Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engenheiros agrônomos: o futuro chegou

 
As atividades agrícolas e pecuárias estão submetidas a duas poderosas macro-tendências mundiais, que premiarão os agricultores eficientes  e castigarão os ineficientes.  A primeira macro-tendência é a globalização dos mercados acompanhada dos tratados de livre comercio, os quais significam que os nossos produtores rurais terão que competir, em escala, em custos e em qualidade, com os agricultores mais eficientes de qualquer país do mundo. A segunda é o neoliberalismo econômico o qual significa que os nossos governos reduzirão, ainda mais, os seus escassos apoios/estímulos aos agricultores e pecuaristas.
 
Ante esta situação  os agricultores realmente eficientes continuarão sobrevivendo economicamente porém esta nova realidade afetará severamente aquela  grande maioria dos nossos agricultores, que ainda produz com várias ineficiências. Esta grande maioria terá que adotar imediatas medidas para evitar, corrigir e/ou eliminar as suas ineficiências. Esta é a alternativa realista, viável e eficaz para sobreviver economicamente no agronegócio melhorando a produtividade, a administração das suas propriedades e a comercialização das suas colheitas.  
 
Felizmente, ao contrario do que afirmam muitos teóricos, a correção das mencionadas ineficiências depende muito mais de conhecimentos adequados que de recursos materiais e financeiros abundantes e de altas decisões políticas. Estes conhecimentos adequados e de baixo ou zero custo existem porém estão ociosos /subutilizados; porque a grande maioria dos produtores rurais não os aplica porque  não os conhece; e não os conhece porque o nosso disfuncional, anacrônico e obsoleto sistema de educação rural não está cumprindo com o seu dever de  difundi-los às crianças, jovens e adultos rurais.. Isto significa que as soluções para democratizar/universalizar as oportunidades de desenvolvimento rural não devem ser procuradas nos guichês dos bancos e sim nos bancos das escolas primarias/fundamentais rurais, nas agências dos serviços de extensão rural e nas faculdades de ciências agrarias. Porque, com raríssimas exceções, elas não estão cumprindo de maneira satisfatória as suas nobres funções educativas orientadas a "empoderar" os habitantes rurais  e transformá-los em eficientes protagonistas da solução dos seus problemas. 
 
Os colegas Engenheiros agrônomos que me manifestarem interesse em receber vários artigos, todos  gratuitos, que ampliam e fundamentam tecnicamente a eficacia destes insumos  intelectuais  agronômicos, terei muio prazer em remeter-lhes os mencionados textos, via e-mail.  Saudações  Polan Lacki de Curitiba Site  www.polanlacki.com.br  e Telefone ( (041) 3243 2366

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Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 27 julho 2016 às 12:29

Se ainda alguém está centrado nesta conversa, venho apenas ratificar que continuo lendo o s artigos, não na velocidade que gostaria, mas na que permite os afazeres e os 03 bebês lá em casa! (Por sinal, pra quem não tem medo de trabalho, indico não ter medo de criança. É muito bom, talvez o que falte para a formação das pessoas hoje - que crescem centradas no próprio umbigo e sem ver>> um criança). Achei muito pertinente o Artigo "A educação e o subdesenvolvimento rural: Jardins (...) Ensinar o exótico ou o ÚTIL e  APLICÁVEL?". Até breve, sDq!!!!

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 30 junho 2016 às 15:47

Boa tarde debatedores, Sr Mario, enfim consigo ver uma frase que reflete todo um pensamento:- "hoje é mais difícil construir a paz e a amizade do que a técnica". Mas não culpe o homem do campo, ele é assediado continuamente por aproveitadores, que já não consegue diferenciar o útil do inútil. Agora os valores que perde por tal inoperância, ... acredite representa no mínimo o dobro de que arrecada. É parecido com nossos impostos!..

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 27 junho 2016 às 15:22

ao comentário anterior adiciono apenas um desabafo vindo do além... na cidade de...

(...) cidade que sofre com a falta de honestidade de nossas lideranças políticas. Estou conseguindo até desenvolver um bom trabalho mas a falta de unidade entre as famílias locais torna o trabalho árduo, hoje compreendo que é muito mais difícil aplicar a paz e a amizade do que a técnica.>>

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 27 junho 2016 às 15:17

Dr. POLAN LACKI, não achei esse artigo especificamente, mas devagar, estou lendo um artigo e um capítulo do livro por vez... Obrigado, até breve, sDq!

