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O gênero Eucalyptus, pertencente à família Myrtaceae, tem sua origem na Austrália, exceto pelas espécies E. urophylla e E. deglupta que ocorrem em ilhas na Oceania fora da Austrália.(*)

Atualmente, têm-se de 600 a 700 espécies já identificadas, com diferentes exigências quanto à fertilidade de solo, tolerância a geadas e a seca, possibilitando seu plantio em mais de 100 países, todos com importância econômica.

No artigo “A floresta andou”, publicado à pág. 92 de Época Negócios (outubro 2014), Carlos Rydleski diz como subtítulo que ‘o primeiro eucalipto transgênico do mundo, criado pela Futuragene, da Suzano [a 2ª. maior produtora de celulose do planeta], promete ser até 20% mais produtivo do que as espécies convencionais’.

Pincei da revista alguns dados para os colegas:

  • As florestas plantadas, cuja madeira tem uso comercial, espalham-se por 7,6 milhões de hectares do território brasileiro.

  • Por enquanto, do eucalipto transgênico, só temos 2 ha, no município de Angatuba – SP, onde crescem 120 exemplares do H421.

  • Trata-se do primeiro produto transgênico que altera diretamente a produtividade de uma planta (até agora, milho e soja só eram beneficiados com a introdução da resistência a herbicidas ou a pragas).

  • O Brasil tem a segunda maior lavoura [em 1º. Lugar, os EUA] de organismos geneticamente modificados – OGMs do mundo. E a que mais cresce.

  • O tempo de maturação do (novo) eucalipto transgênico é de 5,5 anos, contra 7 anos do convencional, o que aumenta a sua lucratividade de R$ 700/ha.ano para R$ 900,00.

(*) www.ciflorestas.com.br/texto.php?p=eucalipto

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Comentário de José Leonel Rocha Lima em 6 outubro 2014 às 21:55

Muito interessante a reportagem.

Que ganho extraordinário sair de 7 anos pra 5,5 anos para produzir madeira.

Considerando os mais de 10 anos na Argentina e mais de 15 no norte da Europa temos uma imensa vantagem comparativa.

O Rio de Janeiro deveria aumentar o cultivo nas partes altas dos pastos de baixa produtividade e sujeitos a erosão laminar.

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