Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Aproveitando o ensejo da minha matrícula no Curso de Licenciamento Ambiental no Estado do Rio de Janeiro, a ser realizado aqui na Cidade Maravilhosa dia 2.6.18 (mês que vem) pela Embarque Cultural e conduzido pelo Dr. Felipe Brasil, achei oportuno compartilhar com os colegas algumas informações sobre o tema e disponíveis na Internet. Inclusive o Mapa Mundi vegetal de uma publicação do SEBRAE, que deu o fundo ao título do tópico.

Quem quiser colaborar, fique à vontade, pois é sempre bom tentarmos nos livrar dessa pecha de poluidores contumazes, por causa dos agrotóxicos.

A primeira informação é sobre a composição de uma equipe mínima para estudos dessa natureza, mostrada numa publicação da FIRJAN. Eu sempre tive curiosidade de saber 'com quantos paus se faz uma jangada'.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO 3 horas atrás

BENZENO NO SOLO

O Benzeno, componente da gasolina, é um dos maiores contaminantes do solo e costuma estar presente, também, no ar (máx. 0,1 ppm), na água (máx. 5 ppb) e até no cigarro (12 a 48 ug/un). Num trabalho feito no Texas-EUA, foram coletadas 90 amostras de solo de um derramamento de gasolina e, destas, ordenei os valores e tomei 10 a intervalos iguais, que são mostradas na Figura abaixo.

Trata-se de calcular a probabilidade de uma amostra retirada aleatoriamente do solo de uma refinaria ou de um posto de gasolina, apresente uma concentração que exceda o limite de 100.000 microgramas de Benzeno por kg de solo (ug/kg).

Ordenadas de modo decrescente e usando a função SE do Excel, na terceira coluna da Figura, apenas 2 valores excederam o limite aceitável. Então, a probabilidade  será de 18% (com os valores da tabela).

Com os dados completos, pode-se montar um gráfico que relacione o Número de Amostras com o Logaritmo da Concentração das amostras, como mostra a Figura abaixo.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO ontem

CRITÉRIOS DE ACEITABILIDADE

(Em números)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO ontem

CRITÉRIOS DE RISCO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO sexta-feira

AVALIAÇÃO DE RISCOS

No trabalho "Avaliação de Riscos Ambientais em Áreas Contaminadas: uma Proposta Metodológica", TCC de Daniel B. Viana na COPPE/UFRJ em 2010, no capítulo Estimativa e Avaliação de Riscos (pág.39/162), ele diz que o modo mais comum de apresentar os riscos é dividindo-o em Risco Social e Risco Individual, com ilustrações que reproduzo na Figura abaixo, enxertada com uma tabelinha de Frequência de Riscos, que tomei emprestada de outro trabalho na Internet.

E para ilustrar a Curva F-N, tomei como exemplo o caso do acidente aéreo de 2 anos atrás com o Clube Chapecoense, que fez 71 vítimas.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira

MODELO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira

RISCOS AMBIENTAIS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira
Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO quarta-feira

PROCESSOS

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 maio 2018 às 10:42

MATRIZ DE OBJETIVOS CONFLITANTES - MOC

Toda vez que se trabalha com assuntos de meio ambiente tem-se 2 tipos de objetivos: a) sócio-econômicos; e b) ambientais, normalmente conflitantes. Perguntas-chave sobre estes temas têm as respostas (S = sim e N = não) anotadas numa matriz, como mostrado na Figura abaixo e relativas ao Município de Parati - RJ. Os números referem-se à contagem dos S's e N's nas linhas, colunas e blocos coloridos que delimitam os setores ambiental (azul) e econômico (roxo).

Os objetivos estão listados nas linhas e repetidos nas colunas. As perguntas são feitas deste modo, p.ex., no caso do objetivo A (Manejo da floresta): "O Manejo da floresta contribui positivamente para a consecução do objetivo B (Preservação dos manguezais), C (Preservação da flora e fauna), D (Minimização do risco de incêndios florestais), E ... M (Pesca artesanal) ?". Por isso, no cruzamento de 2 objetivos iguais, a resposta é sempre positiva ou S.

Procura-se fazer uma hierarquização dos objetivos. Assim, p.ex., o objetivo A contribui mais do que o B para o meio ambiente da região, B mais do que o C, e assim por diante. Os resultados nas verticais mostram o grau de dependência entre os objetivos, ou seja, os que apresentarem menor número de S's são os mais independentes.

Conclusões:

1) Os objetivos D (Minimização do risco de enchentes) e I (Melhoria da qualidade de vida urbana) foram os que mais contribuíram para os outros objetivos, logo, merecem tratamento prioritário. Apresentaram o maior número de Sim (na coluna vertical da extrema direita da matriz) entre os objetivos do bloco de Proteção ambiental (9 no total) e de Sócio-economia (7 no total), respectivamente.

