
Imagem de Jósé Salsa
Os vegetais, “
fabricam” seu próprio alimento, como estudamos na escola, com a famosa equação da fotossíntese, onde, na presença de clorofila e
LUZ, ocorre a produção de compostos orgânicos (carboidratos) a partir de compostos inorgânicos, como a água, nutrientes e o dióxido de carbono (CO2), utilizando a energia luminosa em presença de clorofila.
Então, a planta retira a água e nutrientes do solo, o CO2 do ar atmosférico, metabolizando seu próprio alimento e liberando oxigênio para o ambiente.
Para que isso ocorra, além de água, os nutrientes e o CO2, o vegetal precisa de
LUZ (a clorofila já está presente no tecido vegetal).
A
LUZ, é o catalisador fundamental, nesse processo de produção de alimentos do vegetal e de seu desenvolvimento. Sem a presença de luz, a maioria dos vegetais não cresce e, até mesmo, definha e sucumbe.
Nos Gramados Esportivos, essa equação é vital, para que o gramado cresça, produza massa verde, se regenere e suporte altas cargas de pisoteio.
Daí eu bater sempre na tecla da necessidade de estudo criterioso, de equipe multidisciplinar, quando da construção de um Estádio, principalmente dos modelos de Estádio tipo Arena, preconizados pela FIFA, uma vez que estes, pelo fato de usarem coberturas muito próximas ao campo, limitam a entrada de luz no gramados, trazendo vários problemas com relação à equação básica da fotossíntese, acima apresentada.
Mesmo os europeus, que já convivem com os Estádios tipo Arena há mais tempo que nós (nós só temos, hoje, a Arena da Baixada com esse conceito), usam variedades de grama menos suscetíveis à sombra, luzes artificiais (SGL Concept) e, ainda assim, convivem com replantios todos os anos. Só que, na Europa, os replantios e os custos extras advindo dos problemas da sombra nos gramados, são considerados como custos normais de manutenção.
No Brasil, onde ainda lutamos para incutir na consciência de gestores/dirigentes de Estádios, Clubes e CTs., a importância dos palcos verdes para o futebol, a necessidade de bons projetos, de orçamentos de construção e de manutenção dos campos, os Estádios tipo Arena, se não forem muito bem pensados, projetados, executados e mantidos, poderão ser um grande "calcanhar de Aquiles", uma vez que, ainda não existe uma cultura e uma consciência da importância dos gramados e, por vezes, eles ainda são vistos como um custo indesejável e não um investimento inerente ao esporte/espetáculo.
CONCLUSÃO
Para evitar esse e outros problemas, a melhor alternativa é a concepção multidisciplinar do projeto de estádios, que inclua pessoal especializado em gramados esportivos. Desse modo, é possível evitar ou pelo menos diminuir problemas futuros e permanentes com os quais o campo terá que conviver.
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