Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Mundialmente, a piscicultura assume importância cada vez maior na produção de alimentos, com uma taxa de crescimento de 10% ao ano. A piscicultura é uma alternativa agropecuária com excelente perspectiva de desenvolvimento e retorno econômico, otimizando os recursos da propriedade. O crescimento da população e mudanças nos hábitos alimentares aumenta o consumo de pescado que é excelente fonte de proteína animal; nesse cenário a aquicultura desponta como a principal atividade capaz de suprir essa demanda. (1)

A Tilápia é a espécie mais cultivada no Brasil, e a sua subespécie Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) a mais utilizada para o cultivo por apresentar o melhor desempenho, mais especificamente a linhagem Chitralada.(2)

A aplicação de modelos matemáticos na Biologia vem sendo cada vez mais útil no estudo de fenômenos biológicos diversos. Com modelos de crescimento alométrico, por exemplo, podem se obter taxas de crescimento, taxas de ganho e graus de maturidade em qualquer estágio de desenvolvimento do animal, que são fatores importantes na avaliação de desempenho produtivo e econômico da criação (Alves, 1986).

A Modelagem Matemática da dinâmica populacional de uma determinada espécie descreve as diferentes variações no tamanho populacional dessa espécie. Nessa descrição, as variáveis, parâmetros e constantes caracterizam os fenômenos bióticos e abióticos que afetam o tamanho populacional dessa espécie.

A equação de Von Bertalanffy

O Biólogo australiano Von Bertalanffy, no ano de 1938, formulou um modelo matemático para analisar o crescimento em peso de peixes. O modelo de Bertalanffy foi utilizado porque além de ser um modelo simples, tem uma qualidade elevada de ajuste, além de estimativas condizentes com a realidade quando comparado a outros modelos. A sua formulação básica “O crescimento do peso do peixe é proporcional à área da sua superfície externa (anabolismo) o decaimento é proporcional a energia consumida (catabolismo)” pode ser aplicada ao crescimento de outras espécies.

O modelo de Bertalanffy é importante no estudo do crescimento alométrico de seres vivos, e talvez um dos mais utilizados.

Na planilha acima, os dados das 3 primeiras colunas referem-se à medições executadas na propriedade; a terceira já foi calculadas pela equação, e a quarta é a diferença de resultados. Plotando-se (gráfico de dispersão) no Excel o tempo (t) e comprimento (L) e ajustando-se a equação pelo método Linear, obtêm-se os parâmetros L  ͚ (comprimento máximo do peixe) e K (velocidade de crescimento).

O peso é calculado pela expressão abaixo.

REF.:

[1] Aquicultura / Piscicultura, FIPERJ

http://www.fiperj.rj.gov.br/index.php/aquicultura/psicultura

[2] Modelos de População Unidimensionais e Bidimensionais Aplicados na Aquicultura, TCC de Mariana Uzeda Cildoz, UFSC, Foz do Iguaçu,  2011

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/107655/MTM00...

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 16 outubro 2020 às 15:15

TANQUE ESCAVADO PARA PISCICULTURA

A criação de tilápias depende das fases comuns de produção, mostradas na Figura abaixo, sendo a de 3 fases, a mais econômica e vantajosa, segundo o SENAR.

Dentre as diversas espécies de peixes criadas no país, a tilápia destaca-se devido ao conjunto de técnicas adotadas na sua produção. Essas permitem que o piscicultor tenha elevada produtividade, quando comparada com outras espécies. Por ser um animal tropical, a temperatura ideal para a criação deve estar entre 26 e 30ºC. Sendo assim,  a tilápia poderá ser cultivada em quase todo  território brasileiro. No entanto, é esperado um desenvolvimento mais lento dos peixes cultivados em locais onde haverá maiores ocorrências de  temperatura da água fora da faixa ideal.