2) O objetivo M (Continuação da pesca artesanal), apresentou a menor repercussão sobre os outros (3/9, o menor número de S's). Por sua vez, foi julgada contribuinte para  o objetivo G (Preservação da beleza cênica, com um único S justamente na coluna G).

3) O objetivo E (Minimização dos riscos de epidemias) foi julgado de pequena repercussão sobre muitos outros objetivos, embora seja importante para a saúde pública. Tendo como  resultado 4/8, apresentou o menor número de S's entre os objetivos do bloco de Proteção ambiental.

4) Os objetivos D, H e J são os mais independentes dos demais para a sua concretização; ou seja, são os mais diretamente relacionados com as decisões políticas e disponibilidades de recursos para obras. Apresentaram como resultados, na coluna vertical, 3/9, 3/9 e 2/10 respectivamente.

5) O objetivo A tem relativa independência. Além de si mesmo, depende dos objetivos C, G e L, os únicos que responderam com S na primeira coluna da matriz.

6) O objetivo I (Melhoria da qualidade de vida urbana) apresenta quase total dependência em relação aos demais. O único não (N) da coluna fica na linha relativa ao objetivo L (Atividade agrícola ou extrativista).

7) A contribuição dos objetivos de Proteção ambiental para eles mesmos (índice 1,88 > 1,00) se reforçam mutuamente e, por ser o maior dos 4 quadrantes da matriz, mostra a consistência que deve existir na proteção ambiental a ser dada ao Município.

8) O índice 1,78 no terceiro quadrante da matriz, indica reforço mútuo entre os objetivos Sócio-econômicos. Deve merecer atenção, contudo, os objetivos H (Melhoria na comunicação) e J (Energia suficiente), pois foram os únicos que apresentaram o mesmo número de S's e N's (6/6) entre os objetivos Sócio-econômicos.

9) A contribuição dos objetivos de Proteção ambiental para os de Sócio-economia é baixa (índice 0,75 < 1,00 no segundo quadrante da matriz), mostrando que existe certa dissociação (e mesmo, conflito) entre ambos.

10) A contribuição dos objetivos de Sócio-economia  para os de Proteção ambiental é a mais baixa entre todos (0,46 < 1), indicando baixa repercussão positiva das iniciativas sócio-econômicas em geral, sobre os de proteção ambiental.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 20 maio 2018 às 11:21

O MÉTODO DELPHI

É uma técnica de pesquisa qualitativa que busca um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de eventos futuros. Isto é feito estabelecendo três condições básicas: a) O anonimato dos respondentes;

  1. b) A representação estatística da distribuição dos resultados; e
  2. c) O retorno (feedback) de respostas do grupo para reavaliação nas rodadas subsequentes.

A Figura abaixo mostra o Fluxograma do processo:

Trata‐se de um questionário interativo, que circula repetidas vezes por um grupo de peritos, preservando‐se o anonimato das respostas individuais.  Na primeira rodada os especialistas recebem questionário preparado por uma equipe de coordenação, aos quais é solicitado responder individualmente. Geralmente o questionário é bastante elaborado, apresentando para cada questão uma síntese das principais informações conhecidas sobre o assunto, e eventualmente, extrapolações para o futuro.

As respostas das questões quantitativas são tabuladas, recebendo um tratamento estatístico simples.  Os resultados são devolvidos aos participantes na rodada seguinte.  Quando há justificativas e opiniões qualitativas associadas a previsões quantitativas, a coordenação busca relacionar os argumentos às projeções quantitativas correspondentes.

A cada nova rodada as perguntas são repetidas, e os participantes devem reavaliar suas respostas à luz das respostas numéricas e das justificativas dadas pelos demais respondentes na rodada anterior.

O anonimato das respostas e o fato de não haver uma reunião física, reduzem a influência de fatores psicológicos, como por exemplo:

  1. a) Os efeitos da capacidade de persuasão;
  2. b) Da relutância em abandonar posições assumidas; e
  3. c) Dominância de grupos majoritários em relação a opiniões minoritárias.

Características do Método:

Interpretação dos Resultados:

Na Figura abaixo, A, B,C e D são os Especialistas; I, II e III são as rodadas; os números de 0 a 10 são simulações das notas dadas pelos especialistas, obtidas no Excel com o comando ALEATÓRIOENTRE(inferior;superior); MÉD é a média das notas dadas em cada rodada; DP é o desvio padrão e CV = (DP ÷ MÉD)*100 = Coeficiente de Variação. Observe que de uma rodada para a seguinte, este coeficiente vai diminuindo.

Alguns autores lançam mão de outras métricas estatísticas para avaliar os resultados como, p.ex., o Coeficiente de Correlação de Pearson, o Teste F de Fisher, simulação de Monte Carlo, rede de Bayes, histogramas e outras.

Um caso prático:

USO DO MÉTODO DELPHI PARA MENSURAR A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANAS: O CASO DO CÓRREGO CHAFARIZ, ALFENAS - MG, BRASIL,

Lopes, Gustavo e aux., 2017.

http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/30...

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