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Comentário de Francisco Cezar Dias em 6 abril 2017 às 11:38

100% correto, José Luiz. Se juntarmos a experiência, acredito que batemos fácil 70 anos de amor profissional pela atividade. Debater, discutir conhecimento e experiência é o que falta a esta e outras redes. Os colegas não se expõem. Já provoquei de diversas formas o debate, até como advogado do diabo, e a coisa não flui. Então, encontrar você é de uma preciosidade que precisamos preservar. Estou aberto, não militei pela docência por absoluta falta de vocação. Minha experiência é levantar características do solo, olhar a parte física da propriedade, sentar com o Produtor e, depois de um diálogo demorado, planejar em quantos anos deixo ele sólido para o mercado. Tenho particularidades nesta prática que surpreendo até minhas fontes de pesquisa e, por um simples fato, preciso conhecer a tecnologia e o retorno financeiro que dará para a propriedade. Então desenvolvi um olhar aguçado em relação ao aspecto econômico. E, para isto, preciso de muito mais corretivo do que recomenda a pesquisa e, aí, preciso compensar as consequências para não prejudicar ninguém. Com 36 anos de campo, sem acionar seguros ou causar danos, acho que cresci e ajudei a todos que sabiam precisar de minha ajuda. Ouvi esta frase do meu Pai quando estava formado, indo embora para o Cerrado do MT: "você eu conheço, é voluntarioso, mas não perde tempo com quem não sabe que precisa de ajuda". De pronto não entendi bem e, achei até que não fazia sentido. Mas é o que mais encontro neste meio (os que acham que sabem) até hoje. Ontem estava meio de saco cheio, então dei uma olhada no artigo que você sugeriu. Gostei tanto que dei busca e achei mais alguns na mesma linha. Fico desesperado porque não evolui nesta área. Não necessito de irrigação para dar sustentabilidade para a propriedade, mas, depois do investimento feito, morro de novo em saber que um pivô mal administrado faz com que o Produtor perca sua propriedade. Fui na Universidade federal do MS para pedir ao especialista da área para cursar a matéria como ouvinte. Fui aceito mas temo que não terei oportunidade de fazê-lo porquê estou retornando para Lucas com minha família para encerrar minha carreira na produção lá onde tudo começou.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 6 abril 2017 às 7:56

Francisco, desculpe a distração. Mas, o nosso bate papo não fica invalidado por isso, né ? Faz de conta que você é o dono da propriedade, se praticar a empatia. Somos Consultores. Até porque, as nossas trocas de ideias só enriquecem o valor que a MICROBIOLOGIA DO SOLO tem, independente se você trabalha com terra e eu com água. Vamos juntar os dois num copo e oferecer para os colegas mais jovens.

Um abraço.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 5 abril 2017 às 20:00

José Luiz, tem um post lá embaixo que te informei que não sou Produtor. Sou Consultor.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 abril 2017 às 18:00

Francisco, leia este trabalho que trata de Drenagem Superficial em Solos Argilosos:

http://www.scielo.br/pdf/rbeaa/v3n2/1415-4366-rbeaa-03-02-0178.pdf

(Fica no Paraná, mas pode lhe dar subsídios).

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 abril 2017 às 14:54

Francisco, como você não deu as coordenadas geográficas da sua propriedade, fica difícil aprofundar a discussão. Por isso, estou me baseando no Município como um todo. Claro que lá devem ter outros tipos de solo e, via de regra, os solos argilosos são mais produtivos (pelo menos têm uma maior capacidade de troca de cátions ou CTC) do que os arenosos (embora estes facilitem o movimento vertical da água). Em termos de macroclima, pelo menos,água você tem em abundância, já que os rios voadores que começam lá na Amazônia Oriental (próximo à Belém), caminham no sentido Leste-Oeste, batem nos Andes e embicam aqui pro Sul e Sudeste, passando antes  por Lucas do Rio Verde.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 5 abril 2017 às 12:26

Muito bom. Claro que esta realidade não é a única porque existem outros tipos de solo. Mas, as principais áreas pelos motivos que você relaciona, devem ser trabalhadas para que permaneçam de forma sustentável no processo produtivo. Subir de 40 para 79 sc me parece um bom começo. Isto é muito fácil de conquistar para mim, principalmente quando acabou o Ca e o Mg. Começo a discutir nestas áreas as conquistas que tivemos e a quebrar paradigmas estabelecidos por falta de conhecimento e ausência de colegas na produção da região.

