Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Quanto às QUESTÕES DA FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO e seus impactos no Ensino da Agronomia, sugiro que uma das câmaras especializadas de Agronomia se ocupe da HABITAÇÃO RURAL.

Quatro anos atrás o CREA-RJ (*) divulgou um concurso para o melhor projeto para uma cidade sustentável. Chegaram até a escolher uma cidade do estado para implantar as ‘bolações’ dos colegas mas, depois disso, não sei no que resultou. Critico apenas o enfoque, que foi a cidade e não o campo (ou seja, habitações tipicamente rurais).

Meu curso de Construções Rurais na UFRRJ (concluído em 1966), infelizmente, não foi bom mas, como profissional, trabalhei no Departamento de Construções Rurais do INCRA (1969) e participei (como observador) dos estudos das agrovilas, na Colonização da Transamazônica (1971), feitos por Arquitetos.

A tese da Arquiteta Renata B. Peres (Habitação Rural, Escola de Engenharia de São Carlos – SP, 2003), que encontrei na Internet, dará importantes subsídios aos colegas da Câmara que tratarem do assunto.

Como vêm, só dá Arquiteto. Acho que está na hora de definir até que ponto merecemos o título de Engenheiros antes do Agrônomo [sei que é por causa da irrigação, máquinas, estradas rurais, etc.]. Podemos construir prédios (até quantos andares) ? Podemos projetar uma Agrovila (e de onde virão as noções de urbanismo) ? A Permacultura (construção de casas de terra) deve constar do currículo do Agrônomo ? Por que o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRRJ, p.ex., não tem qualquer disciplina voltada para a Habitação Rural ?

(*) http://www.crea-rj.org.br/blog/concurso-de-ideias-vai-eleger-melhor-projeto-para-uma-cidade-sustent%C3%A1vel/

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Comentário de Francisco Lira em 27 setembro 2014 às 14:12

Esse conceito proposto pelo urbanista é muito interessante, mesmo porque é insustentável ele modelo de urbanização desordenado em nossas grande cidades, não existe racionalidade, falta planejamento, isso que ele falou ai a meu ver nunca foi novidade, mas faltou prioridade nas gestões publica de valorização dos conhecimento entre eles agronômicos para permitir uma expansão planejada e qualitativa do espaço urbano com preservação dos mananciais, áreas verde e bem preservadas, ruas arborizadas, espaços de infiltração da água da chuva e também espaço para produção de alimentosos dentro da zona urbana.Quando a questão das ameça de nossas atribuições faltou ao longo do tempo um programa a nível nacional de especializações de nossas cadeiras agronômicas como as das áreas de produção animal como Aquicultura, avicultura, bovinocultura, na área de produção vegetal e engenharia rural, acredito eu que podemos reverter essa realidade, o que falta é compromisso e eu sinceramente gostaria de apresentar algo nesse sentido no CBA  em 2015, aceito parceiros nesse empreitada.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 25 setembro 2014 às 18:42

DIRETRIZES PARA O PROJETO DE RUAS

http://uttipec.nic.in/writereaddata/mainlinkFile/File282.pdf

(Bem ilustrado e com dicas dimensionais importantes, inclusive para a arborização urbana)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 24 setembro 2014 às 10:51

PENSAR A AGROVILA DO FUTURO PRÓXIMO

Depois de tantas ‘mordidas’ na nossa profissão (floresta para os engenheiros florestais, zootecnia para os zootecnistas e engenheiros de pesca, irrigação para os engenheiros agrícolas), agora que enfim resolvemos acordar para discutir a qualidade do ensino e o futuro da Engenharia Agronômica, que tal reagirmos [passarmos da defesa para o ataque] e ocuparmos pelo menos alguns dos nichos tecnológicos da modernidade ?

Estão aí ‘dando sopa’: a agricultura de precisão e SIG, os drones, a engenharia genética, a farmacologia, a transgenia, a agricultura orgânica e o próprio urbanismo rural – o motivo deste tópico.

E por falar/pensar novamente em Arquitetos, está imperdível a entrevista de hoje de Liu Thai Ker (‘Nossa cidade não tem guetos pobres nem áreas nobres’, O Globo, 24.9.2014, pág.28), urbanista que visita o Brasil para um fórum internacional de arquitetura e urbanismo em SP.

Segundo ele, o problema de planejamento urbano não tem a ver com o tamanho do país [comparando Cingapura, de onde veio, com o Brasil], mas com o tamanho da região que você vai transformar [referia-se às cidades-constelação, que ele defende]. Você tem que dividir essa cidade em cidades menores, separadas por cinturões verdes [olha nós aí – Agrônomos – gente !]. Depois, separa em distritos, novos bairros.

Quanto ao planejamento dos serviços públicos, ele acha que bastam 44% das terras (da área a ser urbanizada) para a construção das casas. O resto deve ser usado para vias, hospitais, escolas, parques, indústrias. E armazéns, silos e o cinturão verde, é claro [isso foi por minha conta].

Perguntado sobre o que achava da escassez de água em São Paulo – o local do encontro – ele respondeu que o governo deve sempre pensar muito à frente. Disse que na Malásia (o seu país), eles têm um sistema que reserva 60% de toda a água da chuva (*) e esperam aumentar isso para 90%, além de terem um dos maiores parques de dessalinização de água do mundo.

 

(*) Aqui no Brasil, não a queremos, nem na privada (apesar da água ser a 2ª. maior parcela da conta que pagamos pelo condomínio) !  

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