Segundo a EMATER – DF, para a criação de tilápias em viveiros de terra no sistema semi-intensivo, com baixa renovação de água, adubações e o uso de rações balanceadas, são recomendados de dois a três alevinos por metro quadrado (2 a 3 peixes/m²) de lâmina de água.(5)

Para quem quer investir em criatórios de tilápia, dois tipos de tanques são essenciais. Entretanto, a construção e instalação de cada tipo de tanque são distintas. Os tanques de terra são escavados no terreno (viveiros), mais adequados para a fase de recria da tilápia. Já os tanques-rede são instalados em lagos, rios ou açudes, próprios para a fase de engorda da tilápia. Os tanques de terra receberão os alevinos, onde permanecerão até o final da fase de recria, em média, 60 dias. Eles deverão ser construídos em terreno plano, uns próximos dos outros, para facilitar o manejo dos peixes e o abastecimento de água.

As dimensões dos tanques e o total de tanques para a criação de tilápias dependem do volume de produção do criatório. Para isso, o piscicultor deverá ser bem criterioso, porque se optar por um número muito grande de tanques, seus custos serão muito altos.

Em contrapartida, se o criador escolher um número menor de tanques, sua capacidade produtiva será muito baixa. Por isso, deve sempre haver equilíbrio e cautela para a instalação e construção dos tanques de tilápia.

O ideal é que a área seja retangular para que a distribuição dos tanques se dê de forma uniforme, e que o seu formato também seja retangular. Não são recomendados tanques menores que 400 m² e maiores de 6.000 m². Os muito pequenos aumentam os custos de manejo além de permitir grandes variações na temperatura da água durante o dia. Já os muito grandes apresentam grandes dificuldades de manejo e captura dos peixes.

A quantidade de água necessária para sistemas de cultivo semi-intensivo varia de 36 a 180 m³/hora.hectare.

Para uma piscicultura comercial, em geral, viveiros entre 200 e 2.000 m2 são adequados para a recria de alevinos e viveiros ou açudes entre 1.000 e 10.000 m2 são mais comuns para a produção de juvenis e a engorda de peixes. Regra de ouro: é mais barato construir um tanque de 1.000 m2  do que dois de 500 m2. (1)

Ambiente - O ideal é manter no viveiro a quantidade proporcional de um peixe por metro quadrado (com sistema de aeração noturna, dobre o volume). Por precaução, compense mortes com a adição de 20% a mais. Corrija o pH da água, mantendo-o em 7. Use calcário dolomítico e, após uma semana, inicie a adubação com composto orgânico. Verifique se a água tem transparência por profundidade de 60 centímetros. (2)

Criadas sozinhas no tanque, podem alcançar produtividade de cinco toneladas por hectare ao ano. Com incremento de investimentos em tecnologia, pode-se chegar a 50 toneladas por hectare. Escolha filhotes (alevinos) com no mínimo 1,5 centímetro e um grama de peso. Devem ser embalados em sacos plásticos contendo oxigênio.

O déficit mundial de pescados projetado para 2030 é de 34 milhões de toneladas. A aquicultura é o segmento pecuário de maior crescimento nas três últimas décadas (FAO). (3)

Tamanho da área. Propriedades com largura inferior a 50 metros apresentam dificuldades para implantar unidades com boa operacionalidade, uma vez que os tanques teriam formato muito longitudinal, ou seja, muito compridos, o que aumentaria os investimentos iniciais na movimentação de terra, tubulação de abastecimento e canais de descarga, entre outras estruturas necessárias.

A declividade do terreno não deverá ser maior que 2%, ou seja, para cada 100 metros lineares da área, o desnível do ponto mais baixo para o ponto mais alto, não deve ser maior que 2 metros.

O solo ideal é o que apresenta textura argilo-arenosa, ou seja, quando está úmido, ao se fazer uma tira nas mãos dá para juntar as duas pontas sem quebrar a tira. Tecnicamente é o solo que na sua análise granulométrica apresenta 40% de argila e 60% de areia.

Volume de água necessária. Conhecendo-se a capacidade de produção da fonte, dimensiona-se o tamanho do projeto e dos tanques, de modo que a água disponível atenda às demandas de abastecimento e das renovações previstas ao longo do cultivo. Usos da água na criação: abastecimento dos tanques; reposição da água evaporada; reposição da água infiltrada; reposição da água de troca em função do nível tecnológico empregado. A renovação da água do tanque pode variar de 5 a 30% do volume do tanque.

