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Javali – Uma ameaça subestimada pelo agronegócio


O javali, um animal de origem européia que invadiu o país via países vizinhos e criadores ilegais, tem
desafiado muitos proprietários rurais e suas comunidades onde a população rural
se sente ameaçada por estas feras, em MG uma pessoa já morreu e corre-se o
risco de ser só o primeiro caso[i].

Este animal foi introduzido nos países vizinhos bem como em outros continentes com objetivo de promover a caça esportiva, o problema é que devido à falta de predadores
naturais ao cruzamento com espécies comerciais de porco, o que lhes conferiu
maior eficiência alimentar, grande aumento de peso e as altas taxas
reprodutivas, que transformaram esta praga em uma fera enorme e sem controle, no
Brasil já foram abatidos animais de mais de 200 kg.


Em todos os países onde este animal foi introduzido ou mesmo é nativo é considerada uma praga, na Alemanha um país que já passou por duas guerras mundiais, os mesmos animais invadiram até a capital
Berlim onde em 2008 foram mortos 3000 animais, sendo 500 no centro da cidade e
em novembro deste ano um morador morreu devido aos ferimentos provocados por um
javali.[ii]


Nos EUA é conhecida como “Pig Bomb"[iii] a explosão populacional mundial dos javalis e seus híbridos soltos asselvajados, conhecidos também como javaporcos aqui ou “feral hogs” por lá, estima-se que estes animais causem danos da ordem de US$ 800 milhões na produção de commodities agrícolas[iv], destruindo plantações, recursos naturais ou mesmo comendo pequenos animais. Por todo o país a relatos de ataques de javalis inclusive casos fatais, o que tem causado o combate incessante uma vez que devido sua alta taxa de reprodução, que possibilita dobrar a população a cada quatro meses[v], os órgãos de extensão descobriram que mesmo com o abate ou captura anual de até 70% dos animais ainda não conseguiriam reduzir a sua população. Por lá dizem que eles destroem as plantações e o meio ambiente “comendo como porcos, mas se reproduzindo como ratos”. Em casos extremos são contratados serviços de captura, remoção e abate ao custo médio de USD 230 ou cerca de R$ 400,00 por animal.


No Brasil a situação é ainda mais delicada, pois ameaça o pilar de nossa economia que é o agronegócio por meio de destruição de cultivos e ameaça de transmissão de doenças aos rebanhos e ao ser humano, uma das ameaças é a disseminação de aftosa e leptospirose o que poderia causar embargos comerciais e incalculáveis prejuízos financeiros ao país. O Último foco de aftosa no RS em 2000 levou ao sacrifício de 11 mil animais[vi],

o embargo devido ao ultimo foco surgido no MS levou a um prejuízo estimado em R$ 1,7 bilhões[vii] mostrando que há muitas empresas, empregos, pessoas e famílias em jogo para correr o risco de conviver com estes
animais.


No entanto o IBAMA proibiu a caça destes animais, que entraram pelo Sul do país e estão dia a dia avançando, já estando presentes no PR, SP, MG e até no MT. Ao invés de proibir o governo deveria liberar totalmente o abate deste animal exógeno, invasor e declaradamente nocivo, permitindo o controle destes animais pela população, como legalmente é feito com os ratos, que também são mamíferos exógena, invasores e nocivos pois causam danos econômicos, ambientais e transmitem doenças, no entanto não é necessária nenhuma licença de caça ou autorização legal para controlá-los simplesmente porque são considerados animais NOCIVOS para fins legais.



Enfim, o IBAMA se encontra agora decidindo o futuro do controle desta praga em solo nacional e a sugestão para este problema complexo é bastante simples,bastaria publicar uma Instrução Normativa com a
primeira lista de animais exógenos, invasores e nocivos do país, sendo assim como os ratos,
passíveis de controle por pessoas físicas ou jurídicas devidamente habilitadas para tal atividade, sem a necessidade de autorização do órgão ambiental competente.


Por lei o abate de animais nocivos não é crime, pois são animais que interagem de forma negativa com a população humana, causando-lhe transtornos significativos de ordem econômica ou ambiental, ou que

represente riscos à saúde pública, nesta lista poderiam entrar não só o Javali,
mas todas as espécies da lista nacional de espécies invasoras[viii]
e exógenas, como o pombo doméstico (transmissor de mais de 50 doenças), pardais,
os búfalos do Guaporé em Rondônia, e demais seres que tanto mal tem causado ao
nosso meio ambiente, economia e saúde pública




Sucesso a todos,

--
Eng. Agr. Rafael Salerno
Nova Safra Consultoria e Participações
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
skype: panda_br
+55-31-9882-7421

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