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Cento e cinquenta e oito anos atrás, um médico chamado Dr. Snow, foi o primeiro indivíduo no mundo a utilizar uma informação geográfica para resolver um problema comunitário. No ano de 1859 ocorreu um surto de cólera em Londres que originou 578 óbitos. Marcando num mapa da cidade os locais das mortes, ele pode visualizar a rua de maior ocorrência e, em seguida, o poço de água contaminada que originou a doença e as mortes. Eu reproduzi o mapa na minha página de Riscos de Acidentes na Zona Rural:

 www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/sr10.htm.

Em Julho de 2017 a empresa Geoprocessamento Sem Fronteiras realizou na modalidade ensino à distância - EAD, o curso SIG na Análise de Riscos Ambientais com ArcGIS, com o patrocínio do CREA-RJ e Progredir. Embora eu já trabalhe nesta área há alguns anos, pois tenho o Doutorado em Geografia (UFRJ, 1998), eu fiz o Curso e recomendo. Aliás, aproveitei o gancho para elaborar o mapa de Riscos de Enchente em Belém, minha cidade natal (Fig. 1).

Utilizando dados do Serviço Geológico do Brasil - CPRM (*), foi possível elaborar o mapa que mostra, à Nordeste, as áreas  mais sujeitas a inundações. Felizmente o centro da cidade de Belém em si, ficou resguardado. Belém, segundo o IBGE, tinha em 2016 uma população estimada em 1.446.042 habitantes e área de 1.059,458 km².

Com o software (que também pode ser gratuito, como o QGIS), é possível saber exatamente quantas residências se encontram em áreas de risco, para uma possível remoção. Os dados da CPRM também mapeiam as áreas dos municípios com relevo acidentado como, p.ex., os da região serrana do Rio de Janeiro, suscetíveis de deslizamentos de encostas na época das chuvas.

Não apenas os moradores das cidades podem se beneficiar desses mapas de risco. Na zona rural das áreas mais planas, somente o arroz e o agrião são as culturas que podem resistir a uma inundação. Lembrando que os recurso dos Sistemas Geográficos de Informação - SIG (em inglês) permitem ainda, com dados da Embrapa e outras fontes encontrados facilmente na Internet, elaborar mapas de curvas de nível e delimitação de bacias hidrográficas, entre outros.

Eu soube recentemente, que até dados de chuva podem ser baixados de site da NASA para ser usado em estudos hidrológicos aqui no Brasil (https://giovanni.gsfc.nasa.gov/giovanni/).

Finalizando, Geoprocessamento é agro, GIS é top, GIS é tech, está na rede !

 

(*)http://www.cprm.gov.br/publique/Gestao-Territorial/Geologia-de-Enge...

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 outubro 2017 às 16:01

UM PACOTE PARA MAPAS NO R

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 9 setembro 2017 às 15:50

DADOS DE TEMPERATURA PARA ESTUDOS AMBIENTAIS

http://www.sigeoambiental.com.br/como-extrair-dados-de-temperatura-...

(Sugestão do Facebook)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 setembro 2017 às 17:41

MAPAS DA CPRM

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 setembro 2017 às 18:20

PLANO DIRETOR MUNICIPAL RURAL

http://www.agricultura.gov.br/acesso-a-informacao/institucional/pla...

(À pág. 20, veja a importância das Geotecnologias).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 agosto 2017 às 17:12

VALIDAÇÃO DA TEORIA

Os dados de precipitação (chuva), no Brasil, são registrados nos Postos Pluviométricos, locais onde são instalados os pluviômetros (garrafas metálicas com boca de tamanho padronizado) tipo "Ville de Paris". Como esses dados apresentam falhas, aqueles coletados por satélites são importantes para estudos hidrológicos.

O trabalho Avaliação das Estimativas de Precipitação do Produto 3B43 - TRMM do Estado do Amazonas, de Catherine Almeida e aux., 2015, publicado na Revista Floresta e Ambiente, da UFRRJ, comparou a qualidade dos dados de satélite com os de estações terrestres, concluindo que os resultados foram bastante satisfatórios.

