Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

O AGRONEGÓCIO COMO TEMA ESTRATÉGICO

Nosso país é um continente, e possuímos condições naturais propícias

para incrementar muito nossa produção agropecuária, a qual já é

extraordinária. Mas podemos produzir ainda muito mais.

Tenho dito, e reiterado muitas vezes, que o governo federal deverá ter o

agronegócio como a menina de seus olhos, pois se olharmos a economia

como um todo, é o agronegócio que se destaca. E quais as razões disso?

Porque temos abundância de terras cultiváveis, alta tecnologia empregada

pelos ruralistas, “garra” de nossos empresários rurais, e o fato que

agronegócio depende muito pouco das ações do governo. Ele só soma, e

sempre garante nossa balança comercial. Trabalho no segmento há 42

anos e espero trabalhar muito, ainda.

A crise econômica no país é seria e tem levado muitos setores a reduzir

produção, demitir funcionários, enfim sofrer as agruras de reduzir

desempenho, porém, o agronegócio segue firme na contramão da crise e

apresenta resultados excelentes, e que são fundamentais para alavancar o

país.

Em 2014, o PIB do agronegócio representou acima de 22% do total do PIB

brasileiro, com cerca de R$1,1 trilhão com as atividades agrícolas

representando 70% e as atividades pecuárias, os restantes 30%, conforme

dados da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento. Nossa produção de grãos, da safra 2014/2015,

superou 209 milhões de toneladas, batendo novo recorde, com alta de 8%

sobre a safra anterior. Não alcançamos acima de 210 milhões de

toneladas, em razão da quebra na safra de trigo, muito prejudicada pelas

chuvas, especialmente no Rio Grande do Sul.

Então, ainda sem dados oficiais, em 2015 o PIB do agronegócio será

certamente superior a 25% de nosso PIB total. Fantástico!

E nós somos os maiores exportadores de soja em grão do mundo. E somos

o segundo maior exportador de milho do mundo. E apenas estas duas

commodities respondem por 45% do faturamento do setor agrícola. E

somos os maiores exportadores de carne (aves, suínos, bovinos), do

mundo. E a alta do dólar frente ao real auxilia muito nossa balança

comercial. E o Agronegócio é responsável por 43% das exportações do

Brasil e atualmente, por 35% de todos os empregos gerados.

Apesar disso tudo, eu me esforço para lembrar quem é o atual ministro da

agricultura, e simplesmente não recordo. Isso demonstra o quanto esta

pessoa está se dedicando pró nossa agropecuária. É lamentável, para dizer

o mínimo.

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná, edita e distribui aos

associados, semanalmente, um Boletim Informativo, e através de seus

técnicos, tem reiteradamente informado que o segmento vai otimamente

bem da porteira da fazenda para dentro. O crucial problema é da porteira

para fora. O governo que deveria ajudar atrapalha muito.

E de acordo com dados da Fenabrave, de janeiro a julho de 2015, o Setor

de Máquinas Agrícolas acumula retração de 25,95% na comparação com

mesmo período do ano anterior. E Marcelo Nogueira, vice-presidente da

Fenabrave para o setor de Tratores e Máquinas Agrícolas, afirma que o

governo brasileiro tem consciência da importância de financiamentos para

este segmento que, hoje é formado por mais de 1160 concessionárias em

todo o país, que oferecem soluções tecnológicas ao produtor rural. E

Nogueira diz: ”A cada R$1,00 investido neste segmento, são gerados

R$3,00 de valor agregado, com garantia de retorno rápido para a

economia do país.” Estupendo, não é?

Portanto, meus prezados, é preciso que os agentes financeiros

disponibilizem mais volume de crédito a nossos produtores rurais. É

preciso que dinheiro de crédito facilitado, chegue às mãos dos ruralistas,

sem muito nhenhenhém, porque a demanda no mercado é enorme e

precisamos produzir mais e melhor. O mundo tem fome e necessita de

nossos grãos, de nossas carnes, de nossa produção agropecuária.

Só não vê isso quem não quer. É ou não é? Oremos!

João Antonio Pagliosa –Engenheiro Agrônomo-

www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br

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Comentário de José Leonel Rocha Lima em 27 fevereiro 2016 às 16:38

Muito boa argumentação João Antonio Pagliosa 

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