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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 abril 2017 às 18:31

MATANDO A COBRA E MOSTRANDO O PAU

(= o efeito visível de métodos práticos de melhoria do solo)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 abril 2017 às 17:08

CORREÇÃO DO SOLO COM BIORREMEDIAÇÃO

Francisco, desculpe a interrupção da nossa conversa, mas achei oportuno incluir esse vídeo da Embrapa sobre terraços, até porque vai ajudá-lo a pensar na possibilidade de utilizá-lo nas áreas em declive (em vez dos canais), para facilitar a infiltração das águas da chuva.

Voltando à Figura em ArcGIS da Geologia do Município, observa-se que a principal formação, que são Manchas Sedimentares (ou Sedimentos) que ocorrem ao longo do Ribeirão do Cedro, ao Norte e do Rio Marapé, a Oeste, explicam em boa parte a formação de solos argilosos e hidromórficos que dificultam a infiltração da água e as práticas agrícolas.

Entretanto, para que os demais colegas que lerem os nossos posts, não pensem que estamos desviando do assunto do livro (MICROBIOLOGIA DO SOLO) que o originou, lembro que a sua pergunta inicial apenas enriqueceu o tema, incentivando os mais novos e mais preguiçosos a tomarem a decisão de lê-lo com bastante atenção. À propósito, para recuperar o solo da sua propriedade, acho que esse capítulo sobre BIORREMEDIAÇÃO (pág. 200/225) até que pode resolver o seu problema. Selecionei, abaixo, alguns parágrafos.

Chama-se contaminante todo componente presente no solo em concentrações acima daquelas em que causam danos ao desenvolvimento de animais e plantas que ocupam este local (SHAYLER et al., 2009). De maneira geral, podem ser elencados como os principais contaminantes do solo os hidrocarbonetos (petróleo, plásticos), antibióticos, metais pesados, dentre  outros  (CÉSAR  et  al.,  2009).  Num  contexto  mais  agronômico, destaca-se o papel dos agroquímicos, que podem por vezes atingir níveis elevados nos solos, tornando-se contaminantes.

Embora  sendo  um  processo  versátil  e  de  baixo  custo,  a biorremediação natural, em geral, ocorre de maneira muito lenta. Apesar de muitas estirpes de fungos e bactérias serem conhecidas como eficazes agentes  de  biorremediação,  muitas  destas  são  atuantes  apenas  sob  condições específicas, encontradas comumente em ensaios de laboratório (VIDALI, 2001; BERNHARD-REVERSAT; SCHWARTZ, 1997).

A  utilização  da  biorremediação  é,  portanto,  condicionada  a ajustes  bióticos  e  abióticos  do  ambiente,  de  maneira  a  promover  a complementação  perfeita  entre  o  potencial  metabólico  do  solo  e  a ocorrência de fatores propícios para que a mineralização da molécula contaminante  ocorra.  Por  exemplo,  em  alguns  casos,  deve  ser  feita  a inoculação de agentes promotores da degradação mas, apenas após a utilização de métodos de correção de características físicas e químicas do solo (CUYPERS, 2001; ZHU et al., 2001; YANG et al., 2009).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 3 abril 2017 às 9:36

VÍDEO DA EMBRAPA

(também transplantado do meu Facebook)

https://www.facebook.com/RuralPecuaria/videos/1147143721995221/

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 abril 2017 às 19:27

Francisco, mais uma vez, obrigado pela deferência (ou preferência). Insisto que não sou da área e, portanto, não recomendei os tratos na terra que descrevi (apenas com base nos dois trabalhos sobre o assunto que li). Foi o que depreendi/interpretei da leitura. Quanto aos canais, para opinar sobre eles, precisaria ter uma planta com a sua localização e saber alguns detalhes construtivos (comprimento, largura, vazão, etc.), declividade do terreno, inclusive. Conclusão: se a correção do solo melhorar a infiltração da água no solo, é possível que os canais 'sumam do mapa' automaticamente.

Algo que me preocupou quando li o seu relato sobre os solos do Municípios é que, a maioria deles, parece terem pouca permeabilidade (pelo elevado teor de argila). Então fiz um mapinha no ArcGIS com os dados de Geologia da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais). Pena que, por não ser da área, tenha pouco poder interpretativo. 

