Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

A Revista DAE (*) divulgou que a Universidade do Arizona (**) criou um dispositivo para evitar a evaporação em reservatórios. Consiste em painéis de plástico hexagonais (daí o nome Hexocover = cobertura com hexágonos) com 19 bolas de 10 cm de diâmetro, formando uma cobertura que evita a evaporação da água enquanto que, simultaneamente, gera energia solar.

Nessa época em que os níveis dos nossos reservatórios apresentam queda histórica, é bom relembrar alguns dados e informações relacionados à evaporação da água na Natureza.

Cerca de 90% da umidade na atmosfera é gerada da evaporação dos oceanos, mares, lagos e rios; os restantes 10% provêm da transpiração das plantas e da evaporação da água do solo.

Entre os recursos de que dispomos para reduzir a evaporação das superfícies líquidas, estão:

  1. Redução da superfície líquida exposta; ao construir um reservatório escavado (açude), se possível, reduzir a área e aumentar a profundidade, para abrigar o volume previsto.

  2. Armazenamento subterrâneo da água pois, abaixo de 1,5 m da superfície do solo, não ocorre mais a evaporação.

  3. Misturar água gelada ou fresca para diminuir a temperatura na superfície ou, se possível, bombear a água do fundo.

  4. Coberturas flutuantes na superfície, para reduzir a incidência dos raios de sol (foi o caso do invento do Hexavover).

  5. Implantar quebra-ventos (fileira de árvores) na periferia dos pequenos reservatórios, para reduzir o fluxo de ar sobre a superfície líquida.

  6. Tratamento químico com retardantes da evaporação, adicionando à superfície da água um líquido impermeabilizante como, p.ex., um óleo vegetal, para evitar que as moléculas de água entrem em contato com o ar.

Uma empresa do Canadá (***) desenvolveu um produto químico que reduz em cerca de 30% a evaporação dos lagos, ao formar uma película contínua ultra-fina com moléculas orgânicas biodegradáveis que dificultam a insolação direta em sua superfície. Outra empresa, esta norte-americana, promete reduzir a evaporação em 50%, com um líquido não-tóxico, à base de silicone, que cobre a superfície de lagos e tanques (inclusive com água potável) com camada da espessura de uma única molécula.

Em estudos realizados no exterior (http://stopevaporation.com/), pequenas esferas de Polystyrol reduziram a evaporação de tanques em 80%. Usando-se esferas de Polietileno de 100 mm de diâmetro, a evaporação foi reduzida em 90%.

Por que não fazemos esses estudos aqui ?

(*)http://www.revistadae.com.br/site/noticia/10691-

(**)https://adalidda.com/en/business-news/university-arizona-invention-slows-water-evaporation-generates-energy

(***)http://www.you.com.au/news/2233.htm

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 agosto 2019 às 10:42

REDUÇÃO DA EVAPORAÇÃO EM RESERVATÓRIOS

http://www.revistatae.com.br/9031-noticias

Fonte: Facebook, 10/08/2019

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 março 2018 às 18:45

OUTRA SOLUÇÃO (para o cálculo da Área e Volume de um Reservatório):

1) Carrega no ArcGIS o arquivo raster (*.tif)

2) ArcToolbox > 3D Analyst Tools > Raster Surface > Contour

3) ArcToolbox > 3D Analyst Tools > Data Management > TIN > Create TIN

4) Selection > Select By Attributes > "CONTOUR" = 220 (se for o caso)

5) Selection > Create Layer From Selected Features

6) ArcToolbox > Data Managemente Tools > Features > Feature To Polygon

7) ArcToolbox > 3D Analyst Tools > Triangulated Surface > Polygon Voume

8) Curva220m (criada em 5) > botão direito > Open Attribute Table (para anotar o volume e área da curva de nível 220 m).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 2 março 2018 às 15:48

BATIMETRIA DE LAGOA COM ARCGIS

(Dados para construção da Curva Cota-Área-Volume)

1) Carrega arquivos de imagem com curvas de nível

2) ArcToolbox > 3D Analyst Tools> Data Management > TIN > Create TIN

3) ArcToolbox > Data Management Tools > Features > Feature To Polygon

4) ArcToolbox > 3D Analyst Tools > Triangulated Surface > Polygon Volume

Resultados (abaixo):

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 fevereiro 2018 às 10:10

CÁLCULOS REFEITOS

Após encontrar na Internet a Curva Cota-Volume e equações relacionando o volume à cota e esta à área da superfície líquida. Então, foi só considerar o volume máximo citado na literatura para o Açude Coremas (720.000.000m³) e, mensalmente, ir subtraindo o volume correspondente à altura evaporada.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 fevereiro 2018 às 10:47

EVAPORAÇÃO NO  AÇUDE COREMAS - PB

Falam tanto desse reservatório, no Facebook, que resolvi calcular as suas perdas diárias de água por evaporação, usando os dados de temperatura e precipitação mostrados lá por um colega Engenheiro Agrônomo Extensionista da Paraíba (Zildo Vicente).