A escavacação dos tanques de terra deverá ser feita em terreno com topografia plana, para que a água chegue aos tanques pela ação da gravidade. Além disso, o fundo deve ser bem nivelado, no sentido transversal, com desnível de 20 a 30 cm no sentido do comprimento. O formato de cada tanque deve ser retangular, para facilitar a retirada dos peixes por meio das redes. (4)

Profundidade

Os viveiros devem ter uma profundidade de, pelo menos, 0,90 m na parte mais rasa, de forma a evitar o crescimento de plantas aquáticas indesejadas nessa área.

As áreas mais profundas devem ter entre 1,50 e 2,50 m. Evite construir viveiros com profundidade acima de 3 m, pois as camadas de água mais profundas são improdutivas por serem pobres em oxigênio. Além disso, quanto mais profundo for o viveiro, maior será a movimentação de terra e o custo da construção.

Inclinação dos Taludes

Para uma durabilidade de 7 a 10 anos, construa os taludes internos com inclinação de 2:1 ou ainda mais suave. Viveiros e açudes grandes, com área acima de 20.000 m2  estão, geralmente, mais sujeitos a ondas provocadas pelos ventos e devem ter os taludes com inclinação de 3:1. Construa os taludes externos com inclinação mínima de 1:1,5, de modo a garantir o suporte necessário.

Os taludes devem permitir o acesso de veículos o ano todo e sob quaisquer condições de tempo, para garantir que as operações de manejo da piscicultura, como alimentação e despesca, possam ser feitas.

Largura da crista

Taludes principais: largura mínima da crista de 3 a 4 metros para permitir a passagem de veículos;

Taludes secundários: largura da crista deve permitir o tráfego de veículos menores e a roçada mecanizada;

Taludes pequenos: a largura da crista pode ser igual à altura do talude.

Borda livre

A borda livre é a diferença de altura entre o nível da água e o topo do talude. Ela é importante, pois preserva seu topo do excesso de umidade. Em açudes, a borda livre é uma segurança adicional contra a elevação repentina do nível de água durante as chuvas.

Mantenha a borda livre de 30 a 40 cm para viveiros de até 5.000 m2 . Viveiros maiores devem ter borda livre entre 40 e 50 cm. Para açudes com até 2 ha, use a borda livre de 60 a 80 cm. Açudes maiores devem ter bordas livres entre 80 cm e 1 m, para maior segurança.

Fundo do tanque

Qualidade da água

Dimensionamento dos tanques

A determinação das dimensões dos tanques de recria serão obtidas a partir de duas considerações, ou seja:

1) A mortalidade aceitável na produção comercial de tilápias é de 20%, sendo 18% na fase de recria e 2% na fase de engorda; e

2) Em cada metro quadrado de área alagada dos tanques de terra, para recria, poderão ser colocados 10 alevinos.

REF.:

[1] Piscicultura: construção de viveiros escavados, SENAR, Brasília- DF, 2018

https://www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/209-VIVEIROS-ESCAVADOS...

[2] Revista Globo Rural, 2018

https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-criar/noti...

[3] CRIAÇÃO DE TILÁPIA EM TANQUES ESCAVADOS, Sebrae, Natal-RN, 2014

http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/b...

[4] Como construir tanques para criação de tilápias, Cursos CPT

https://www.cpt.com.br/artigos/como-construir-tanques-para-criacao-...

[5] Criação de Tilápias, Emater – DF, Brasília, 2009

http://www.emater.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/Cria%C3%A7%C...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 12 outubro 2020 às 15:57

ANATOMIA DO PEIXE

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 outubro 2020 às 11:02

A IMPORTÂNCIA DA PISCICULTURA

O gráfico abaixo, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que a criação de peixes é mais promissora que a de gado, porcos e frangos. (1)

A principal espécie criada em cativeiro no Brasil é a Tilápia, seguido pelo Tambaqui, como mostra o gráfico abaixo.

Os principais Estados produtores de Tilápia no Brasil, constam do gráfico da Figura abaixo.

