Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Existe disponível para download uma ferramenta chamada arcSWAT (Soil and Water Assessment Tool = Ferramenta de Avaliação de Solo e Água) para ser usada no ArcGIS.

Já havia neste software uma ferramenta chamada Watershed Delineation em sua Toolbox (caixa de ferramentas), que também delineava bacias hidrográficas a partir de uma série de comandos aplicados em arquivos tipo SRTM que a Embrapa disponibiliza para todo o Brasil em sua página (https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/relevobr/download/).

A SWAT, além de delimitar a(s) bacia(s) com mais facilidade e precisão, tem recursos para o estudo das descargas e até mesmo das perdas de solo por erosão (a tal USLE), que os especialistas em solo conhecem bem.

Na Figura acima mostro a barra de ferramentas que é incorporada ao Menu depois que baixamos o complemento e a janela que comanda a Delimitação da Bacia. A entrada que merece mais atenção fica na etapa da Definição do Córrego (Stream Definition), que regula a densidade de drenagem. Usei o valor 500 ha no caso que mostro na Figura abaixo.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 setembro 2017 às 16:56

Pois é, colega Manoel.

O que eu admiro nos nossos vizinhos norte-americanos (além do seu patriotismo), é a sua objetividade. A nossa Embrapa se orgulha de ter descoberto a técnica de retirada do Nitrogênio do ar e de ter domado o solo do Cerrado, mas nunca se preocupou em elaborar um software como o ArcSWAT para estudar os solos e as águas a nível de micro-bacias. Até o mapa de solos digitais que ela fornece, só atende a áreas relativamente grandes (quando damos um zoom num Município pequeno, como o de Aracruz-ES, só aparecem 1 ou 2 tipos de solos). Essa questão da água a que se referiu, eu coloco na cota da ANA - Agência Nacional de Águas que, também, como mencionou, deveria facilitar os cálculos de outorga.

Nós, brasileiros (presunçosos), só costumamos olhar para o próprio umbigo. Quanta coisa está acontecendo lá fora (além das nossas fronteiras), na área técnica, que não temos conhecimento. Talvez este seja um dos motivos do nosso atraso no setor de Saneamento Básico. Além de outros (setores).

Um abraço

Comentário de Manoel José Sant´Anna em 10 setembro 2017 às 16:19

Bom dia colegas da Engenharia Agronômica!. Caros colegas e prezado Prof. José Luiz, estou no Estado considerado dos mais evoluídos do País!. Com tal tecnologia desenvolvida pela Embrapa!. E não conhecemos estas ferramentas, que muito poderia evitar de ter pequenos produtores precisando de água para irrigar, mas não conseguem a outorga do D.A.E.E., pois uma determinada usina de açúcar e álcool, já retira a jusante os 50% do Q 7/ 10, que lhe permitido. Se já estivesse sob nosso domínio, poderemos evitar de fazer todos os cálculos e solicitações, e só então ficamos sabendo que não existe mais cotas para usar!. 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 setembro 2017 às 16:08
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 setembro 2017 às 12:17

MAIS BALA NA AGULHA

Para baixar o Manual do ArcSWAT entre no Google (Chrome) com arcswat manual pdf e clique na 5a. sugestão que aparece, iniciando com 041508-G.

Outro banco de dados disponível na ferramenta (embora também destinada aos EUA) é o das culturas agrícolas. Veja quanta informação disponível. Além dos parâmetros culturais, na base da janela, são mostrados parâmetros hidrológicos como o Número de Manning e as Curvas Número do Serviço de Conservação do Solo - SCS.

Diz o Manual que nesses Quadros (o de Solos e este de Culturas), com a indicação de vários parâmetros, se posicionarmos o cursor sobre cada qual, uma janelinha flutuante mostra os valores extremos para fins de orientação e, se forem extrapolados, aparece uma advertência recusando o valor que você digitou.

Nos dois exemplos que mostrei, não pense que a extensão só pode ser usada nos Estados Unidos. Há recurso para inserir dados de novos solos e novas culturas, sejam de lá ou aqui do Brasil.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 9 setembro 2017 às 18:57

UMA FERRAMENTA DE PESO

Acabei de fazer uma leitura em diagonal do Manual do ArcSWAT (489 páginas) e fiquei impressionado com a quantidade de informações disponíveis. Não é à toa que ao habilitar a extensão no ArcMap seja logo criado um banco de dados específico, para armazenar os dados e informações a serem trabalhados pelo software.

