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Fertilidade: Brasil melhora acidez dos solos e obtém alto teor de cálcio com projeto da Agrisus.


O país fez uma grande revolução em sua agricultura nos últimos 40 anos: conseguiutransformar milhões de hectares de solo ácido em terras férteis. Essa é a principal conclusãodo projeto “Bases Trocáveis nos Solos Cultivados com Milho e Soja em Plantio Direto noBrasil”, desenvolvido pela Conplant Consultoria, com financiamento da Fundação Agrisus,entidade sem fins lucrativos que trabalha exclusivamente com recursos próprios no apoio aprojetos voltados à melhoria e conservação do solo. “Transformar um solo infértil em solo fértil,nessa extensão, só o Brasil fez”, afirma Fernando Penteado Cardoso, presidente da Agrisus,reiterando opinião de Norman Borlaug, Prêmio Nobel da Paz, grande amigo do Brasil.  “Bases trocáveis” é o nome científico que se dá ao potássio, cálcio e magnésio, nutrientesfundamentais para as plantas. Com sua análise, é possível verificar as características defertilidade do solo. As 2.342 amostras utilizadas foram colhidas em 1.171 sítios em diversasregiões produtoras durante o Rally da Safra 2009, realizado pela Agroconsult e tambémfinanciado pela Fundação Agrisus.No início de 2010, foi apresentado o relatório sobre a situação do fósforo e agora, em 2011,são conhecidos os resultados para as bases trocáveis, bem como, adicionalmente, a acidez e oalumínio caso presente. O relatório é complementado pelo cálculo da Capacidade deTroca-CTC e do Índice de Saturação-V%, para as profundidades de 0-5 e 5-10cm. As duaspesquisas podem ser consultadas na íntegra no site da Agrisus. A prática de uso de calagemsuperficial foi adotada pela maioria dos produtores de milho e soja no Brasil. Em pelo menos85% dos pontos, os solos apresentavam saturação por bases acima de 50% nas camadas dasduas profundidades. “Nos pontos amostrados observou-se aumento dos teores de K no solo àmedida que aumenta a cobertura do solo em concordância com possível aumento dareciclagem pelas plantas de cobertura, com maior acumulo na camada superficial. Não seencontrou correlação entre a cobertura do solo com resíduos e a ocorrência de Ca e Mg nossolos”, afirmam Ondino Celante Bataglia, colaborador da equipe e Pedro Roberto Furlani,coordenador do projeto. “Sob o aspecto nutricional, tanto Ca como Mg não são mais limitantesnos solos brasileiros cultivados com soja e milho. Para o cálcio, praticamente todas asamostras se enquadram como altos teores. A textura influencia o acumulo de Ca de formasemelhante ao K”, completa Bataglia. “Ao oferecer à comunidade científica, agronômica eagrícola do país os resultados dessa pesquisa única, a Fundação Agrisus acreditadisponibilizar dados para planejamento econômico e técnico visando dar continuidade aoesforço para nosso desenvolvimento agropecuário”, finaliza o presidente da Agrisus

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