiro lugar claro, a Agronomia, mas não devemos abrir mão de sermos tb engenheiros.
Comentário de joao joaquim avila de oliveira em 31 julho 2009 às 13:27
Nao devemos abrir mao da denominaçao de eng Agronomo.Nosso historico contempla as varias disciplinas de engenharia.Este tipo de discusao deveria contmplar os foruns adequados e nao ser tratado da forma que esta sendo feita.Este curso tem toda uma historia e é ministrado em varias e conceituadas universidades federais do pais.
Portanto o titulo de nossa profissao deve ser mantido.Isto é uma luta de todos nós.Joao joaquim ávila
Comentário de Sergio Roberto Martins em 31 julho 2009 às 13:26
Substituir a titulalção de Engenheiro Agrônomo para a de Agrônomo não é simplesmente uma questão corporativa de reserva de mercado. É uma questão que inclui competências e atribuições com sérias implicações individuais e coletivas, e especialmente os efeitos e consequências desta simplificação para a sociedade. Os conteúdos dos nossos cursos conexos à engenharia confere à nossa formação elementos que nos permitem atuar de forma mais qualificada para a construção de um mundo melhor, e podermos interagir e dialogar - de fato e de direito - com as demais engenharias e as outras tantas áreas de conhecimento. As grandes questões do presente, que estreitam as relaçãos entre o "local" e o "global",provocadas pelas novas demandas da sociedade e pelos novos conhecimentos que surgem e se avolumam a cada dia, nos indicam na necessidade de ampiiar horizonres e não de estreitá-los. Neste sentido como Engenheiros Agrônomos jamais deixaremos de exercitar a Agronomia e atendermos à sociedade na produção de alimentos. Já o inverso, me parece que é reduzir nossas potencialidades para a construção de um mundo melhor.
Comentário de José Leonel C D Rocha Lima em 31 julho 2009 às 13:19
Prezados Engenheiros Agrônomos sou da opinião que não devemos abrir mão do título de Engenheiro Agrônomo.
A denominação do curso, o perfil do egresso, os temas abordados na formação, as áreas de atuação e a infraestrutura recomendada deve ser levada em consideração e é suficiente para defender no nosso direito de manter o título de Engenheiro Agrônomo que tanto nos enobrece.
O Brasil tem a agricultura tropical mais desenvolvida do mundo e o Engenheiro Agrônomo é um dos profissionais responsáveis por esse sucesso.
O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e o Engenheiro Agrônomo é um dos profissionais responsáveis que atuam em todos os elos da cadeia de produção.
O Brasil é o País que tem o maior potencial produtor de alimentos do mundo e o Engenheiro Agrônomo será um dos profissionais que estará envolvido nesse desafio.
Não podemos permitir a mudança do nosso título e temos que exigir respeito.
A luta continua!!!
Comentário de Eduardo Henrique Rode em 31 julho 2009 às 12:10
Prezados Colegas:

Não devemos abrir mão do título engenheiro agrônomo. Nós somos designados como engenheiros em vários países do mundo. Pensemos no tema central da próxima WEC ( World Engineers Convencion) : Engineers Power the Wold. Somos mais fortes como engenheiros !!
Comentário de Margaret Kalid em 31 julho 2009 às 11:46
A Engenharia Agrônomica, me preparou para uma visão holística, o que me ajudou muito durante minha experiência profissional.Obter as matérias pertinentes ao departamento de matemática, física, humanas e tecnologica, me proporcionou base para entendimentos e ações em diversas áreas, como construção, fiscalização, e principalmente na área:adequação das propriedades rurais, assentamento rural envolvendo questões agrárias e muitos outro assuntos. Sempre discuto com meus companheiros de profissão sobre a importância da profissão. No decorrer dos anos está foi muito pulverizada, perdemos para arquitetos, florestais, licenciatura. Acredito em um profissional pleno, sem perdas. Por quê só nós perdemos? Vamos lutar para que não acha mais perdas. O país não tem tanta oferta de emprego como parece para tantos profissionais que estão se multiplicando, eu como Engenheira não posso concordar com mais uma perda. Peço, união. Devemos discutir e nos unir para que nada mais se modifique. Abraços.
Comentário de Artur Melo em 31 julho 2009 às 11:37
Colamos grau como Eng Agrônomo, pois fizemos as cadeiras necessárias para usar o título de Engenheiro, no ciclo básico.
O MEC deveria levar em conta isso!
Comentário de Ramon Victorino em 30 julho 2009 às 23:34
Sou graduando de Engenharia Agronomica na UFRRJ -
Como o texto acima tenho muito orgulho de estudar na UFRRJ e ser um futuro Engenheiro Agronomo.Acho que o nome não pode ser apenas Agronomia ou Agronomo ,afinal como o mesmo texto fala somos projetistas , somos capazes de criar,elaborar e comandar diversos topicos dentro da nossa área.Temos toda a base da engenharia em nosso currículo na graduação.(Calculo I e II , Fisica I e II , sem contar nas Quimicas e Irrigação),Convem ser chamado de Engenharia Agronomica,afinal este é o certo...!

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