É como já comentei com você, daqui a 5 anos (estimado) teremos resultados para apreciação.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 5 abril 2017 às 10:07

VALAS USADAS PARA DRENAGEM

Francisco, no livro "Drenagem Como Instrumento de Dessalinização e Prevenção da Salinização de Solos" (Batista, M.J. et al., Brasília-DF, 2002, p.32), no item que aborda os tipos de drenos a céu aberto (valas abertas), consta que nas regiões úmidas (como a de Lucas do Rio Verde) este método tem sido o mais comum na drenagem. Apresenta a dupla finalidade de coleta e transporte das águas de drenagem superficial e subterrânea. São mais favoráveis à drenagem superficial por apresentarem maior velocidade de escoamento.

Apresentam as desvantagens de:

  • Perda de área na sua abertura o que, em áreas de alto valor econômico e com culturas intensivas (como é o seu caso, da soja), tem grande importância;
  • Dificulta o trabalho de máquinas - manejo do solo;
  • Custo do espalhamento do material ou alto custo do descarte como bota-fora, quando não apropriado para ser espalhado;
  • Alto custo de manutenção devido ao crescimento de ervas daninhas terrestres em seus taludes, e aquáticas em seu leito.

Eu acrescentaria como desvantagem, a textura argilosa do solo (você disse que tem mais de 50% de argila), o que dificulta a penetração da água no solo. Na Fig.1, pág.13, que trata de chuvas, só existem duas isozonas denominadas de F no mapa do Brasil: uma no Estado do Amazonas, e outra no de Mato Grosso, justamente onde está o seu Município. Chuvas intensas mais solo impermeável, e dá pra imaginar a dificuldade para a produção agrícola.

Acrescentei esse texto para que você reflita sobre uma realidade (a de Lucas do Rio Verde) que tem os seus inconvenientes ditados pelos tipos de clima e de solo, antes talvez, de possíveis manejos equivocados.

Um abraço.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 4 abril 2017 às 16:11

Quem disse que estou atribuindo algo a você além desta brilhante visão de contexto. Longe disto. Estou apenas encantado com a simplicidade do amigo e aproveitando para explorá-lo um pouco, até porque, via de regra as discussões aqui ou outros espaços congeneres as discussões sempre ocorrem em via de mão única.

Em verdade mesmo esperava sua ajuda no que se refere aos canais de irrigação. Satisfeito percebi que poderia ir além. Começo a ler o livro na próxima semana.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 4 abril 2017 às 15:50

Francisco, você continua me atribuindo qualidades técnicas que eu não tenho. O que eu apresentei sobre Biorremediação foi copiado-e-colado do livro que originou este post. Meu mesmo, só os palpites e o mapinha em ArcGIS (e assim mesmo, porque o meu Doutorado, de 1995 a 98 na UFRJ, foi sobre Geoprocessamento, melhor dizendo, em Geografia).

Reforço, apenas, que a leitura do livro pode levá-lo a melhorar seus conhecimentos na Consultoria de Produção (eu nem conhecia esta especialidade da profissão). Para mim, foi um exercício de elucubração mental e o modo de fazer um amigo.

Um abraço.

Comentário de Francisco Cezar Dias em 3 abril 2017 às 20:51

José Luiz, não sou proprietário de terras. Sou Engenheiro Agrônomo, consultor de produção.

Você nos apresenta hoje o fato de que a BIORREMEDIAÇÃO é um processo geralmente lento. Informo-o que já foi mais. Com a chegada dos ácidos orgânicos, não mais. Por exemplo, um grande problema gerado pelos produtores de semente de gramíneas era a produção de massa residual e que via de regra, era queimada.

Hoje, com o uso de ácido fúlvico, não mais. Em questão de meses este material é totalmente decomposto, com uma vantagem assustadoramente boa em relação ao equilíbrio do solo. Infelizmente não encontrei um texto científio confiável neste sentido. Posso pecar por estar muito ocupado neste momento e não ter "facebookiado" adequadamente.

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