Para se ter uma ideia, a ferramenta tem a disposição para uso, dados de solo, cultivos, fertilizantes, pesticidas, e outros parâmetros, usados em todo o país (Estados Unidos). Veja o que diz respeito ao solo.

Observe alguns detalhes:

a) A janela com os tipos de solos tem um cursor deslizante, dando uma ideia do seu total;

b) Os componentes começam com o nome (SNAM) e terminam com a textura;

c) Os parâmetros mostrados são da 1a. camada (horizonte); e este solo tem duas (NLAYERS);

d) Entre os parâmetros está a USLE (usado para medir a erosão), entre outros.

Imagine se a Embrapa se dispõe a fazer o mesmo com os nossos dados.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 setembro 2017 às 16:41
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 setembro 2017 às 15:37

NÃO SEJA UM MERO BATE-TECLAS

Pena que os meus colegas aqui da Rede (Agronomia) não sejam muito chegados a um debate técnico, preferindo destacar os (temas) políticos. O Lucas, Professor do curso (on line) da Geoprocessamento sem Fronteiras, costuma repetir como um mantra: "não seja um simples apertador de botões". Esse introito se destina, agora, à ferramenta ArcSWAT, que delimita bacias no (software) ArcGIS. Veja o mapa abaixo. Trata-se de uma pequena bacia hidrográfica de 1.704 hectares, localizada no município de Aracruz-ES, que foi subdividida em 20 sub-bacias quando do seu delineamento automático, sem qualquer edição dos seus pontos de controle (exceto a indicação do ponto que seria a foz do rio principal), identificados na legenda como foz.

Tudo começa quando a janela Watershed Delineation (Delimitação de Bacias) nos pede para sugerir a densidade de drenagem, que se traduz por um valor em hectares, que o algoritmo do software precisa para desenhar a extensão da rede. Nos tutoriais a que já assisti, o valor da moda é 10000 ha (para bacias grandes) mas, no trabalho sobre esta bacia, a recomendação era de 5 ha (por se tratar de uma microbacia). Usei este valor, e achei a rede muito detalhada, com centenas de pontos de foz (cruzamento de rios, no caso) e portanto, no meu mapa, aumentei para 50 ha, no que resultou em 20 sub-bacias com média de 85 hectares cada.

A Figura abaixo mostra a janela de comandos e, ao fundo, o mapa topográfico de todo o Município, antes de se indicar a bacia que queremos estudar. Sobre o fundo cinza estão os rios e os pontos que indicam a sua foz. Chegamos à etapa Outlet and Inlet Definition (Definição de Saída e Entrada), com 3 opções de edição manual: ADD (acrescentar), DELETE (apagar) e REDEFINE (redefinir). Como cada ponto dará origem à uma sub-bacia, se acharmos que teremos um número grande delas para o estudo que nos propomos a fazer, e quisermos deletar algumas, é só clicar no botão Delete e no ponto da foz que queremos apagar, clicar com o botão direito e confirmar. O mesmo vale para acrescentar uma sub-bacia, desta vez ao selecionarmos o botão Add.

Vale recordar que, em Hidrologia, o ponto de origem de uma sub-bacia, não precisa ser necessariamente a sua foz. Pode ser a seção do rio logo após uma barragem e, neste caso, em vez de foz se chama seção de fechamento (da bacia).

Mas, o ponto que desejo discutir, é justamente a Definição de Saída e Entrada, ou seja, o número e posição dos pontos que delimitam as sub-bacias. Não sou experto em ArcSWAT mas, pelo que já depreendi do que vi e li até agora, esse número está relacionado ao tipo e ao detalhamento do estudo que pretendemos realizar. Aqui entram alguns conceitos em fluviologia (estudo dos rios). Por exemplo. Se o estudo for acadêmico e não técnico, acho que  devemos deletar todos os pontos que estejam próximos ao início do traçado dos rios, evitando assim sub-bacias muito pequenas. O mesmo raciocínio se aplica àqueles que não se constituírem em foz (cruzamento de um rio com o outro); ou que se mostrarem no mapa com um simples rabisco (pequena extensão). 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 setembro 2017 às 16:24
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 setembro 2017 às 11:34
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 setembro 2017 às 19:02

SUGESTÕES PARA USO DA SWAT NO CAMPO

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