REF.:

[1] EVOLUÇÃO DA PISCICULTURA NO BRASIL: DIAGNÓSTICO E DESENVOLVIMENTO DA CADEIA PRODUTIVA DE TILÁPIA, de Eduardo Pickler Schulter e José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, IPEA, Rio de Janeiro, 2017

http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8043/1/td_2328.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 11 outubro 2020 às 10:13

PESCARIAS NO MUNDO E FORMA DOS PEIXES

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 9 outubro 2020 às 17:25

A FICHA DO BICHO

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 8 outubro 2020 às 9:17

ÍNDICE DE CONDIÇÃO DO PEIXE OU PESO RELATIVO

Todo animal cresce, não só em comprimento mas também em peso e a relação entre essas duas variáveis vem sendo utilizada na aquicultura como meio de estimar o peso de um indivíduo, em função de seu crescimento e como indicador de sua condição nutricional, reprodutiva e de bem-estar geral (Rossi-Wongtschowski, 1977).

Considerando-se a crescente exploração dos recursos naturais, conclui-se que o estudo do crescimento de peixes se reveste de fundamental importância para o conhecimento dos ecossistemas envolvidos, podendo fornecer subsídios para a preservação, manejo e produção de ecossistemas naturais e artificiais (Sá, 1989).

A relação peso/comprimento total em peixes, tem sido analisada como informação biológica, sob dois aspectos ou objetivos diferentes: facilitar a estimativa do peso dos indivíduos, através do conhecimento de seu comprimento e como medida da avaliação do peso esperado para o comprimento de um peixe ou grupo de indivíduos, indicando suas condições gerais, ou seja, acúmulo de gordura, bem-estar geral e desenvolvimento gonadal.

A medida em que aumenta o número de peixes por m3 , a taxa de crescimento individual dos peixes decresce porém a biomassa total obtida é maior; por outro lado, a homogeneidade de peso entre os peixes aumenta sempre que se eleva a densidade de estocagem. A densidade de estocagem ótima é representada pela maior quantidade de peixes produzida eficientemente por unidade de volume de um tanque-rede. Produção eficiente não significa o peso máximo que pode ser produzido mas sim, o peso que pode ser produzido com uma baixa conversão alimentar em um período razoavelmente curto e com um peso final acatado pelo mercado consumidor.

O índice de condição em peixes é uma forma de medir a saúde geral de um peixe, comparando seu peso com o peso típico de outros peixes do mesmo tipo e do mesmo comprimento. O índice de condição é o peso real dividido pelo peso esperado, vezes 100%. Um peixe de peso normal tem um índice de condição de 100%. Portanto, se um tarpão, por exemplo, tem um índice de condição de 104 por cento, isso significa que ele está acima do peso normal para um tarpão médio desse comprimento. Se um tarpão tem um índice de condição de 92 por cento, isso significa que ele é mais fino ou está abaixo do peso normal de outro tarpão desse comprimento. O índice de condição depende de quanto um peixe está comendo em comparação com a energia que ele tem que gastar para viver, migrar, se reproduzir e realizar suas outras atividades. O índice de condição para peixes é uma medida simples que pode ser usada para fornecer informações biológicas importantes que podem ser usadas para tomar melhores decisões de manejo. (1)

A equação do peso relativo é mostrada abaixo. A interpretação da medida é feita da seguinte forma: se o resultado da medida for 100, o peixe está em boas condições; acima disso, está relativamente melhor, e abaixo, relativamente pior.

Peixes com alto peso relativo são gordos, enquanto aqueles com baixo peso relativo são magros. Os peixes devem ser medidos da ponta do nariz com a boca fechada até o final da cauda. Balanças para pesar peixes podem ser adquiridas na maioria das lojas de artigos esportivos. Peixes com peso relativo inferior a 0,80 ou 80% do padrão são considerados extremamente magros, indicando falta de alimento para aquele animal. Pesos relativos entre 0,8 e 1, embora não sejam ideais, estão bem dentro da faixa encontrada em populações saudáveis. Os proprietários do tanque podem usar o peso relativo dos peixes que pegam no tanque para acompanhar o sucesso de suas estratégias de manejo do tanque. (2)

Estudiosos do tema costumam associar, algumas vezes, o peso relativo do peixe ao seu teor de gordura corporal, como mostra a Figura abaixo. Às vezes, o valor abaixo de 100 indica a infestação de parasitas, como mostra este artigo do Journal of Fish Biology de 2015. (3)