Comentário de Francisco Cezar Dias em 1 abril 2017 às 18:51

Em tempo, obrigado pelas referências. lerei com calma.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 1 abril 2017 às 18:51

Sabe o que me impressiona em você? Você dizer que não é da área e fazer um relato fiel deste nível. Você é Engenheiro Agrônomo do mais alto nível. Se focou sua carreira na água, trata-se de um detalhe ou uma opção. Mas o profissional está vivíssimo. Parabéns.

Ai então, coloco a seguinte dúvida: se fizer o que você, brilhantemente propôs, dispenso os canais de escoamento de águas? Daqui a uns cinco anos terei esta resposta porque estou iniciando meus trabalhos com este objetivo. Mas, como ser humano, pelo menos o caminho é bom? Até porque estou, respeitando o financeiro do produtor, despejando conhecimento abrangendo tudo o que você coloca e a ciência nos apresenta. Lá é a mostra fiel de que só planta-água e solo não foram suficientes para perpetuar a rentabilidade com o plantio direto. Anexo o resultado do primeiro trabalho químico. Na foto o Produtor, verdadeiro empreendedor brasileiro.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 1 abril 2017 às 9:30

CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS DE LUCAS DO RIO VERDE

Francisco, bom dia. Repito que a minha praia é feita de água e não de solo mas, para ajudá-lo, mais uma vez recorri ao pai-dos-burros. Logo de cara, o 1o. dado que descobri, é que os solos do Município são do tipo Latossolo Vermelho Amarelo distrófico - LVAd (80%), areias quartzosas e solos hidromórficos. Ora, para os colegas da área de solos, isto pode até ser bom no aspecto da disponibilidade química mas, para os que mexem com água, como eu, são muito ruins pela dificuldade de penetração da água no solo, por causa do alto teor de argila, daí os problemas dos canais que você relatou. Principalmente com a alta pluviosidade de 2.333 mm/ano.

Numa rápida pesquisa na Internet (solos de lucas do rio verde - Google), achei dois trabalhos interessantes:

1) PREPARO DE PERFIL DE SOLO COM EQUIPAMENTOS MECÂNICOS VISANDO CULTIVO DO ALGODÃO SAFRINHA

http://antigo.facual.org.br/pesquisa/arquivos/RelatorioFinalPreparo...; e

2) VARIABILIDADE ESPACIAL DA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E ATRIBUTOS FÍSICO-QUÍMICOS DO SOLO EMLUCAS DO RIO VERDE/MT.

http://www.bibliotekevirtual.org/simposios/SGEA/SGEA-2015/ciencia-d...

Da sua leitura (principalmente do primeiro) concluí que há, de fato, um problema mecânico com os solos, dificultando a penetração das raízes (e, consequentemente, da água, no perfil do solo) que, algumas vezes, é resolvido com soluções mecânicas e/ou químicas. Mecanicamente, podem ser usados o arado de aiveca e escarificador do solo. Quimicamente, a adição de gesso em dosagem elevada (até 1.400 kg/ha). Os estudos com a cultura do algodão mostraram que a compactação do solo pode ser avaliada com penetrômetro e, quando a resistência do solo à penetração RSP <= 2,5 MPa, não há impedimento mecânico para o desenvolvimento das raízes.

 

A formação de perfil do solo profundo, obtida com auxilio de equipamentos mecânicos,    podem  ser  combinados  a  corretivos  químicos  e  favorecer  a produtividade, especialmente a estabilidade do algodoeiro safrinha, de fundamental importância para a região Centro Norte Matogrossense. 

A estruturação física pode  também melhorar a proporção de macro e microporosidade desse solo, aumentando assim, a capacidade  de  armazenagem  e  retenção  de  água.

Para que isso ocorra não podem existir impedimentos ao aprofundamento  radicular,  tais  como  toxidez  por  alumínio,  deficiência  de  cálcio  ou camadas  compactadas  que  prejudicam  o  acesso  à  água do  solo  existente  em profundidade. Alumínio  superior  a  20%  pode  limitar o  crescimento  das  raízes  do algodoeiro (Staut e Kurihara, 2001), reduzindo a disponibilidade hídrica para a planta e consequentemente afetar a estabilidade do algodão  safrinha (Fundação Rio Verde, 2005).