A Tabela abaixo mostra alguns dos produtos do satélite TRMM e suas características. O trabalho pode ser lido no link abaixo;

http://www.scielo.br/pdf/floram/v22n3/2179-8087-floram-22-3-279.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 agosto 2017 às 15:10

VOLUME DE CHUVA EM ALTAMIRA

O Município de Altamira, segundo o IBGE, apresenta uma área de 159.533 km² e 111.435 hab. O mapa elaborado pelo ArcGIS mostra a altura de chuva mensal em 206 quadrículas de 25 km² cada, o que pode ser confirmado pela escala gráfica. Assim, cada quadrícula tem uma área de 25.000 m x 25.000 m = 625.000.000 m².

O volume de chuva que caiu sobre o Município em Janeiro de 2017, segundo o satélite TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission) da NASA, pode ser calculado multiplicando-se as alturas de chuva de cada quadrícula (após a transformação das unidades de milímetros para metros) pela sua área. Assim, p.ex., num ponto que indique uma chuva de 356 mm, o seu volume de chuva será o resultado da expressão: 625.000.000 m² x 0,356 m = 222.500.000 m³.

Acrescentando uma coluna à Tabela de Atributos da camada dos pontos que representa as quadrículas (no mapa do ArcGIS), automatizamos o cálculo acima para cada uma das 206  quadrículas, resultando no total de 40.161.799.766 m³. Dividindo-se este valor pelo número de segundos do mês (30 dias x 86.400 s = 2.592.000 s), resulta uma vazão ou descarga de 15.495 m³/s.

Isso corresponde a cerca de 8% da vazão de todo o Rio Amazonas na foz, que é de 200.000 m³/s.

Esses cálculos são conceituais e teóricos. Não pense que toda esta água vai correr pelos rios do Município e chegar ao Rio Amazonas. Mesmo porque, ela foi detectada pelos sensores radiométricos do satélite a 350 km de altitude e, na Amazônia, dependendo da cobertura vegetal (copa frondosa das árvores), cerca de 17% do total de precipitação é interceptado pelas folhas, evaporam e voltam dali mesmo para a atmosfera. Outra parte considerável se infiltra no solo (a Amazônia é uma bacia sedimentar e, portanto, arenosa) e não escoa superficialmente. Há, ainda, as parcelas que evaporam do solo; as que são consumidas pela população e aquelas que voltam à atmosfera pela evapotranspiração.

Risco de Enchentes

Os rios, nos seus postos fluviométricos, dispõem de régua linimétricas que indicam o nível d´água atual dos mesmos. Através da Curva-Chave, para cada nível de água corresponde uma vazão ou descarga. Na época das chuvas, a população ribeirinha se preocupa com o possível atingimento dos níveis máximos, que podem provocar as enchentes. Essas (normalmente localizadas nas margens dos rios) são as áreas de risco.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 29 agosto 2017 às 18:25

DADOS DE CHUVA DO SATÉLITE TRMM NO ARCGIS

1 - Entrar no site da NASA para baixar os dados (https://giovanni.gsfc.nasa.gov/giovanni):

a) Maps: Time Averaged Map;

b) Select Date Range (UTC): 2017-01-01 to 2017-01-31;

c) Select Region: feita no mapa mundi;

d) Key word: precipitation > Search > Precipitation Rate/TRMM_3B43v7/month/day;

e) Plot data;

f) Downloads/NetCDF/g4...nc > OK

2 - Abrir ArcMap e adicionar o shapefile do Município a ser estudado (Altamira-PA):

a) ArcToolbox > Multidimension Tools > Make NetCDF Raster Layer > Inserir arquivo item 1.f;

b) Selecionar camada > Data > Export Data... > OK > Color Ramp: vermelho-azul > OK;

c) ArcToolbox > Spatial Analyst Tools > Extraction > Extract by Mask (ppt_Altamira.tif);

d) ArcToolbox > Conversion Tools > From Raster > Raster to Point;

e) Layer Properties > Display / Field: GRID_CODE >OK.

3 - Vídeo mostrando essa rotina:

https://youtu.be/Wm_VRLTY2Js

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 28 agosto 2017 às 10:09

No Face, dizem que o Mapa do Veneno está aqui:

http://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/outras-palavras-um-...

(Se confirmado, será um risco para todos nós).

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