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Dizem que a primeira impressão é a que fica: o 1o. beijo, a 1a. namorada, o 1o. emprego... Isso também deve acontecer com o aprendizado. Ficamos envergonhados quando lemos que o Brasil fica sempre na rabeira quando das avaliações internacionais de ensino, com relação à Matemática e às Ciências. Na década de 40, quando nasci, éramos obrigados a decorar a tabuada inteira, com direito à palmatória para os que não acertassem.

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O motivo deste post é sugerir a leitura (no portal G1 deve constar) do artigo de hoje, 4.12.15, no caderno Sociedade de O Globo, intitulado "Valorização das boas práticas de ensino", uma iniciativa Educadores do Brasil, que premia os melhores projetos e docentes do país. Quem ganhou pela 3a. vez o troféu, foi Ivan Nunes Gonçalves, com o projeto "Matematicando, tô ligado !", desenvolvido em uma escola de ensino fundamental de Arroio Grande (RS). A ideia, conta ele, é trazer a matemática para um contexto lúdico:

--- Conseguimos atrair a atenção do estudante mesclando a matemática com jogos, brinquedos e até poesia. Nosso índice de aprovação na disciplina, que antes ficava em 35%, chegou a 90%. E isso com conteúdo de verdade, os alunos aprendem mesmo.

Bacana. Parabéns ao colega. Lembrei-me do sucesso que faz a Academia Kahn (Kahn Academy) com seus vídeos de ensino das exatas.

Um recado para os jovens: cuidem da saúde que é bom envelhecer, pois temos a chance de acompanhar a evolução dos fatos. Na década de 40 ainda não havia TV, só rádio e jornal; na de 50, não havia o plástico e o ferro e a madeira imperavam soberanos; na de 60, as calculadoras manuais eram de manivela; na de 70, desmatar a Amazônia era sinal de progresso ("Integrar para não Entregar", diziam os milicos que abriram a Transamazônica), mas foi também quando surgiu a 1a. calculadora eletrônica (eu tive uma HP-25, programável e que fazia um sucesso); na década de 80, o Dr. Snow, em Londres, encontra um poço que provocou a cólera na cidade, simplesmente anotando num mapa da cidade os casos de doentes; na de 90 surge o 1o. SIG (1962, no Canadá), o 1o. microcomputador (1976, Apple I, nos EUA) e no Brasil (TK-85, 1981). Em compensação, o nosso Google era a Enciclopédia Barsa. O resto, você já sabe.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 janeiro 2016 às 13:55

NOTA:

No venturi bocal longo, a equação da perda de carga é dada pela equação:

hf = (0,18 - 0,2.m).h

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 21 janeiro 2016 às 9:49

VENTURI

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 janeiro 2016 às 18:00

ORIFÍCIO DE GRANDES DIMENSÕES

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 19 janeiro 2016 às 15:40

RESSALTO HIDRÁULICO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 16 janeiro 2016 às 15:08

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 16 janeiro 2016 às 14:55

ESCADA HIDRÁULICA

A escada hidráulica, segundo o Eng. Plínio Tomaz, é um dissipador de energia usado há 2.300 anos. Por outro lado, é uma das obras hidráulicas mais complexas que existe e, ainda pouco estudadas no Brasil. A Norma DNIT 021/2004 trata do assunto.

A inclinação mais usual da escada hidráulica é de 1V:2H ou 1V:3H, embora a bibliografia recomende como melhor a relação 1V:1,43H, o que lhe confere um ângulo que varia entre 10o e 55o. A altura ou batente do degrau varia entre 0,20 e 0,90 m.

A seção transversal da escada hidráulica (propriamente dita) é retangular, bem como da bacia de dissipação de energia que a segue. Antes dela, costuma acontecer um tubo e, em seguida, a transição para a largura da escada. Após a escada e a bacia de dissipação, o rip-rap.

Quando dividimos a vazão afluente pela largura da escada, obtém-se a chamada vazão específica (q = Q/B) que, em obras de pequeno porte, varia de 1 a 8 m³/s.m.

Existem vários tipos de bacias de dissipação de energia. Os principais são os tipos I,II,III e IV. Os critérios técnicos para a sua escolha estão resumidos no Quadro abaixo, onde Fr é o Número de Froude, V1 a velocidade do fluxo na escada e q a vazão específica.

 

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 janeiro 2016 às 9:04

Caro colega Eduardo,

Ao reproduzir fórmulas que utilizava quando ainda estava na ativa, sempre consulto o Google para me certificar de que não estou defasado (no tempo e na tecnologia), e tenho ficado surpreso com a quantidade de texto técnico disponível. Aproveito para baixar os manuais. Tenho visto, sim, muita coisa sobre bacias de dissipação e escada hidráulica. Só não divulguei ainda aqui na Rede porque eu nunca projetei uma mas, com o seu pedido, posso rever minha posição. Fique à vontade para matematicar aqui comigo.

Um abraço.

Comentário de Eduardo B. Teixeira Mendes em 11 janeiro 2016 às 16:56

Caro professor Jose Luiz, 

Aqui em SP eles estão solicitando que nos projetos de barramento, seja calculado canal dissipador, com inclusão de escada hidráulica, vc tem algum material, sobre isso?

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 janeiro 2016 às 16:17

VERTEDOURO DE BARRAGEM

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 janeiro 2016 às 14:49

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