Como eu não tinha em mãos a curva Cota-Área-Volume, a coluna da direita da planilha ficou superdimensionada, por dois motivos: a) a área considerada era dos açudes Coremas e Mãe d´Água, seu vizinho; e b) considerei a mesma área do espelho d´água em todos os meses, o que não é correto pois, quando a água evapora, a área da superfície evaporante diminui.

 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 março 2015 às 11:07

RIOS ESCONDIDOS

http://www.revistadae.com.br/site/noticia/10870-Como-as-cidades-tra...

O que os rios têm a ver com o tema 'reservatórios' ? Tudo; já que a maioria dos reservatórios é feita pelo barramento dos rios. Entretanto, começa-se a incluir (aqui no Brasil) no tópico 'revitalização dos rios', a retirada de alguns desses reservatórios, para que os rios retomem as suas funções originais.

Mas, como dá a entender o artigo da revista DAE, é uma pena que tratemos os nossos rios como esgotos a céu aberto.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 março 2015 às 10:37

PROPAGANDA ENGANOSA

Depois que publiquei no Facebook o texto VAMOS ABRIR O JOGO, alguém, lá, duvidou que apenas as 12 placas solares (da foto) fossem suficientes para tocar aquela vazão que aparece jorrando do cano. Então eu fiz o seguinte.

Tomando como referência espacial a altura do tijolo do muro (20 cm), elaborei uma escala gráfica, em papel, para estimar a distância do jorro onde a vertical que o tangencia atingisse a distância fixa de 25 cm (MANUAL DE HIDRÁULICA, Azevedo Netto, vol. 2, 6ª. Ed., pág. 471 e figura anexa). Admiti, ainda que o diâmetro do cano seja de uma polegada (2,5 cm).

Conclusão: se a minha estimativa tiver sido razoável, conclui-se que a vazão da foto é 3 vezes superior à do projeto (similar) nigeriano e que demandava 10 placas solares fotovoltaicas e, portanto, é pouco provável que a foto seja verdadeira, ou seja, as 12 placas estão lá só pra constar e o bombeamento é convencional (com energia da rede elétrica, e não solar).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 fevereiro 2015 às 17:02

VAMOS ABRIR O JOGO

No meu Facebook apareceu hoje uma foto de um possível bombeamento com auxílio da energia solar fotovoltaica. O texto abaixo foi postado lá por mim, e compartilho com vocês.

Não sei se é este o caso mas, em geral, os empresários no Brasil são muito fechados, quando se trata de divulgar tecnologia. Acham que, detendo o conhecimento, poderão barganhar com o cliente. Eu penso o contrário. Quanto mais divulgarmos os roteiros dos dimensionamentos, mais gente vai querer (e poderá) usá-los e, surgindo a dúvida, a consulta à empresa terá maior probabilidade de ocorrer.

Aqui é mostrado um cano jorrando água num tanque, com alguns painéis solares ao lado. Sugiro que mostrem como se chegou a este resultado (número de placas, potência da bomba, diâmetro do cano, vazão de projeto, etc.).

Dou um exemplo. Com dados de um artigo sobre projeto similar na África (Nigéria), elaborei esta planilha. Os números (e o resumo) poderiam ser do projeto aqui mostrado.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 fevereiro 2015 às 10:44

ESTIMATIVA DO NÚMERO DE PLACAS SOLARES FOTOVOLTAICAS

Sem a intenção de simplificar muito algo complexo, e mesmo não sendo especialista no assunto, me atrevo a pegar carona no site do CRESESB, para mostrar aos colegas que não é difícil estimar o número de placas solares fotovoltaicas (o item que mais pesa no custo deste sistema) para um projeto de consumo residencial ou agrícola.

Seja, p.ex., pré-dimensionar um sistema residencial para São Paulo – SP, após contabilizar um consumo de energia de 827 kWh/mês e adotar sua eficiência em 83%.

Com as coordenadas geográficas do lugar, que podem ser copiadas literalmente de uma imagem do Google Earth, entra-se na página do CRESESB para anotar o Índice Solarimétrico (número provável de horas de insolação por dia). Enxertei um mapinha (A luz de cada dia) de outro site, para referência.

Supondo que encontrou-se o valor deste índice em 4,15 kWh/m².dia, passamos ao cálculo da potência das placas:

827 x 1000 = 827.000 Wh ÷ 30 dias = 27.567 Wh/dia

27.567 ÷ 4,15 = 6.642 w

6.642 w ÷ 0,83 = 8.000 w

Considerando placas de 240 w cada (depende do fabricante):

8.000 w ÷ 240 w = 34 placas

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 fevereiro 2015 às 15:42

BASTA TRAÇAR DUAS LINHAS

(neste gráfico da FAO)

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