Comentário de Francisco Cezar Dias em 31 março 2017 às 17:40

José Luiz, desculpe, mas, preciso explorar seus conhecimentos. Não sei se você conhece a região de Lucas do Rio Verde, MT? Provavelmente estarei fixando residência com minha família lá. Lá iniciei minha carreira profissional em 1881 e pretendo encerrar lá. Sai em 1994 e, agora, retornando, encontrei um solo com erros químicos muito sérios, mas, muito mais problemático os erros físicos. Solos totalmente sem vida abaixo de 7 cm, incluindo sistemas radiculares. Fiz dois talhões para um produtor começando da incorporação do calcário. Num acertei todos os parâmetros e, principalmente a relação Ca/Mg. No outro deixei sem acertar esta relação. Plantamos soja. No primeiro foi colhido 79 sc/ ha. e no segundo 73 sc. Tentarei anexar umas imagens.

A minha preocupação é com a infiltração de água que não ocorre mais na região. Então, eles encheram as áreas com canais para escorrimento de água e que estou achando completamente equivocado pela perda de área produtiva e dificuldade de circulação nas áreas. Nos dois talhões que trabalhei, não ocorreu o escorrimento que se verificou nos demais. Quando estiver instalado lá pretendo acompanhar e propor a construção de terraços em nível como forma de aproveitar as áreas com os canais. Estamos falando de solos com mais de 50 % de argila. Será que é possível resgatar a capacidade de infiltração de água nestes solos para que as propriedades retirem os canais? Obrigado

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2017 às 16:23

DESCUBRA OS SEGREDOS DO SOLO

O exagero é sempre prejudicial. Na minha área (irrigação), p.ex., os leigos pensam que 'quanto mais água, melhor'. Não sabem que a maior parte dos alimentos da planta, encontrados no solo, são sais e, portanto, muito solúveis. Isso acontece, naturalmente, na Amazônia. Quando se desmata uma área para plantio, expondo o solo nu (sem cobertura vegetal) à chuva, em pouco tempo (2 ou 3 anos) a área fica inviável para a agricultura, dando origem ao fenômeno do nomadismo.

 

O uso demasiado  e  incorreto  dos  fertilizantes  é  o  principal  fator  de  poluição do solo e contaminação de lençóis de água subterrâneos, favorecendo perdas por volatilização e lixiviação, gerando prejuízo aos produtores rurais e ao meio ambiente. (pág. 124/225)

 

O uso de inoculante com bactérias fixadoras de nitrogênio pode substituir total ou parcialmente a necessidade de adubação nitrogenada. O melhor exemplo do sucesso desta tecnologia é o caso da cultura da soja. No caso dessa cultura, bactérias pertencentes às espécies Bradyrhizobium japonicum e Bradyrhizobium elkanii são as responsáveis por esse processo, sendo que estas podem substituir o uso de adubos, o que equivale a uma economia entre 10 e 15 bilhões de dólares anuais para o Brasil, dependendo de como este valor é calculado (HUNGRIA et al., 2015).

 

Mudando um pouquinho de assunto, reproduzo abaixo esta figura (do livro Microbiologia do Solo) mostrando as faixas ótimas de temperatura do solo onde se desenvolvem determinados microrganismos. Mais uma vez voltei no tempo a uma das minhas aulas de Química Orgânica, na UFRRJ, quando presenciei a uma das aulas práticas mais lindas do meu arquivo mental: a da destilação do petróleo. Num pequeno destilador de vidro, o petróleo bruto, como que por milagre, com o aumento da temperatura, ia derramando produtos diferentes: gasolina aos 120 graus centígrados, querosene aos 170, diesel a 270, lubrificante a 340, óleo a 500 e aos 600 ficava aquela borra que era o asfalto.

P.S. Francisco, obrigado pelos elogios e pela empatia.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 31 março 2017 às 10:04

José Luiz, nem vamos falar de vocação. Vamos falar de resiliência, sapiência, disponibilidade, etc. É muito bonito ver e trocar ideias com pessoas como você. Faço minhas as suas palavras. Concordo também em relação a tempo quando diz que fazemos nosso tempo. Em 36 anos de campo na produção tinha como missão dar sustentabilidade para a propriedade. Continuo assim. Por estudar solos sob vegetação de cerrado e fazer ajudei e continuo ajudando. Só que, quando completei 59 anos, bateu uma vontade imensa de começar a preparar material para passar adiante. Entrei em contato com duas Fundações de pesquisa para propor uma parceria e poder avaliar minha filosofia profissional que avançou bastante além da teoria que armazenei nestes anos todos. Aqui, sem correção bem feita fica difícil alcançar bons lucros. O problema é que os colegas deixaram de lado a produção e estou ficando sozinho a defender que investimentos se pagam no médio e longo prazo.

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