Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Um vídeo do Youtube (1) com menos de 10 minutos de duração, sobre a introdução da energia solar fotovoltaica no interior do Pará (e como ela modificou a rotina e a esperança da população local), pode ser o incentivo para se pensar no desenvolvimento socioeconômico de brasileiros que vivem isolados na Amazônia e em outros locais do País.

Fui tocado não apenas por ter nascido em Belém-PA, mas por ser Engenheiro Agrônomo e pela oportunidade de se discutir soluções sustentáveis que, quando não sirvam para promover o desenvolvimento de comunidades isoladas, pelo menos minorem o sofrimento de quem vive em locais onde a civilização praticamente ainda não chegou.

Dei um PtrScn de um trecho para comentar dois aspectos da comunidade que me saltaram aos olhos.

Em primeiro plano, à direita, a casa simples e um pequeno poste com dois painéis fotovoltaicos; e à esquerda, uma estrutura também de madeira, mais alta, sustentando uma caixa d´água de PVC (a altura é para dar a pressão necessária às torneiras).

Deixando pra depois a questão da energia e nos concentrando no problema da água, por se tratar da Amazônia, achei no mínimo curioso, observar que (salvo melhor juízo), a caixa d´água estaria melhor posicionada no chão e ao pé do poste de energia, se houvesse uma calha na beira do telhado para captar a água da chuva.

Quanto à energia solar, nada contra (além do preço elevado das placas), embora através do vídeo, fiquemos sabendo que a fonte anterior era o diesel, também caro e difícil de encontrar no local. Aqui vai outra reflexão. Existe na Amazônia em abundância, plantas oleríficas com destaque para a Andiroba (Carapa guianensis Aubl.) (2), da família Meliaceae, cuja semente fornece um óleo que substitui o diesel nos motores à combustão. Então, por que não procurá-las e até mesmo cultivá-las ?

Também senti falta de lâmpadas de garrafas PET semiespetadas no teto das casas,  e que funcionam apenas com água comum e o reflexo da parte de cima, que fixa acima do telhado, como mostra a Figura abaixo.

REFERÊNCIAS: (1)

https://youtu.be/RwgwD_d_yUo?list=PLuEinXoI0ID8FPiVc0br69zGnfx_1U7RQ

(2) https://www.henriettes-herb.com/galleries/photos/c/ca/carapa-guiane...

Exibições: 133

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Agronomia para adicionar comentários!

Entrar em Rede Agronomia

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 7 agosto 2019 às 17:53

RIOS VOADORES

Medição neste blog (abaixo):

http://agronomos.ning.com/profiles/blogs/como-recuperar-o-clima

Boa leitura.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 agosto 2019 às 9:41

BICHODUTOS

Mais do que na Amazônia, a Mata Atlântica precisa urgentemente desses caminhos cruzando as estradas e cercas para levá-los às entradas e saídas, que já são corriqueiros em países desenvolvidos como a Inglaterra.

https://www.facebook.com/InfraestruturaGovBr/videos/2352671134945652/

Data: 05/08/2019

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 agosto 2019 às 11:53

COLHEITA DO AÇAÍ SEM SUBIR NA PALMEIRA

https://www.facebook.com/ATMTV10/videos/750445031821407/

Data: 03/08/2019

Comentário de Gilberto Fugimoto em 28 junho 2019 às 10:05

Impressionante o tamanho do Pirarucu, mas não ouvi quanto pesou!

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 junho 2019 às 10:02
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 27 junho 2019 às 10:27

A PESCA DO PIRARUCU

https://youtu.be/zpfr2OKzyro

Fonte: Facebook

Data: 27/06/2019

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 14 abril 2019 às 15:59

BIODÍESEL EM COMUNIDADES ISOLADAS

Nas localidades onde não existe oferta de energia elétrica são registrados também os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), sendo fácil identificar que esta deficiência é o principal entrave ao desenvolvimento e ao bem estar social.

O modelo de eletrificação rural na Amazônia é predominantemente constituído de sistemas isolados com geração de energia com base em diesel-geradores, solução esta que tem se revelado pouco satisfatória, na medida em que a aquisição e o transporte de óleo diesel para as  populações isoladas tem um alto custo financeiro no contexto da região. (1)

A Figura abaixo mostra uma prensa motorizada utilizada na Amazônia para a extração de óleos vegetais a partir de sementes e polpas de frutos. Fonte: Correia (2004). (2)

O trabalho destaca o uso energético dos frutos oleaginosos de plantas nativas, cujo potencial na região é imenso, tem a grande vantagem de agregar valor à floresta-em-pé e fortalece o vínculo das comunidades com a mesma. (2) Ali, a coleta de frutos nativos pode ser a mais adequada para a exploração econômica da região, pois não causa impacto significativo ao meio ambiente, inclusive por não requerer insumos e defensivos agrícolas. A maioria dos óleos vegetais é encontrada nas sementes  das plantas (ex.: andiroba) e na polpa dos frutos. Para evitar danos à natureza, os estudos clássicos indicam que a coleta de frutos de uma determinada espécie não deve ultrapassar 30% do total da sua própria produção.

A Figura abaixo mostra um gerador a diesel usado numa comunidade isolada da Amazônia para a geração de eletricidade.

Em matéria de substituição do óleo diesel, os óleos vegetais in natura apresentam-se como uma alternativa natural com potencial de produção que permita a geração de energia a custos comparáveis com o da geração por combustíveis fósseis. Entretanto, isso exige providências tecnológicas específicas, sob pena de inviabilizar a longevidade do motor e de onerar os custos de manutenção. Entre estas, consta a parceria Cenbio/Coppe/Embrapa, desde 2002, para o desenvolvimento de um kit de conversão. O óleo de palma (obtido do dendezeiro) foi usado nas pesquisas.

No caso do óleo de andiroba, sua extração e venda desponta como uma estratégia que está dando certo na Reserva Extrativista do Médio Juruá (REMJ), na comunidade do Roque, onde a população suspendeu o corte dessa espécie, fez um viveiro e passou a adensar sua ocorrência na mata (Correia, 2006), cujo preço de venda chega a R$ 10,00 por litro. Os métodos de obtenção dos óleos vegetais seguem basicamente a extração por solvente, ou por prensagem.

O índice de exclusão elétrica no Brasil é mostrado no gráfico de barras que ilustra a Figura abaixo. No Pará (onde foi feito o estudo), p. ex., ele é de 62%.

A Figura abaixo apresenta as especificações de alguns óleos vegetais da Amazônia utilizados como combustíveis.

REFERÊNCIAS:

(1) Biodiesel em Comunidade Isolada na Amazônia,

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3143/tde-22042007-2114...

(2) Energia e Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia Rural Brasileira: Eletrificação de Comunidades Isoladas, Marco Di Lascio e Eduardo Barreto,

https://agritrop.cirad.fr/567794/1/solucoes_energeticas_para_a_amaz...

 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 abril 2019 às 19:16

PROJETO DE PCH

Bom proveito.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 abril 2019 às 17:09

ARBOPASTO - NOVO APLICATIVO DA EMBRAPA

Novo aplicativo da Embrapa: https://bit.ly/2IhhpSN

Vídeo:

https://youtu.be/XvHXscK1moI

Fonte: Facebook, 12/4/19

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 10 abril 2019 às 15:41

TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS

© 2019   Criado por Gilberto Fugimoto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço