Rede Agronomia

Rede dos Engenheiros Agrônomos do Brasil

Mais uma vez a Embrapa nos brinda com dados e informações técnicos de valor inestimável; dessa vez foi o livro ORGANISMOS BENTÔNICOS, disponível para cópia gratuita no site http://www.cnpma.embrapa.br/download/LivroBentonicos.pdf

Macroinvertebrados bentônicos são organismos (insetos) aquáticos (fase de larva ou adulto), Annelidas (ex. minhocas) e Moluscos (ex. caramujos) de hábito bentônico, isto é, que habitam o fundo (sedimento) de rios e lagos aderidos a pedras, cascalhos e folhas ou enterrados na lama ou areia.

A utilização de insetos aquáticos como bioindicadores de qualidade de água é uma ferramenta ecológica importante na avaliação da qualidade de água em Programas de Monitoramento Ambiental. Podemos citar 6 Filos com representantes importantes como bioindicadores nos ambientes aquáticos continentais: Coelenterata, Platyhelminthes, Nematomorpha, Annelida, Arthropoda e Mollusca. O índice EPT adota o Filo Arthropoda, ou o dos insetos (aquáticos). EPT são as iniciais das Órdens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera, larvas de insetos aquáticos que vivem em águas correntes, limpas e oxigenadas e, portanto, sensíveis à poluição.

A distribuição das comunidades ao longo de um rio, ou mesmo dentro de um trecho, é influenciada pelas características dos habitats.

Os macroinvertebrados bentônicos (*) ou as larvas aquáticas de alguns insetos, podem ser usados como indicadores da qualidade da água de um córrego, rio ou lago. Uma vez coletadas amostras no local e identificadas, esses dados podem ser arranjados em índices para a comparação do estado de degradação ambiental dos mananciais.

O Índice EPT (Lenat, 1988) é um dos mais usados. Ele utiliza 3 Ordens de insetos aquáticos, que são facilmente encontrados, identificados e que são comumente usados como indicadores. Esses organismos aquáticos podem ser vistos à olho nu e passam a maior parte de suas vidas no fundo dos mananciais. O índice se baseia na premissa que os córregos com alta qualidade da água, geralmente, apresentam maior diversidade (riqueza) de espécies. Muitas espécies de insetos aquáticos são intolerantes à poluição e, portanto, não são encontrados em águas poluídas. Estão adaptados ao habitat: alguns vivem nas corredeiras, outros enterrados no fundo, alguns se alimentam do fundo, enquanto outros deixam o alimento chegar até eles.

Plecoptera: gostam de Oxigênio, vivem nas corredeiras e indicam água limpa.

Ephemeroptera: tolerância média à poluição, embora prefiram água limpa.

Trichoptera: alta tolerância à poluição; vivem na areia, galhos, pedregulhos, conchas, folhas enroladas e outros substratos que lhe sirvam de proteção.

Estes organismos passam parte da sua vida como larvas e ninfas aquáticas e são comumente utilizados como indicadores ambientais devido a sua preferência por ambientes lóticos, como riachos e córregos de serras e nascentes, onde a água passa por corredeiras, é bem oxigenada, e apresenta temperatura amena.

Um cálculo de riqueza de táxons, como índice de riqueza de táxons EPT, irá estabelecer a estabilidade da Comunidade. (Mayflies) de Ephemeroptera, Plecoptera (Stoneflies) e Trichoptera (Caddisflies) são todas as espécies que são consideradas muito sensíveis às condições de qualidade de água pobre, portanto, a presença desses organismos são indicadores de sites de qualidade de água boa. Quanto maior as populações destes organismos os mais estável o site. Lembro que flies, em inglês, é moscas.

CÁLCULO DO ÍNDICE

Uma vez coletados, levados ao laboratório e identificados, basta contar o número de indivíduos das três ordens e classificar o curso de água segundo uma tabela, para se chegar ao grau de poluição. O Índice é dado pela expressão: EPT = nE + nP + nT  onde:

nE = número total de indivíduos da ordem Ephemeroptera

nP = número total de indivíduos da ordem Plecoptera

nT = número total de indivíduos da ordem Trichoptera

Infelizmente ainda não temos uma Tabela que sirva a todos os rios brasileiros. Para mostrar a conclusão de um estudo, mostro uma dos Estados Unidos, onde esse tipo de monitoramento é muito utilizado.

Apresento, também, um mapa mental que elaborei sobre alguns desses macroinvertebrados bentônicos e onde aparecem os nossos ‘amigos’ EPT.

CALCULADORA (utilizada em um outro índice biológico):

http://www.cod.edu/people/faculty/chenpe/RiverWatch/MBI_calculator....

(*)ftp://ftp.wcc.nrcs.usda.gov/wntsc/strmRest/wshedCondition/EPTIndex.pdf

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Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2015 às 16:59

ANATOMIA

(Entomologia)

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2015 às 15:49

Basta conhecer 3 grupos de indivíduos e executar 3 etapas de campo.

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2015 às 11:27

RESUMO DA ÓPERA

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2015 às 10:49

DESCULPEM

A (página/chave) dos Estudantes é esta:

http://www.ecospark.ca/sites/default/files/currents/BMI%20Key%20NEW...

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 31 março 2015 às 10:44

CHAVE DE MACRO-INVERTEBRADOS BÊNTICOS PARA ESTUDANTES

Entrando-se no Google com as palavras-chave “benthic macroinvertebrates key” encontramos sites bem interessantes, como o que ilustramos aqui. Basta ir fazendo escolhas sucessivas, até se chegar à Família correspondente, com direito a Dicas (tips) e imagens de espécies intermediárias.

Encontrei também uma para Estudantes, vez que, nos países desenvolvidos, é comum iniciar os jovens em pesquisas científicas relevantes. Veja aqui:

http://www.g3e-ewag.ca/documents/jeux/cle_macro/cle_en.html

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 março 2015 às 20:04

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 março 2015 às 20:03

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 março 2015 às 20:03

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 março 2015 às 20:02

Comentário de JOSÉ LUIZ VIANA DO COUTO em 30 março 2015 às 18:07

ESTE TEMA E A LEI DAS ÁGUAS

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