Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Estádio Lotado – foto divulgação Sporting

Continuando este giro pelos modernos Estádios Europeus, desta vez em Lisboa, tive como anfitriões o Eng Henrique Duarte, da Toro Portugal, e a Enga. Agr. Filipa Mateus de Almeida, responsável pelo gramado do Estádio José Alvalade e já nossa colega, da Global Turf Network.

Eng Agr. Artur Melo, com a Enga Agr. Filipa, no gramado do Alvalade

Trata-se do belíssimo Estádio do Sporting Club de Lisboa, portanto um Estádio de um clube privado, que foi totalmente reformado para a Euro Copa 2004, sediada em Portugal, atendendo a todas as especificações UEFA/FIFA.

Além das estruturas esportivas, conta ainda com estacionamentos subterrâneos, centro comercial com super mercado e uma série de outros equipamentos que rendem ao Clube, significativo numerário mesmo quando não há jogos em curso, até mesmo, pela sua privilegiada localização, ao lado do Metro de Lisboa, estação Campo Grande.

Porém, como sempre venho colocando, em todos os meus textos e palestras em relação a Estádios, este é um bom exemplo das dificuldades que os Estádios modernos, tipo Arena, podem criar para os gramados, quando não tem os seus projetos concebidos como um todo, por equipe multidisciplinar.

Isto porque, fica óbvio que, quando da concepção deste projeto, a veia arquitetônica falou mais alto, não tendo sido levadas em conta, todas as condições necessárias de entrada de luz e arejamento ao gramado, levando a equipe responsável pela manutenção campo a um esforço redobrado e a um investimento maior, para ter o gramado à altura, para os jogo.

São, por conseguinte, suportados pelo Clube, custos de replantios, overseedings, mini estação meteorológica, adubações, etc, para manter o gramado, que não seriam necessários, se o Estádio tivesse sido projetado levando em consideração a existência de um ser vivo, que constitui o palco verde, onde o espetáculo se desenrola.

Mini estação meteorológica

A despeito de todas as dificuldades citadas, de excesso de sombras e falta de arejamento, a equipe de manutenção, capitaneada pela Enga. Agr. Filipa, com o apoio da Direção do Sporting, conseguem operar um trabalho digno de todos os elogios, mantendo o gramado em excelentes condições de jogo. Desenrolam-se neste palco verde, além dos jogos de campeonatos locais, vários jogos pelas competições Européias.

CONCLUSÃO

Equipes multidisciplinares devem elaborar os projetos de Estádios e um Eng Agrônomo, com experiência em Gramados Esportivos, deve sempre ser consultado, a fim de evitar problemas com os quais o gramado conviverá por toda a sua existência, gerando trabalho e custo adicionais, nas operações de manutenção, que vão contra os conceitos de sustentabilidade econômica e ecológica.

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Comentário de Artur Melo em 31 março 2010 às 11:25
É de se salientar o excelente trabalho que a Enga. Agra. Filipa realiza neste Estádio, conseguindo manter o gramado em boas condições, apesar de todas as dificuldades.
ARTUR
Comentário de Artur Melo em 11 fevereiro 2010 às 20:07
Perfeito, Leonel, a Filipa é Enga. Agrônoma sim, pois senão não poderia ser responsável por gramado esportivo. Em Portugal, como no restante da Europa, isso é levado a sério, como deve ser.
Abç,
ARTUR
Comentário de José Leonel C D Rocha Lima em 11 fevereiro 2010 às 11:28
Muito bom Artur!!!
Enga. Filipa significa Engenheira Agronoma Filipa??? Se for sugiro ao colega não abreviar o título da colega e sim evidenciar.
Até breve
Leonel

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