Comentário de Polan Lacki em 24 junho 2016 às 17:40

Caro Colega Manoel  José Santana 

Agradeço pela gentileza da sua mensagem e aproveito este contato para convidá-lo a analisar criticamente o seguinte artigo: Os pequenos e médios produtores rurais PODEM e DEVEM tornar-se muito mais eficientes.

Ele está disponível no seguinte site: http://www.polanlacki.com.br/br/artigos.html

Os seus comenáarios críticos serão muito bem-vindos.  Saudações  Polan Lacki

Comentário de Polan Lacki em 24 junho 2016 às 17:37

Caro Colega Mario Sergio

Agradeço pela gentileza da sua mensagem e aproveito este contato para convidá-lo a analisar criticamente o seguinte artigo: Os pequenos e médios produtores rurais PODEM e DEVEM tornar-se muito mais eficientes.

Ele está disponível no seguinte site: http://www.polanlacki.com.br/br/artigos.html

Os seus comenáarios críticos serão muito bem-vindos.  Saudações  Polan Lacki

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 23 junho 2016 às 18:32

Boa tarde debatedores, Sr Polan, suas afirmações são lúcidas e impecáveis, nossa Educação hoje em todos os níveis é um só descaso público!. Sem ela nunca será possível transmitir conhecimento! A força impetuosa e dominadora do poder social e público, massifica e conduz nosso pobre público ao limite do equilíbrio social estável. O entendimento deste poder é " Quanto mais tacanho é o povo, mais fácil manipular e vender nossa fábula" Quanto a agricultura brasileira, mesmo atrasada e deficiente, pelas enormes áreas ainda a produzir, e pela carência e incoerência urbana deste povo, pelo clima e topografia favorável, pela fartura hídrica, somado a persistência e coragem do herói agricultor, vai demorar mais um pouco para chegar no aperto!.

Comentário de Mario Sergio Alves de Godoy em 23 junho 2016 às 12:12

Eu interesso-me pelos artigos. Confesso que antes de qualquer coisa tenho que navegar pelo site sugerido. E vou fazê-lo...

Uma coisa é certa neste país: nada funciona porque a política não é Política... ciência de bem gerir o que é público. Aqui somos campeões em mudar o nome e não mudar o conteúdo, tenho visto desde menino as siglas se sucederem no ensino, na saúde, nas políticas públicas... E, também, tenho dito que dever-se-ia proibir, nos discursos, falar em milhões, bilhões e trilhões - coisas que a gente sequer tem noção - e em percentagens... sobre coisas que a gente pode palpar e que se percebe facilmente que está cada vez mais precário. Bastaria fazer e o povo constatar.

A Educação e a Extensão talvez devessem ser os subsídios da agricultura. NO ENTANTO, ainda, confesso, não consigo ver o setor agrícola sem subsídios uma vez que ele é totalmente sujeito às condições de mercado (commodities), o produtor não consegue fazer o seu preço, nem ter certeza do seu custo, nem das condições climáticas, etc... e por observar que, quando somos eficientes, lá fora os agricultores tem os devidos subsídios. Agora, concordo que não vale a pena subsidiar ineficientes, mas ainda confesso que não consigo ver a eficiência como algo suficiente na agricultura. POR ISSO, sou instigado a ler esta fonte interessante que se apresenta!!!

Obrigado.

Comentário de José Leonel Rocha Lima em 23 junho 2016 às 11:22

O futuro é agora e as oportunidades passam!

Importante essa sua e nossa luta pelo óbvio da educação e da extensão rural.

Utilize sempre a Rede Agronomia com suas contribuição estamos num trabalho nacional pela Agronomia.

Saudações extensionistas colega Polanlacki e forte abraço!

Comentário de Gilberto Fugimoto em 22 junho 2016 às 19:50

Muito bom texto Polan,

Fique a vontade para compartilhar na Rede Agronomia outros textos que dão continuidade a essa proposta que vc apresenta agora!

abração

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