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O governador Geraldo Alckmin deve estabelecer relações com o MST - o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão.

Tenho sido questionado para dar minha opinião aqui na Jovem Pan. Portanto aqui vai: eu acho certo que um governador do estado tenha abertura para conversar com todo e qualquer movimento que seja legalizado. O MST, apesar de suas invasões e métodos do passado, é constituído formal e legalmente, portanto, cabe sim ao governador ter diálogo e comunicação.


Alguns acham que como o MST vive das tetas governamentais, e a vaca federal está meio mal de leite, se aproximam na busca de novas tetas. Essa visão não será produtiva para uma possibilidade de evolução nas relações, deste segmento com a sociedade civil. Por outro lado, o líder do MST, o coordenador Gilmar Mauro diz se tratar de uma aproximação política, que os princípios não estão na mesa de negociação e ainda acrescenta haver vários PSDB's, com opiniões diferentes, da mesma forma, eu diria, existem vários MST's. Não há empresa, organização qualquer que seja que não tem nos seus intestinos facções distintas, com pensamentos diferentes e visões de mundo opostos.
Oser humano, o assentado de uma reforma agrária, para progredir e cumprir o papel esperado pela sociedade precisa de conhecimentos, tecnologia, educação e, acima de tudo, do agronegócio. Ou seja, se os assentamentos não se organizarem para negociar, produzir, e vender, se não estabelecerem cooperativas e inteligência de marketing, não progridem e viverão dependentes de tetas governamentais, as quais, no mundo todo tendem a ir secando. Não dá para aleitar tantas bocas que não queiram empreender e cooperar.

Portanto, se o lado evolutivo tanto do governo quanto do MST se cruzarem e efetivarem uma análise concreta de situações concretas, como diria o companheiro Mao Tse Tung, o chinês, teremos chances de coisa boa, tanto para a sociedade brasileira, quanto para os assentados e uma possível luz positiva na questão da reforma agrária. Agora invadir estações de pesquisa, áreas educacionais, como ocorrido recentemente no Paraná, além de quebrar o Ministério da Agricultura, em Brasília, com certeza segmentos do MST já concluíram que não terão futuro desse jeito. Portanto, sem as armas do passado, que venham as armas do futuro, comunicação, diálogo e negociação.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/.

Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

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