Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Engo. Agro. José Luiz Viana do Couto

jviana@openlink.com.br

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Dia 14/12/11 assisti a uma palestra/debate UMA PROPOSTA PARA A LAGOA RODRIGO DE FREITAS, na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ, proferida pelo Eng. Mário Sérgio Bandeira. Tratava-se, justamente, do uso de GEOTUBOS submersos, em substituição ao quebra-mar proposto por uma das inúmeras soluções para a renovação das águas da lagoa.

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GEOTUBOS são longas estruturas cilíndricas, fabricadas com têxteis sintéticos (polipropileno, poliéster e outros), de comprimento variando de 30 a 300 m e diâmetro entre 2,4 e 14 m que, preenchidas com areia (lama, concreto e outros materiais), servem para reduzir a energia das ondas ou para controlar o fluxo de sedimentos. Seu custo é cerca de 3 vezes menor do que um quebra-mar de pedras e, por ser submerso, não apresenta impacto visual sobre o ambiente.

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A Figura abaixo mostra alguns detalhes técnicos do Geotubo utilizado na proteção costeira.

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COMO FUNCIONA

O geotubo ou tubo geo-têxtil, com duração estimada em mais de 25 anos, se parece com aquelas “lingüiças” de pano que as donas-de-casa enchem com areia para colocar no batente das portas. Após ser preenchido com água misturada com areia, ou mesmo concreto, grande parte do excesso de água sai do geotêxtil permeável em 20 a 30 minutos (Lamberton, 1989). Esse decréscimo de água aumenta a resistência do concreto, ou concentra a areia no interior do tubo. O peso da areia o fixa no fundo como se fora um bloco único de pedra. O acúmulo de areia externa promovido pelas ondas pode, com o tempo, até mesmo cobrir o tubo, modificando o tipo de onda e protegendo da erosão parte da praia onde foi montado.

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Essa técnica não é nova; surgiu por volta de 1967, na Alemanha e, já em 1977, era utilizada em São Luís – MA. O uso de material de dragagem no preenchimento de tubos geotêxteis, entretanto, foi utilizado a nível mundial inicialmente no Brasil (1982, em Cubatão-SP, para recuperação de terras) e na França (contenção de runoff, também na década de 80). Uma variante, chamada de GEOBAG, está sendo utilizada na dragagem da Ilha do Fundão, aqui no Rio de Janeiro.

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Agora, imagine o potencial dessa técnica, sendo utilizada em mais de 8.000 km de costa, num país em que o turismo está bombando.  

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