Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Está na ordem do dia o problema da seca histórica nos mananciais paulistas e a ameaça (deles) de retirarem mais água do rio Paraíba do Sul, prejudicando a população do Rio de Janeiro, que capta a água desse mesmo rio, mais a jusante.

Deixando de lado o mea-culpa pelo fato da irrigação , no Brasil, retirar 7 de cada 10 litros de água dos rios, voltemos a nossa atenção para os 3 problemas mais sérios quando se trata de água potável: quantidade, qualidade e localização do manancial.

O rio Paraíba do Sul, infelizmente, apresenta os três: a) tem vazão pequena para a população a que serve; b) é poluído pelos esgotos de dezenas de cidades por onde passa; c) e está em cota inferior à de algumas localidades abastecidas como, p. ex., a cidade do Rio de Janeiro. A quantidade aumenta quando se combatem os desperdícios (e esses passam de 40% na maioria das concessionárias de água e esgotos). A qualidade melhora quando não poluímos os rios e tratamos a sua água bruta. Mas o problema da distância não tem solução, a menos que se invista pesado em quilométricas adutoras ou transposições de bacias – usando bombeamento, como no casamento Paraíba do Sul - Rio de Janeiro. Voltando à Agronomia e com relação à distância (horizontal e vertical), nos Planos Diretores de Recursos Hídricos, adotamos como restrições às áreas a serem irrigadas, distâncias máximas de 20 km da fonte hídrica e desníveis iguais ou maiores que 75 m (critério CODEVASF/PRONI).

Resta-nos, contudo, uma solução milagrosa: a Tecnologia !

Os Emirados Árabes Unidos (eu estive lá durante um mês 4 anos atrás para visitar minha filha, que morava em Abu Dhabi) estão à beira do deserto e, ao mesmo tempo, são banhados pelo Golfo Pérsico. Não têm água potável, mas produzem milhões de barris de petróleo. Entre as surpresas da viagem (vôo direto São Paulo – Dubai de 16 hs;  arquitetura de ponta; maior programa de arborização urbana do planeta; e da beleza da mulher árabe – daí a foto aí de cima), soube que ostentavam o 3º. maior consumo per capita de água potável do mundo [500 L/hab.dia (no Brasil, 180 L/hab.dia)], apesar de estarem em pleno deserto. Mas como ? Usando o gás do petróleo para dessalinizar  (destilar) a água do mar.

Por acaso o amigo vê alguma relação dos Emirados Árabes com a cidade do Rio de Janeiro (nós, com extenso litoral e “donos” do Pré-sal) ?

Aliás, mais 3 tecnologia poderiam ser cogitadas aqui: a evaporação da água do mar em usinas atômicas (o Rio tem duas, sendo que uma está em construção – Angra 3); a dessalinização por osmose reversa; e a captação de água da chuva já que, no litoral Rio – São Paulo, devido às chuvas orográficas, a Natureza nos brinda com dezenas de Paraíbas do Sul, vindos do céu e que deixamos, literalmente, ir pelo ralo.

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Comentário de marco aurelio dos santos em 26 agosto 2014 às 9:58

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