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ÁREA FOLIAR DO PEPINO

A cultura de pepino encontra-se entre as dez hortaliças de maior interesse comercial no Brasil, destacando-se o atendimento da demanda no período de entressafra, geralmente associado ao período de inverno. O rendimento do pepino cultivado a campo no Brasil é ainda muito reduzido, estando em 1,6 kg/m² para pepino em conserva e, 2,5 a 8,0 kg/m² para pepino tipo salada (Silva et al., 1992; Epagri, 1993). Para as condições de cultivo em casa de vegetação, os rendimentos encontram-se entre 15 a 30 kg/m² (Alfonso Osório et al., 1984; Robles, 1985; Martins et al., 1995).

A interação entre as plantas (genótipos) e o ambiente (fatores climáticos e edáficos) condiciona a produção agrícola em determinada região. Pode-se afirmar que a produção vegetal está diretamente relacionada com o aproveitamento da energia solar pela cultura, transformada em energia química durante o processo fotossintético (Leme et al., 1984) sendo as folhas principais responsáveis por esta conversão. (1)

Yang et al. (1990) relacionando comprimento (L), largura (W) e área foliar (A) em folhas da cultura de pepino, obtiveram o seguinte modelo:

A = 0,739.L.W - 0,00104

Onde A = área foliar (cm²), L = comprimento da folha (cm) e W = largura da folha (cm).

A partir de valores de A encontraram modelos para estimar o Índice de Área Foliar - IAF em função da altura (h) da cultura: IAF = 0,886.h - 0,0965 (R2 = 0,99).

No estudo, avaliou-se, semanalmente, ao longo do ciclo da cultura, a área foliar (m2 de folha por planta) e o índice de área foliar (IAF) através de medidor de área foliar (modelo Licor 3000) denominado "Areameter". Foram coletadas, também semanalmente, duas plantas, dentro e fora da casa de vegetação, cujo IAF foi obtido a partir da relação:

IAF = (AF.NP)/AT

em que:

AF - área foliar média de duas plantas (m2)

NP - número de plantas por metro quadrado (8 plantas)

AT - área total considerada (1 m2)

Relação entre IAF e produtividade

A produtividade total do ciclo de inverno foi de 20,56 e 4,99 kg/m², para as condições interna (Pint) e externa (Pext), respectivamente. Tal diferença associa-se a uma condição de exposição do meio externo a elevadas amplitudes térmicas ao longo do dia e do ciclo e, também, ao estresse mecânico provocado pelo vento frio (média interna de 0,118 m/s e média externa de 2,06 m/s) que danificou o caule da cultura, provocando a morte de tecidos e de algumas plantas.

Como o IAF se relaciona com a produção de matéria seca e consequente produção total da cultura (Mota, 1981) relacionou-se a produtividade em kg/m².semana com o IAF, através de modelos exponenciais do tipo Y = a.ec.IAF, obtendo-se os seguintes modelos:

Pint = 0,426.e0,364.IAF

Pext = 0,133.e0,887.IAF

Medições com ImageJ

A área foliar medida pela equação foi de A = 30,2 cm². Como não tínhamos referência de escala, consideramos a extensão dos 4 dedos da mão, na altura do bordo esquerdo da folha, como sendo de 7,5 cm.

 

REF.

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 janeiro 2020 às 18:59

CONCLUSÃO DO ESTUDO DA FOLHA DO PEPINO

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