No trabalho Rendimento do filé de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) criada em tanques-rede, Maia Jr. (2004) estudando a dinâmica das variações limnológicas em sistemas de criação de peixes em viveiros escavados em solo natural encontrou, ao final de 120 dias de experimento, tilápias do Nilo com peso médio de 514,94 ± 54,06 g; comprimento médio de 28,72 ± 0,83 cm e altura média de 11,56± 0,68 cm. (4)

Assim, p.ex., se considerarmos o peso esperado de 515 g e obtivermos um exemplar com apenas 500 g, pela equação, resulta: Wr = (500 ÷ 515)*100 = 97% que é a sua condição ou peso relativo.

REF.:

[1] https://en.wikipedia.org/wiki/Condition_index

[2] https://www.aces.edu/blog/topics/fish-water/relative-weight-an-easy...

[3] https://www.otago.ac.nz/parasitegroup/PDF%20papers/LagruePoulin2015...

[4] http://livros01.livrosgratis.com.br/cp078635.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 outubro 2020 às 9:40

AINDA SOBRE O POST COMPRIMENTO PESO

A curiosidade fica por conta do expoente 3 da equação (exponencial) do crescimento. Ele consta da fórmula mostrada no post inicial e, no caso do artigo que motivou este da Relação Comprimento Peso, pelo que entendi, a conclusão da autora é que, quando ele é superior a 3, indica que o peixe foi superalimentado, ou seja, está um tanto obeso.

(Fecha parêntesis).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 outubro 2020 às 9:16

RELAÇÃO COMPRIMENTO PESO

Modelos matemáticos de crescimento de peixes oferecem um método prático e objetivo para descrever dados de padrões de crescimento e estimar o peso dos peixes nos intervalos entre as amostragens. O crescimento, que é definido como uma mudança na magnitude, pode ser medido em tamanho e composição do tecido e representa um dos parâmetros mais significativos na aquicultura. (1)

Os dados sobre o comprimento corporal total (L) e peso corporal foram registrados em cada peixe. Os parâmetros a e b da relação peso-comprimento foram estimados por transformação logarítmica da equação W = a* L^b , em que W é o peso corporal (g); L é o comprimento padrão do corpo (cm); a é o intercepto; e b é a inclinação. As relações peso-comprimento foram usadas para fornecer a condição dos peixes e determinar se o crescimento é isométrico (b = 3) ou alométrico (alométrico negativo: b <3, ou alométrico positivo: b> 3) (Ricker, 1973). Para checar se o valor médio de b era significativamente diferente de 3, o teste t foi conduzido com significância de 0,05. Outros testes estatísticos foram realizados no experimento.

Fatores como a composição da dieta (Moraes et al., 2009), densidade de estocagem (Araujo et al., 2010), os parâmetros físicos e químicos  da água podem afetar o crescimento dos peixes; no entanto, o maior ganho de peso dos peixes neste estudo foi porque os peixes foram alimentados até a saciedade aparente.

A relação peso-comprimento foi estabelecida usando a equação W = 0,0203 * L^3,0604 (R² = 0,9914), como mostra a curva abaixo. Assim, com L = 25 cm, o peso será W = 385 g.

Gráfico com dados do post inicial

REF.:

[1] Length–weight relationship and prediction equations of body composition for growing-finishing cage-farmed Nile tilapia, Tarcila Silva e auxs, Revista Brasileira de Zootecnia, 2015

https://www.scielo.br/pdf/rbz/v44n4/1516-3598-rbz-44-04-00133.pdf

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 outubro 2020 às 9:08

COMO MEDIR O COMPRIMENTO DE UM PEIXE

Há pelo menos dois métodos para se determinar o comprimento de um peixe; o mais usual é um suporte graduado onde se faz a medida, como mostra a figura abaixo.

O outro, quando o peixe é muito pequeno, como alguns ornamentais, ou alevinos de peixes grandes, fotografa-se o peixe sobre um papel com uma escala gráfica, e usa-se o software ImageJ, como mostrado na Figura que se segue, em duas etapas: a configuração da escala, em cima e a medida propriamente dita (traçado da linha amarela).

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