Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Governança

Não é uma rede, mas a forma como, em rede, se compartilha o poder

 

 

Pesquisando sobre governança consegui algumas definições e conceitos embasadores que aproveito para compartilhar com a Rede Agronomia. O que é Governança e qual seu alcance na sociedade, nas relações de negócios e na agronomia?


Governança pode se entendida como uma nova "maneira de administrar" – seja pública ou corporativa – que pressupõe transparência e compartilhamento de responsabilidades nas tomadas de decisões geralmente lidando com riscos num cenário complexo de incertezas.


O conceito tomou forma nos anos 90 nos Estados Unidos para disciplinar e limitar abusos da Diretoria Executiva das empresas. A expressão “governance” ganhou corpo a partir das reflexões conduzidas pelo Banco Mundial “tendo em vista aprofundar o conhecimento das condições que garantem um Estado eficiente”.

 

 

Sociedade e os desafios da modernidade

Um contexto relevante aponta para as transformações da sociedade contemporânea e como elas se relacionam com a ciência e tecnologia de forma interativa, influenciando-se mutuamente.


Os sistemas e tecnologias podem ser entendidos como “sistemas de excelência técnica ou competência profissional que organizam grandes áreas dos ambientes material e social em que vivemos hoje”. Entretanto Governança dedica sua atenção a uma parte desses sistemas, mais especificamente daqueles cuja existência ou operação demandam riscos mais amplos à sociedade.



No entanto para admitir e conviver com tecnologia e seus riscos, cabe à sociedade uma dose de confiança nesses sistemas. Confiança nesse sentido “deve ser compreendida especificamente em relação ao risco, um termo que passa a existir apenas no período moderno. A noção se originou com a compreensão de que resultados inesperados podem ser uma conseqüência de nossas próprias atividades ou decisões. A confiança pressupõe a consciência das circunstâncias do risco, o que não ocorre com a crença.“


Prédios são seguros? Vc teria a mesma resposta que há 1 mês atrás?


Curiosa é a percepção do risco. Se eu postasse esse blog há umas 4 semanas ninguém se daria conta (ou pelo menos não de forma tão nítida) do risco embutido à nossa volta. Nos transportamos em automóveis, trens, metrôs, aeronaves, moramos e trabalhamos em prédios (pelos menos os que trabalhamos nos grandes centros), consumimos energia elétrica para os mais diversos fins sem atentarmos para a tecnologia e conhecimento embarcados à nossa volta. Qual seu grau de confiança nessas tecnologias? Vc se sente tão seguro num prédio do que há 4 semanas?

 

Governança e Redes Sociais

O Estado e a forma como os grupos se organizam em torno de seus interesses vêm acompanhando e refletindo a evolução de uma nova realidade da sociedade contemporânea em  seu processo de modernização.


A evolução recente da organização do Estado, especialmente na formulação e execução de suas políticas públicas, vai ao encontro dos conceitos e das práticas de governança.


Essa reforma vem se configurando com algumas seguintes características:

  1. A expansão de uma esfera pública não-estatal;
  2. O crescimento de um chamado terceiro setor;
  3. O surgimento de novas idéias e práticas de responsabilidade social por parte de empresas e instituições da sociedade civil;
  4. A progressiva mudança da configuração da sociedade hierárquica para uma sociedade-rede; e
  5. A construção de novos desenhos públicos, mais compatíveis com essa nova configuração da sociedade – os chamados programas inovadores: focalizados, flexíveis, que desencadeiam inovações capazes de alterar seu desenho original, baseados em múltiplas parcerias, preocupados com monitoramento e avaliação constantes e voltados para a conquista da sustentabilidade. (FRANCO, 2003 p.19)

 

Esse quadro mostra um pouco como o Estado vem perdendo a característica de elemento único e suficiente para formulação das políticas públicas e como grupos de interesse (ONGs e corporações) ampliam sua participação nessa formulação.


Neste ponto chegamos às Redes Sociais e como se expressam no exercício da Governança. Sua operacionalização tem a ver com auto-organização de redes que substituem e complementam as funções das hierarquias e mercados ou co-existem com eles.


Dessa forma não se entende o exercício da Governança sem articulação em Redes de atores sociais e/ou, vá lá, de outras instituições. A forma como se divide o poder, o compartilha e comunica às partes interessadas, os chamados "stakeholders", deve se utilizar dos conceitos de redes sociais e capital social. Um termo pouco estudado na agronomia, que perde muito qdo se dedica e se reflete sobre a amplitude da extensão rural.


Governança, Riscos e Meio Ambiente

Portanto, cabe a questão: o que Governança tem a ver com agronomia, agricultura e a fins?

Uma dica: qual o grau de segurança vc tem quando se fala de transgênicos? E agrotóxicos?

Minha análise e interesse é analisar a governança abrange as questões de risco ambiental e como ela se exerce.

Espero expor essas questões num próximo blog.


Agradeço as críticas e contribuições.

Grande abraço

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