Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Um século depois, nem sempre o que cai na rede é peixe.

“Colônia de pescadores da Ilha do Governador, a primeira a ser registrada no país, completa cem anos com o desafio de sobreviver diante da poluição na Baía de Guanabara e da concorrência das grandes embarcações”.

(O Globo, André Coelho, caderno Rio, pág. 17)

O título do blog é o inverso do que diz a reportagem de página inteira do jornal, mas foi motivado pela lista dos peixes mais comuns (camarão, Corvina, Sardinha, Linguado e Tainha), raros (Anchova, Pescadinha, Xerelete e Olho de boi) e que sumiram (Badejo, Robalo, Mero e Cação). Explico.

Na minha tese de Doutorado em Geografia na UFRJ, em 1998, que versava sobre o Índice de Integridade Biótica na Baía de Sepetiba – RJ ilustrado pelo Geoprocessamento (SAGA/UFRJ), as famílias de peixes eram escolhidas justo por sua resistência à poluição, exatamente como mostra a lista publicada hoje, ou seja, os mais sensíveis desaparecem logo, e os mais resistentes, persistem.

Outros 2 motivos completam a justificativa para a minha iniciativa. Primeiro: como mostra a Figura abaixo, a Pesca é a atividade produtiva que mais cresce atualmente no Brasil. Segundo: com a implantação do Marco do Saneamento Básico no Brasil, os rios deixarão de ser poluídos e poderemos voltar a comer peixes sem a preocupação de estarem contaminados com esgotos domésticos.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 8 novembro 2020 às 10:33

MAIS ÁGUA PARA O PEIXE

(Revista Globo Rural, Lívia Andrade, Novembro 2020, página 50)

Com a assinatura da Lei. N. 14.011/20 que facilita a cessão de águas da União (lagos da usinas hidrelétricas), o Brasil tem potencial PA quintuplicar a produção de pescados cultivados (em tanques-rede), com ênfase na Tilápia.

A nova Lei tem tudo para mudar o patamar da piscicultura no Brasil, setor que, no ano passado, produziu 758.000 t de peixes de cultivo e registrou um valor bruto da produção (VBP) de R$ 6 bilhões.

“É uma nova fronteira que se abre e vai possibilitar um incremento da produção de 3 milhões de toneladas por ano e um aumento do VBP da piscicultura para R$ 18 milhões”, disse o Sr. Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR).

A Figura abaixo mostra a disposição nos reservatórios da hidrelétricas,  dos tanques-rede.

Tilápia

Com uma produção de 432.149 t, a espécie representou 57% de toda a piscicultura brasileira de cultivo (Aquicultura) em 2019. No ano anterior, era 54%; a produção cresceu 31% nos últimos seis anos.

O mais caro na aquicultura é a terra (para a escavação dos viveiros) mas, se a União tem águas improdutivas e cede para o piscicultor (outorga da água), ele produz, gera emprego, movimenta a fábrica de rações e a logística, a indústria de beneficiamento.

No último relatório da ONU para Agricultura (FAO) sobre Aquicultura (cultivo de organismos aquáticos em condições controladas) e a Pesca, consta que há uma tendência de aumento da produção de peixes de cultivo em todo o mundo e uma diminuição da pesca extrativa, por causa dos limites ambientais.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 outubro 2020 às 9:03

TÍTULO DA MINHA TESE DE DOUTORADO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 26 outubro 2020 às 8:13

A METODOLOGIA DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA

ADAPTAÇÃO DO ÍNDICE DE INTEGRIDADE BIÓTICA USANDO A COMUNIDADE DE PEIXES PARA O RIO PARAÍBA DO SUL, Gerson Araújo, UFRRJ

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-7...

P.S. - O Dr. Gerson, Engenheiro de Pesca, foi um dos orientadores da minha Tese de Doutoramento.

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